GOVERNO NEWTON LIMA: INTRIGAS, INTROSPECÇÃO E FRASES DE EFEITO

Que o governo Newton Lima não é coeso, todo mundo sabe, é fato.

O engraçado é que de uns tempos pra cá, cada grupo faz campanha para derrubar o outro.

“Em janeiro o bicho vai pegar, fulano de tal vai cair”, é a conversa que rola, mensagem simultânea dos grupos embolados e engalfinhados nas intrigas do poder.

Os secretários falam mal um do outro abertamente, sem nenhum pudor, demonstrando que essa administração, é na verdade, uma colcha de retalhos esfarrapada, que não cobre pé e cabeça, que não tem pé e cabeça.

O prefeito, escondido no palácio, de vez em quando, através de rompantes, indica que pretende mudar, pronuncia frases em que admite que o governo perdeu o rumo, admite que está tudo bagunçado repetindo a conhecida: “cabeças vão rolar”.

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ATUAL DIRETOR DA PF PERSEGUE DELEGADO PROTÓGENES

De Leandro Fortes para a Carta Capital.

A mão pesada de Corrêa.

protógenesNa noite de quarta-feira 11, o delegado Protógenes Queiroz sentou-se diante de uma platéia de mais de 600 pessoas no auditório da Loja Maçônica de Joinville (SC). Como tem sido comum desde o seu afastamento da Polícia Federal, o delegado havia sido convidado para falar sobre o combate à corrupção no Brasil. Como também virou rotina, uma dupla de agentes federais o esperava com a enésima intimação para depor em processos internos abertos contra ele na PF. Do lado de fora, outros dois policiais vigiavam as saídas.

Um dia antes, na Universidade de Franca, no interior de São Paulo, Protógenes resolveu fazer piada da situação. “Peço aos colegas que se dirijam aqui à frente para me entregar a notificação”, afirmou o delegado, interrompendo a palestra. “Sei que os senhores estão cumprindo ordens, embora constrangidos.” A platéia o aplaudiu efusivamente. Os agentes, pegos de surpresa, foram embora sem cumprir o que parece ter se tornado uma missão prioritária na gestão do atual diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa: aproveitar eventos públicos para intimidar e constranger o chefe da Operação Satiagraha, responsável pela investigação que possibilitou a condenação a dez anos de cadeia o banqueiro Daniel Dantas.

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