ITABUNA TERÁ PROJETO PILOTO CONTRA A DENGUE

Itabuna terá projeto piloto contra a dengue-01-foto Waldyr Gomes

ASCOM: Prefeitura de Itabuna.

Numa ação conjunta envolvendo a Secretaria Municipal da Saúde, 7ª Dires, Corpo de Bombeiros, Conselho Municipal da Saúde, Ministério Público e outras entidades será deflagrado ainda nos próximos dias um trabalho focal de combate à dengue nos bairros do Novo Horizonte, Carlos Silva/Andaraí e Sinval Palmeira, que têm um índice de infestação predial superior a 20%. Relatório apresentado pela SMS num encontro coordenado nesta sexta-feira(14), pelo promotor Cloadoaldo Anunciação, no auditório da Câmara de Diretores Lojistas, foi informado que na 28ª semana do ano o índice de infestação predial na cidade é de 9,78% –o nível de alerta para o Ministério da Saúde é de 3,9%- e a ocorrência de quase 100 casos de dengue nos últimos dias.

Na abertura do encontro, o representante do Ministério Público destacou a necessidade de discutir as estratégias para o combate à dengue e evitar o risco de eclosão de uma nova epidemia como a que ocorreu no início deste ano, com o registro de mais de 13 mil casos da doença em Itabuna e 20 mortes na região, entre os quais oito óbitos de itabunenses. Ele defendeu a proposta de lançamento de um projeto piloto em áreas consideradas de risco, um modelo que também poderia ser aplicado em outros bairros.

Para implementar o projeto estarão reunidos na tarde de segunda-feira, dia 17, na 7ª Dires, técnicos da Prefeitura, Emasa, do governo do estado, além de representantes do 4º Grupamento do Corpo de Bombeiros, do Conselho Municipal de Saúde e outras entidades, que vão discutir as ações a serem realizadas no Novo Horizonte, Carlos Silva/Andaraí e Sinval Palmeira.

O secretário da Saúde, Antônio Vieira, que também é vice-prefeito, destacou a necessidade de uma atenção permanente para o problema da dengue, uma vez que o mosquito se reproduz com clima quente e úmido: “A preocupação nossa é maior com o registro nos últimos dias de quase 100 casos de dengue clássica”. Ele cita que foram conseguidos avanços importantes, porque no início do ano a infestação predial era de 25% e hoje é inferior a 10%, um índice preocupante e que mantém aceso o sinal de alerta.

Numa reunião que também teve a presença do secretario de Planejamento, Mauricio Athayde; do presidente da Emasa, Afredo Melo e de dirigentes do Hospital de Base, Antônio Vieira elogiou a proposta do Ministério Público ao promover um amplo debate sobre o tema com os agentes envolvidos no processo e para uma reflexão sobre as alternativas viáveis para o combate à dengue. Informou que hoje, o trabalho de campo envolve 280 agentes de endemias, além de uma parceria com a 7ª Dires, Ceplac e o Corpo de Bombeiros, que vem atuando no combate no bairro de Fátima e no perímetro central da cidade.

O coordenador de Combate à Dengue, Sandovaldo Carvalho Manezes apresentou um relato das ações realizadas em Itabuna e o plano de atividades a ser implementado até 2010. Informou as dificuldades dos agentes em algumas áreas da periferia dominadas pelo tráfico de drogas e os problemas dos agentes de endemias que registram 1,5 mil faltas e omissão ou subnotificação de focos, um problema também informado por um técnico da Sesab que participou da reunião.

João Marcos Lima da 7ª Dires também falou das ações realizadas pelo governo do estado em parceria com a Prefeitura de Itabuna no combate à dengue e Alcina Andrade, da diretoria de Vigilância Epidemiológica da Sesab lembrou que a dengue é doença urbana e que afeta principalmente a crianças. Destacou ainda a necessidade de um combate preventivo permanente na luta contra o mosquito transmissor da doença e da integração de ações entre estado, município e comunidade.

