BRASIL NÃO VALORIZA LEITURA, DIZ REPRESENTANTE DO MEC

Da Agência Senado.

Apesar dos esforços do governo e da sociedade, a população brasileira ainda não incorporou a importância da leitura para a promoção da igualdade e para o desenvolvimento o país. A afirmação é do secretário executivo do Ministério da Educação (MEC), Alfredo Manevy, que se manifestou na abertura do seminário que discute o estímulo à leitura no país. Ele contou que o índice de leitura no Brasil é considerado quase inaceitável, já que a média de leitura nacional é de 1,8 livros por habitante/ano. Como comparação, ele citou a Colômbia, em que esse índice está em 2,5 livros por habitante/ano.

O seminário, promovido pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), tem como tema “Expansão do acesso à leitura: a integração entre ações públicas e privadas” e é realizado em comemoração ao Dia Nacional da Leitura e à Semana Nacional da Leitura e da Literatura. Ao se manifestar no evento, Manevy também informou que o governo pretende, até o fim do ano, zerar o déficit de bibliotecas, o que significa dizer que em 2010 todos os municípios do país terão ao menos uma biblioteca.

– Mas isso não significa muito, pois os livros ficam a maioria do tempo, ali parados – frisou o secretário.

O primeiro palestrante do seminário foi o presidente do Instituto Ecofuturo, Daniel Feffer. Ele informou aos senadores da CE que o Dia Nacional da Leitura foi criado há dois anos pelo governo, por sugestão do senador Cristovam Buarque (PDT-DF). O intuito, contou ele, é incluir pessoas que ainda não têm acesso aos livros.

A secretária de Educação Básica do Ministério da Educação, Maria do Pilar Lacerda, disse que o estímulo à leitura faz parte de um conjunto de ações do governo para alavancar a educação básica no país. Ela citou dois outros programas governamentais com o mesmo enfoque, um para o livro didático e outro de bibliotecas escolares.



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