COMUNICANDO

Por Marcos Pennha.

Ti ti ti do cotidiano

* Acho engraçado quando alguém me diz na rua: “Marcos, quando você tiver inspirado, escreva sobre tal assunto”. Interessante, só nessa profissão, de quem lida com as letras, é que se exige a tal inspiração. Por que será então que profissionais de outras áreas trabalham sem isso? Já pensou se alguém parasse o pedreiro e dissesse: “Quando você estiver inspirado, levante uma parede pra mim”. Ou no caso do engenheiro: “Projete minha casa em seus momentos de inspiração”. Imagine o advogado no dia da audiência falando ao cliente: “Tô sem nenhuma inspiração pra te defender hoje, meu velho”. Autor de novela e teatro, escritor, redator de humor, jornalista e afins precisam, tão somente, de cumprir as obrigações no exercício das suas profissões. Sílvio de Abreu tem que produzir, diariamente, de oito a dez laudas da sua Passione, com ou sem inspiração. É necessário que haja transpiração. Claro que, às vezes, acontece das situações cotidianas colaborarem.

Paul, the fatiator

* De uma piração a outra, que coisa a ideia do secretário de Turismo de Ilhéus, Paulo Moreira! Mudar o Cristo Redentor para o morro de Pernambuco. (mais…)

A MULHER, O AMOR E A FIDELIDADE

Por Ruth Aquino para o Blog no Noblat.

Mulheres traem pelo mesmo motivo que homens: por desejo, por vontade. A diferença é que elas costumam culpar o marido ou o namorado. “Ele não me dava mais atenção”, dizem. “Não era mais romântico, não me elogiava, nem sexo queria.”

O livro mais recente da antropóloga Mirian Goldenberg desfaz o mito de que o homem trai por sexo e a mulher trai por amor ou desamor. Se assim fosse, o homem seria sempre culpado: quando trai e quando é traído. Não é justo com eles.

Homens e mulheres gostam de acreditar que o marido é safado por natureza, e a mulher casada é santa por dedicação. Esses rótulos podem parecer convenientes, mas contaminam as relações amorosas. Trabalhando há 22 anos com dilemas de casais, Mirian diz, em seu livro Por que homens e mulheres traem?, que a maior diferença entre eles e elas não é o comportamento, mas o discurso.

“Em vez de assumirem o desejo, as mulheres preferem se fazer de vítimas. Sentimentalizam o caso extraconjugal e botam a culpa no marido. Os homens assumem ter sido infiéis porque quiseram. Raramente culpam a própria mulher.”

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