O engenheiro sanitarista Zuri Pessoa também apresentou um relatório sobre o avanço da dengue em Itabuna, que passou de 127 casos em 2007 para 13.456 casos agora em 2009, com uma incidência de 629 casos por 100 mil habitantes. Ele destacou ainda como fatores de prevenção a necessidade de investimentos em melhoria da limpeza pública, universalização do abastecimento de água e do saneamento básico, bem como com relação à questão da drenagem das águas pluviais.



One response to “ITABUNA TERÁ PROJETO PILOTO CONTRA A DENGUE

  1. Porto Seguro, 15 de setembro de 2009.

    No último domingo foi ao ar, no FANTÁSTICO, uma matéria sobre as consequências da união de direção com álcool.
    É inegável que, apesar do rigor das leis, as pessoas continuam a agredir violentamente a vida humana.
    O semelhante vem acontecendo com a dengue.
    A luta contra o mosquito transmissor da dengue é declarada e os nossos governantes têm feito campanhas de conscientização e fiscalização. Contudo, está claro que isso não tem surtido o efeito desejado, ou seja, evitar o alastramento da doença e os casos de morte.
    Já sabemos que mais de 80% dos mosquitos transmissores estão nas casas e isso vem comprovar que há necessidade de medidas que vão além da conscientização, para que os cidadãos passem a ter atitudes compatíveis com a realidade que vivemos.
    Neste ano, a Bahia registrou 101 mil casos de dengue até o início do mês de agosto, sendo que 1.994 delas são do tipo mais grave da doença, segundo os dados da Secretaria de Saúde.
    Considerando que um criadouro é uma arma e o mosquito é a bala disparada, pergunto: “Quantos assassinatos aconteceram nessa epidemia?” ; “Quantas pessoas foram internadas, em estado grave, atingidas por estes mosquitos?”; “Quantas pessoas vivem tranquilas sem consciência de que são responsáveis por esses crimes?”; “Comparada com armas de fogo, esses criadouros dispararam mais tiros e feriram mais pessoas?”;“Até quando vamos ficar assistindo, comovidos e sensibilizados, a população sendo massacrada por esses mosquitos que atacam de todos os lados?”.
    Vale lembrar que a lesão corporal, quando não o homicídio, causado por estes mosquitos é escandalosamente maior do que as causadas por homens que agridem mulheres, por carros dirigidos por motoristas que consumiram bebidas alcoólicas, e até por armas de fogo, e que já existem leis que procuram proteger a população desses “agressores”.
    Na minha convicção, não é necessário esperar mais epidemias para se legislar sobre esse assunto. Para se eliminar os mosquitos, basta eliminar os criadouros. Se a consciência de muita gente só se abala através da perda financeira, não há outro caminho a percorrer.
    Após o assassinato do meu filho, Felipe Yukio que este mês completaria 12 anos, por uma bala perdida de calibre aedes aegypti que saiu de uma arma do tipo criadouro e cujo dono não foi possível identificar, venho lutando para haver uma Lei Federal que puna os responsáveis pelos criadouros dos mosquitos em questão.
    Colho assinaturas no papel e na internet através do site http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/3942, mas sabemos que atingir o número necessário de assinaturas para a aprovação da Lei levará anos. Aqui em Porto Seguro, onde moro, já conseguimos aprovar a Lei, mas não consigo ficar satisfeita.
    Espero que o meu breve relato, possa sensibilizar vocês para podermos analisar melhor se a dengue é um problema apenas da saúde, pois sei que a Agricultura tem mais experiência com pragas, que a Segurança Pública tem mais experiências com crimes de lesão corporal e assassinatos, que a Educação tem mais efetivos, alunos, para concretizar a mudança de atitudes através de projetos multidisciplinares e atuar como agente fiscalizador e que a Câmara dos Deputados Federais e o Senado podem aprovar uma lei que torne o trabalho dos agentes de combate à dengue mais eficiente. Então por que só se cobra da Saúde quando temos problemas com a dengue?
    Sou mãe de Felipe Yukio Nakamura Góis que morreu em consequência da dengue hemorrágica em Porto Seguro, em 08 de fevereiro deste ano.

    Cecília Shizue Nakamura

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *