VELOSO TAMBÉM DEFENDE A CONCILIAÇÃO ENTRE ÍNDIOS E PRODUTORES DE OLIVENÇA

Bom sinal! Veloso também defende o "bom senso"
Veloso também defende o "bom senso".

Ao contrário de certos segmentos que se deixam levar por contra-relatórios fabricados, e de péssimo nível, os políticos de bom senso já perceberam que a solução ideal, passa pela conciliação entre Tupinambás e pequenos produtores.

O deputado federal Raimundo Veloso (PMDB) defende a revisão do relatório da FUNAI, que prevê a delimitação de 47 mil hectares aos índios Tupinambás de Olivença, porém, Veloso ressalta que nenhuma das partes deve sair prejudicada.

Quando admite que os índios formam uma “parte”, ao contrário de alguns oportunistas que sonham com Brasília, Veloso sinaliza que o entendimento é possível.

Para os que valorizam o respeito mútuo, como premissa básica para tentar resolver essa questão (difícil de ser resolvida) é muito bom ver os representantes de Ilhéus valorizando a necessidade do diálogo.

Na região de Olivença há um bom número de grandes proprietários dispostos a entregar suas terras para o governo, na perspectiva de uma boa indenização, desde que, não só as benfeitorias, e sim, toda a propriedade seja considerada na avaliação.

A conciliação passa por esse caminho.

Vereador Gurita fala no Câmara em Ação

GuritaASCOM: Câmara de vereadores de Ilhéus.

O programa Câmara em Ação do dia 13 de agosto teve a presença do vereador Alzimário Belmonte – professor Gurita. Em entrevista, o vereador comentou sua disponibilidade em conhecer em qualquer lugar da cidade – zona urbana ou rural – os problemas dos ilheenses para em seguida apresentar ao Executivo Municipal indicações que possam ser transformadas em soluções.

O vereador que apresentou ao legislativo discussão sobre a legalização dos moto-taxistas, moto-frete e moto-vigia, comentou a necessidade de estudos profundos sobre o tema. “ foram marcadas algumas reuniões com este seguimento e pode-se notar que ainda falta amadurecimento destes para que enfim sejam tomadas medidas cabíveis à legalização destas profissões”, afirmou o parlamentar.

(mais…)

FIM DO MOVIMENTO "POLÍCIA LEGAL"

Fonte: A Tarde

Em uma noite tensa, quando o crescimento do número de registros de ocorrências policiais em Salvador já surgiam como consequência da redução do efetivo policial nas ruas da capital, o comandante-geral da PM, coronel Nilton Mascarenhas, ao lado de membros da União das Associações dos Policiais Militares, anunciou o fim de 40 horas do movimento Polícia Legal. “A comunidade pesou muito na decisão”, disse o coronel, depois de ler a Nota ao Povo Baiano.
O documento informa que ambas as partes chegaram a um entendimento que restabelece a normalidade no serviço de segurança pública. “O governo e a União das Associações assumem o compromisso de dar continuidade ao processo de diálogo e negociação no sentido de chegarem a um acordo para resolver as demandas da categoria apresentadas em pauta”, diz o texto, que garante também que não haverá qualquer sanção administrativa, disciplinar ou criminal a quem aderiu ao movimento.
Mesmo com o discurso do coronel de que “foram esgotados todos os itens nos 30 dias de negociações, o movimento chega ao fim sem que seja atendida a principal reivindicação da categoria. Sobre a questão salarial, Mascarenhas anunciou a elaboração de um projeto de lei para um Plano de Carreira, mas informou que não foi acordado qualquer reajuste. “Sobre isso entendemos que há necessidade de um estudo mais amplo, que não pode ser resolvido em dez dias”, disse. Para exemplificar os avanços nas negociações, Mascarenhas anunciou o início imediato dos cursos de formação de condutores para veículos especiais e a chegada de 3,6 mil coletes à prova de balas.
Tido como interlocutor do movimento, o deputado estadual Capitão Tadeu afirma que não participou da reunião que selou o acordo por um artifício do governo. “Fui convidado para ir ao Quartel e participar da reunião. Enquanto eu esperava na sala, a reunião acontecia numa outra”, declarou. O deputado, que é oficial reformado da PM, afirma que o acordo pode não valer já que recebeu ligações de policiais contrários ao fim do movimento. O governo não quis comentar suas declarações.

TUPINAMBÁS NA LUTA PELA DEMARCAÇÃO DE TERRAS

Representantes da Comissão de Caciques do povo Tupinambá de Olivença, da cidade de Ilhéus, se reuniram em Brasília para tratar de assuntos referentes à segurança da população, que desde o momento da implantação da demarcação de terras, afirmam que vêem constantemente recebendo ameaças e agressões por parte da elite política e econômica da região sul da Bahia.

Segundo o cacique Ramon Souza Santos, antes da publicação do relatório de identificação da terra no dia 17 de abril de 2009, o povo indígena era bem tratado e bem recebido nas fazendas e empresas da região. O caique afirma que  “…muitos índios até trabalham para as pessoas que não querem que nossa área seja demarcada.”

Na terça-feira,11, a comissão foi recebida pelo Procurador Geral da Funai, Antônio Salmeirão, onde puderam aproveitar para solicitar mais atendimento jurídico para a população indígena de Ilhéus, destacando as ações de violência cometidas principalmente pela Polícia Federal.

Segundo o procurador, em outubro, será instalada a Procuradoria Seccional Federal em Ilhéus, que contará com mais procurados para agir em defesa dos direitos indígenas. Para que isso aconteça, basta apenas que o Estado se prontifique em garantir essa assistência para os índios da região.