CLASSE MÉDIA, PENSAMENTO PEQUENO

De Maria José Moreno.

cao+limpando+a+merdaÉ uma lástima circular no meu bairro, Hernani Sá, que tem características de classe média baixa em Ilhéus, suas ruas são cheias de “fezes” de cachorro. Precisamos andar com muito cuidado pra não pisar nessas verdadeiras “minas” terrestres.

Normalmente o incômodo mais lembrado quanto a esse desleixo geral, é do mau cheiro que fica no sapato quando as pisamos acidentalmente. Mas esse é dos males o menor, o pior é acreditar que levar seu animal à rua para defecar seja algo correto, sinceramente esse não deveria ser um pensamento da classe média, pois é “Medieval”, nos remonta ao tempo em que o ser humano deixava seus próprios “excrementos” à toa.

Não agravando a todos, visto que creio que toda unanimidade é burra, mas infelizmente a maioria da população de nossa cidade independente da classe social sente nojo de recolher o “cocô” de seu cão com um saco plástico como é feito em locais mais civilizados a exemplo do Sul do nosso país, ou da Europa. Aqui se faz de conta que a “merda” do cachorro é mais limpa que a nossa.

Precisamos enquanto coletividade rever nossos conceitos acerca do ambiente público. As ruas por serem públicas são tratadas como área de ninguém, sendo que são de todos nós, veja você que aquela mosca que lambuza as patinhas na “bosta” lá de fora é a mesma que pousou em sua sopa.

E viva Raul!

A ÚLTIMA VÍTIMA

manuel leal

Artigo de Daniel Thame.

A Bahia viverá na próxima segunda-feira, dia 21 de setembro, um momento único por aquilo que traz de simbolismo.

Neste dia, que já pode ser qualificado como histórico, a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Governo da Bahia realiza um ato de reparação, reconhecendo a responsabilidade do estado no assassinato do jornalista Manuel Leal, por não garantir sua segurança e liberdade de expressão.

Trata-se da primeira vez que um estado brasileiro acata uma recomendação do Comitê Interamericano de Direitos Humanos, entidade que solicitou a reparação.

Manuel Leal, diretor do semanário A Região, foi assassinado em janeiro de 1998, numa emboscada em frente à sua residência no Jardim Primavera, bairro da periferia de Itabuna, a poucos metros das sedes da Polícia Civil e do Batalhão da Polícia Militar.

Na época, o jornal vinha fazendo denuncias fartamente comprovadas contra autoridades municipais e estaduais.

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DESEMBARGADOR PARTICIPA DE AUDIÊNCIA SOBRE CONFLITOS NA ZONA RURAL

ASCOM: câmara de vereadores de Ilhéus.

REUNIÃO SEGURNAÇA NO CAMPOAconteceu na Câmara de Vereadores de Ilhéus uma reunião pública sobre o combate a violência no campo. A reunião tem o objetivo de debater a questão da violência no campo, cujos motivos são os conflitos em torno da demarcação das terras indígenas que seria feita nos municípios de Ilhéus, Una e Buerarema.

Como correto em discussões transparentes, de cunho social, todas as partes interessadas foram convidadas, porém apenas os representantes dos agricultores compareceram.

Entre as autoridades presentes estavam o desembargador Gercino José da Silva Filho; o presidente do legislativo ilheense, vereador Jailson Nascimento; o prefeito de Ilhéus, Newton Lima; representantes da Prefeitura de Buerarema; o prefeito de Una Dejair Birschner; além de representantes de sindicatos agrários e de famílias do campo e autoridades policiais.

Ao final da Audiência Pública, houve uma reunião na sala da presidência da Câmara em que estavam presentes o desembargador, o delegado chefe da Policia Federal Cristiano Barbosa Sampaio, Drª Lícia Vieira, coordenadora da 7ª COORPIN, Ten. Coronel Batista Comandante do 2º BPM, o Prefeito Newtom Lima, o Presidente do Legislativo ilheense Jailson Nascimento, além de outros representantes de órgãos federais.