“A MULHER DO PRÓXIMO”, DE GAY TALESE

“Numa noite de domingo, quando voltavam ao campus num ônibus da Greyhound, na sequência de uma troca de beijos e carícias cada vez mais apaixonados no veículo escuro, ele instou-a a fazer uma felação nele ali mesmo, sob um cobertor. Ela ficou surpresa com o pedido e mais ainda com a própria disposição de ceder ao desejo dele sem relutância ou constragimento, tão ansiosa estava no momento para agradar-lhe, bem como excitada pela idéia de executar aquele ato nas costas dos outros passageiros. Quando abaixou a cabeça e pôs o pênis de Hugh na boca, sentiu não somente amor por ele, mas também o despertar intenso de sua própria libertação”.

Trecho do livro A Mulher do Próximo. Uma crônica da permissividade americana antes da era da Aids, do escritor norte-americano Gay Talese.

COLUNA DO TOSTÃO: QUEM SABE E QUEM NÃO SABE

Por Tostão.

Dunga já definiu, há muito tempo, uma única estratégia e praticamente o time titular. Isso é perigoso. Ainda mais em uma Seleção Brasileira com tantas possibilidades.

As seleções comuns, mesmo quando vencem, ficam geralmente prontas com antecedência. As grandes seleções, mesmo quando não vencem, são definidas durante ou próximo da Copa. Por causa dos excelentes resultados, Dunga acha que só há um jeito de vencer.

A estratégia será a mesma de quase todas as seleções: iniciar a marcação no meio-campo, diminuir os espaços na defesa e contra-atacar. A Espanha é a única que privilegia a posse de bola, a troca de passes no meio-campo e o domínio da partida.

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