PARA ONDE VAMOS?

Artigo do ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, publicado neste domingo (01), em vários jornais do país.

fhcA enxurrada de decisões governamentais esdrúxulas, frases presidenciais aparentemente sem sentido e muita propaganda talvez levem as pessoas de bom senso a se perguntarem: afinal, para onde vamos? Coloco o advérbio “talvez” porque alguns estão de tal modo inebriados com “o maior espetáculo da Terra”, de riqueza fácil que beneficia poucos, que tenho dúvidas.

Parece mais confortável fazer de conta que tudo vai bem e esquecer as transgressões cotidianas, o discricionarismo das decisões, o atropelo, se não da lei, dos bons costumes. Tornou-se habitual dizer que o governo Lula deu continuidade ao que de bom foi feito pelo governo anterior e ainda por cima melhorou muita coisa. Então, por que e para que questionar os pequenos desvios de conduta ou pequenos arranhões na lei?

Só que cada pequena transgressão, cada desvio vai se acumulando até desfigurar o original. Como dizia o famoso príncipe tresloucado, nesta loucura há método. Método que provavelmente não advém do nosso príncipe, apenas vítima, quem sabe, de apoteose verbal. Mas tudo o que o cerca possui um DNA que, mesmo sem conspiração alguma, pode levar o País, devagarzinho, quase sem que se perceba, a moldar-se a um estilo de política e a uma forma de relacionamento entre Estado, economia e sociedade que pouco têm que ver com nossos ideais democráticos.

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AÉCIO NEVES DÁ EMPURRÃO E UM TAPA EM SUA ACOMPANHANTE

Do Blog de Juca Kfouri.

Covardia de Aécio Neves

Aécio Neves, o governador tucano de Minas Gerais, que luta para ter o jogo inaugural da Copa do Mundo de 2014, em Belo Horizonte, deu um empurrão e um tapa em sua acompanhante no domingo passado, numa festa da Calvin Klein, no Hotel Fasano, no Rio.

Depois do incidente, segundo diversas testemunhas, cada um foi para um lado, diante do constrangimento geral.

A imprensa brasileira não pode repetir com nenhum candidato a candidato a presidência da República a cortina de silêncio que cercou Fernando Collor, embora seus hábitos fossem conhecidos.

Do Blog do Gusmão.

Tem uma liderança política de Ilhéus que é fã de Aécio Neves, devido ao estilo galante e “pegador”. É bom se ligar! A vida particular merece mais cuidados e discrição.

HISTÓRIA: POR QUE BRIZOLA NÃO FOI PRESIDENTE

Por Sebastião Nery.

brizolaPresidente da Comissão contra a Corrupção no Senado, em 1989, Itamar Franco estava com a bola toda. Tinha um sonho, que era um projeto : ser vice de Leonel Brizola na eleição de outubro. Disse-me que Brizola ia ganhar e ele ia ganhar com Brizola. Brizola sabia disso. Helio Garcia, governador de Minas, também queria ser o vice de Brizola. E mandou dizer a Brizola. Mas Brizola nunca disse que sim nem que não. Deixou os dois, meses a fio, ansiosos, esperando.

Um pequeno grupo de amigos de Itamar, comandados por José Aparecido, Hélio Costa e Renan Calheiros, afinal o convenceu a ser vice de Fernando Collor. Numa quase madrugada, no gabinete de ministro da Cultura do governo Sarney, Aparecido usou um argumento final bem mineiro: “Itamar, se você se eleger vice de Brizola, não muda nada na política de Minas. E, se perder com Brizola, você fica mal. Mas, se você se eleger vice de Collor, você comanda Minas. E, se perder com ele, não perde nada.

Mesmo assim, Itamar esperou até o último instante uma resposta de Brizola. Que não veio. Brizola escolheu Fernando Lyra, de Pernambuco. E Itamar se inscreveu no PRN, em Juiz de Fora, na última hora do último dia.

Itamar

No velório de Brizola, no palácio Guanabara, de repente, no meio daquela multidão em lágrimas, apareceu um topete bem alto e, embaixo dele, um homem triste, tenso, emocionado. Era Itamar Franco. Aproximou-se do caixão e ficou longos minutos parado, calado, pensando.

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