SUL DA BAHIA EM DEBATE

Por Marcos Pennha.

A Bahia é um dos estados mais ricos do Brasil. Em boa parte dos seus 411 municípios, a natureza foi pródiga, apresentando extenso litoral, rios, lagos, lagoas, cachoeiras, manguezais, mata atlântica e terras férteis. Somando-se a tudo isso, conta com sua riqueza cultural, bem representada pela arte trazida pelos negros africanos: capoeira, maculelê, candomblé, a atraente culinária, além da música e da literatura.

Sem querer desmerecer a capital, Salvador, e outras regiões, não podemos deixar de colocar em destaque o nosso sul da Bahia. Essa região, notadamente as cidades Ilhéus e Itabuna, na época áurea do cacau, muito contribuiu com a Bahia em termos de arrecadação. Só que os olhos dos governantes pouco se voltaram para essas bandas, que continuam com seus problemas alastrados, dia a dia.

Na centenária Itabuna, cresce vertiginosamente os casos de violência, a maioria relacionada ao uso de droga, em especial o crack. Centenas de vidas ceifadas anualmente, devido a falta de políticas públicas implementadas ou pouco eficientes. Um dos problemas históricos da cidade é a poluição do rio. Praticamente seco, exala um mau cheiro insuportável, além de sua sujeira ser o fator de proliferação de doenças dos moradores.

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SEGUNDO MAIEROVITCH, STF VAI LIVRAR OS “FICHAS SUJAS”

Por Wálter Maierovitch.

1. Ontem ocorreu a cerimônia de posse dos membros da Academia Paulista de Letras Jurídicas, com coquetel e salgadinhos.

Como dizem os meus dois filhos bacharéis em Direito, em coquetel de juristas e operadores, a conversa que predomina (os jovens bacharéis falam em “papo que rola”) diz respeito às futuras e relevantes decisões de cortes de Justiça.

Na cerimônia de ontem o “papo que rolou” foi sobre “Ficha Limpa”, nas próximas eleições.

Um dos confrades da Academia Paulista de Letras Jurídicas é o ministro Ricardo Lewandowski. Além de membro do Supremo Tribunal Federal (STJ), Lewandowski preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O ministro Lewandowsky não pôde comparecer à solenidade da Academia em razão de sessão na Corte eleitoral. No entanto, a sua posição a respeito do tema “ficha limpa” é conhecida.

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O INVESTIDOR QUE COMPROU TODO O CACAU DA EUROPA

Do Estadão.

SÃO PAULO – De um dia para outro, os grãos de cacau que abarrotavam armazéns na Alemanha, Inglaterra e Holanda passaram para as mãos de um único homem: as do inglês Anthony Ward, um dos sócios da Armajaro Holdings Ldt.

Na operação finalizada há um mês, Ward usou várias corretoras e bancos de investimento para arrematar todo o cacau da Europa – equivalente a 7% da produção mundial -, o suficiente, estima-se, para produzir 5 bilhões de barras de chocolate.

No turbilhão da transação de US$ 1 bilhão, muita gente acusou o megainvestidor de causar o vazio nos estoques unicamente para forçar a alta dos preços. Como a próxima colheita de cacau no hemisfério norte começa em setembro (e estende-se até outubro), quem precisar de matéria-prima agora na Europa terá de negociar com a Armajaro.

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