MÁCULAS E ESPINHOS

Elias ReisJá dizia minha avó Isaura, que a inveja mata. Creio que ela era criancinha lá em Mocambo (Frei Paulo), no estado de Sergipe, quando ouviu isso, possivelmente da sua avó. Assim deve ter sido desde o começo dos tempos. E não é de hoje que a inveja é uma praga no jardim da humanidade. Caim Matou Abel por quê? Inveja! Se há milênios os irmãos já se matavam por tal motivo, não é de estranhar que num mundo competitivo a situação seja diferente. Tem gente que se mata por não suportar ver o outro de bem com a vida e se relacionar bem com as pessoas. Esquece até de suas virtudes. Eis aí a questão. Ao contrário do que muitos pensam, a inveja não se caracteriza por alguém querer ser melhor do que o outro, mas em não querer que o outro seja melhor. Como se vê, a inveja é cega e egoísta.

Querer ser como o outro não pode sempre ser classificado como inveja. Os bons exemplos estão aí para serem seguidos, sem eles a humanidade ficaria engessada. E a humanidade vive se superando, o que é necessário para sua sobrevivência. Quando vemos alguém sendo reconhecido devido ao seu empenho, trabalho ou estudo, devemos seguir esse exemplo. Espelhar-nos nas pessoas que são modelos é um passo para sermos melhores. Se eles, tão humanos como nós, conseguiram atingir um estado avançado em determinada área, nós também poderemos fazer o mesmo. Lógico que é preciso ir à luta! Não chamaria isso de competição, mas evolução. Como se costuma dizer, o discípulo um dia supera o mestre. Todos esperam isso, a começar pelo próprio mestre.

O interessante dessa trajetória humana é que os verdadeiros vencedores, sejam famosos ou não (fama, na verdade, pouco importa), não são esnobes e têm uma reação tranqüila diante de suas conquistas. Se elas vão incomodar alguém, paciência. Para algumas pessoas, a inveja é um espinho que impede de ver a beleza da rosa. Essas pessoas, quase sempre frustradas, não conseguem enxergar o esforço que a outra pessoa despendeu para chegar aonde chegou. Luta, dedicação, estudo, garra, determinação e muita persistência.

Algumas figuras, sabedoras das suas limitações como pseudos ‘formadores de opiniões’, deveriam diariamente, ler os editoriais do companheiro Randolpho Gomes (Diário de Ilhéus), as curtinhas de Levi Vasconcelos (A Tarde), a coluna Política, Gente e Poder (Diário do Sul), do criativo e mestre Eduardo Anunciação, os sites de Vila Nova, Jamesson Araújo, Emílio Gusmão, Aderino França, Roberto Rabat e Samuel Celestino. Você só tem a crescer!

Ainda querendo sempre aprender mais, deveriam ouvir diariamente, programas radiofônicos de cunho jornalístico-político da estirpe de Lins Silva (Metrópole), Vila Nova (FM Conquista), Gil Gomes e Jota Carlos (Santa Cruz), Malthez de Athayde (Rádio Cultura de Ilhéus) e Luck Rei, da Nova Rádio Bahiana. Todos com suas próprias características, mas, verdadeiros pontos de referência para aqueles que queiram aprender e crescer profissionalmente. Ao invés de julgar, invejar, criticar, precisamos nos espelhar. Precisamos crescer!

Deve ser chato quando passamos um tempão, dia após dia, consertando nossos defeitos, buscando a perfeição, mesmo que pareça utópica, e quando chegamos perto, vem alguém e tenta falar bobagens, escrever porcarias, tentando destruir um projeto de vida ou mesmo profissional. Que pena!

Se existe ainda pessoas assim, deixo um recado: você pode ter tanto talento quanto seu vizinho, seu colega de trabalho, seu colega de profissão, seu irmão ou mesmo seu concorrente. Para descobri-lo, lute por seus propósitos, seus ideais, estude, se informe. Pare de ser sempre do contra, de criticas destrutivas, futricas e máculas indevidas Com certeza serás também vitorioso e mais ainda, não perderás tempo em falar e escrever coisas inúteis.

Tenha certeza, se deixar de olhar com os olhos da inveja para o que os outros fazem e se concentrar mais em você, verá que o seu jardim também poderá produz rosas.

Em uma outra oportunidade, se possível, estarei escrevendo sobre um mal que é considerado pelo colega Erivaldo de Jesus, como crime hediondo, algo que provoca repulsa: Ingratidão.



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