COLUNA DO TOSTÃO: METÁFORA DA VIDA

A Copa do Mundo, a convocação da Seleção Brasileira e os discursos ufanistas de Dunga e Jorginho despertaram opiniões e sentimentos contraditórios. As discussões estão nas ruas e na mídia, não só na esportiva. As análises refletem os diferentes comportamentos humanos.

Nas discussões técnicas, existem os que concordam com as escolhas de Dunga e com seu jeito operatório e obsessivo pelo resultado. Acham que só assim os jogadores terão raça e disciplina para ganhar o Mundial.

Outros criticam a falta de ousadia, de flexibilidade e de comprometimento do técnico com a beleza, com a qualidade do jogo e com as características e a história do futebol brasileiro.

É preciso lembrar, para não ser injusto, que não foi Dunga quem mudou o estilo brasileiro. Houve, durante décadas, uma progressiva transformação em nossa maneira de jogar. O Brasil exportou a fantasia e a habilidade e importou a força física, o pragmatismo e a disciplina tática. Os europeus levaram vantagem na troca. Ficou quase tudo igual.

Há ainda os que apoiam o discurso estreito e nacionalista de Dunga e suas costumeiras palavras, como patriotismo, comprometimento, doação, superação, e os que detestam essa postura e expressões, como “temos de sangrar e sofrer”, “se não gostam de mim, que gostem do Brasil”, e tantas outras idiotices.

As diferentes coberturas da imprensa despertam também variadas preferências. Um dos lemas da TV Globo é “Nosso esporte é torcer pelo Brasil“. Parece discurso de Dunga. Deve aumentar a audiência.

Como todo treinador da Seleção, logo após a convocação para o Mundial, e todo presidente, depois de ser eleito, Dunga, com uma camisa verde, e outra amarela, foi ao Jornal Nacional para ser entrevistado ao vivo. Faz parte.

Outros preferem assistir, ler e acompanhar a cobertura em uma imprensa mais crítica, que não vai para torcer, e sim para informar e analisar com independência.

Há os que dizem que a mídia mais otimista, mais tolerante e menos crítica, faz parte da imprensa oficial. Já outros falam que a mídia mais crítica é muito pessimista, mal humorada, derrotista, que só vê o lado ruim e que torce contra a Seleção Brasileira.

Imagino que há muitas semelhanças entre os que apoiam as escolhas e os discursos de Dunga com os que preferem acompanhar o Mundial em uma imprensa mais otimista e tolerante. Da mesma forma, devem ser parecidos os que detestam as preferências e ufanismos de Dunga com os que gostam de uma mídia mais crítica.



One response to “COLUNA DO TOSTÃO: METÁFORA DA VIDA

  1. Lamentamos profundamente o desaparecimento do Pe. Getúlio. Uma figura humana extraordinária que passou pela vida semeando. Sua vida foi de verdadeira doação a serviço da Igreja e dos Irmãos. Como Diretor do Seminário fez um trabalho extraordinário. Na paróquia da Conquista, onde atualmente exercia o pastoreio de almas foi grande. Que Deus receba no reino dos céus a asua alma, enquanto aguardamos o grande dia do nosso reencontro.
    Prof. Josevandro Nascimento

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