OS PROCESSOS DE “SARNEY” E O ENCONTRO DOS BLOGUEIROS

No 1º Encontro Nacional do Blogueiros Progressistas (20 a 22 de agosto em São Paulo), durante uma palestra sobre “leis e internet”, relatei os processos movidos contra mim, pelo vereador-empresário de latas velhas, Jailson “Sarney” Nascimento, o “honorável da dengue”.

Veja a reação dos participantes.

ATOR JOSÉ DELMO COMEMORA 40 ANOS DE CARREIRA

Estará em cartaz na Casa dos Artistas, em Ilhéus, nos dias 09 e 10 de setembro, o espetáculo “Um ator em busca de um texto”, do ator e contador de histórias, José Delmo.

Ícone do teatro grapiúna, o ator comemora 40 anos de atuação no palco. Para homenageá-lo, está sendo organizada uma exposição fotográfica sobre sua trajetória, que será instalado na galeria do Teatro Municipal de Ilhéus no mês de dezembro.

No poema abaixo, uma homenagem de Gustavo Felicíssimo, dedicada a José Delmo.


“ANÁLISES COTIDIANAS”: NOVO LIVRO DE VERCIL RODRIGUES

Vercil Rodrigues, professor e jornalista-fundador do grupo Direitos, lançou seu novo livro “Análises Cotidianas”, pela Direitos editora.

Essa obra tem o prefácio do escritor, sociólogo e professor-doutor da UESC Selem Rachid Asmar, apresentações do escritor e jornalista Daniel Thame e Paulo Sérgio dos Santos Bomfim, advogado e professor-mestre do curso de Direito da FTC. “Com seu texto leve e, ao mesmo tempo denso, Vercil Rodrigues brinda-nos com um daqueles livros para se saborear artigo a artigo e guardar, fonte de consulta que também é para estudantes e profissionais de diversas áreas”, declara Daniel Thame.

O lançamento para a academia de letras de Ilhéus (ALI) está previsto para o mês de setembro.

VOTAÇÃO DE LEONELLI EM ILHÉUS SERÁ PÍFIA

Leonelli não está bem em Ilhéus. Prestígio do "principal" cabo eleitoral joga contra.

O ex-secretário estadual de turismo, Domingos Leonelli (PSB), candidato a deputado federal, tem serviços prestados a Ilhéus. Nos últimos anos, a cidade foi agraciada com algumas atrações pagas pelo estado, que tocaram nas festas de São João e no carnaval (o de 2010 foi uma lástima).

Apesar de ter demonstrado atenção, Leonelli, segundo alguns analistas, pelo andar da carruagem, terá uma votação minúscula na “Terra de Gabriela”.

Não há muros pintados, placas, carros de som, muitos menos cabos eleitorais dispostos a pedir votos para o socialista. Além do mais, ele é ciceroneado pelo secretário municipal de governo, Pai Cidão, um político ruim de votos, arrogante, prepotente, que jamais ganhou uma eleição em Olivença, distrito onde reside há vários anos.

Na última sexta-feira (27), Leonelli esteve na secretaria de saúde, para pedir votos aos funcionários. A maioria gostou do candidato, por sua cordialidade,  porém, muitos, ao tomarem conhecimento que se tratava de uma indicação do “antropólogo mambembe”, que acredita em pureza racial, caíram fora, rejeitando de imediato.

Pai Cidão em sua malfadada reforma administrativa, repleta de agressões à constituição, tentou cortar direitos trabalhistas dos servidores do município. Corte de horas-extras, insalubridade, adicional noturno e redução nos vencimentos quase ocorreram.

Com um apoio dessa “envergadura” é melhor não se candidatar.

TELEANÁLISE: POBREZA ELEITORAL OBRIGATÓRIA

Por Malu Fontes.

Se há um elemento que parece ter se tornado obrigatório a todo e qualquer candidato, a qualquer mandato, é a condição de pobre. Muito pobre. Quanto mais, melhor. Basta uma edição do Horário Eleitoral para que fique claríssimo para o eleitor que a principal virtude de todos esses homens e todas essas mulheres, todos cheios de boas intenções, que lhe pedem o voto não é outra senão a pobreza extrema, vinda não do berço, pois pobre não tem berço, mas de todas as gerações anteriores. Ninguém escapa da síndrome. Seja nos debates, seja nas peças de campanha, ela, a pobreza, está lá, como o principal traço biográfico de candidatos ao governo federal, estadual, ao Senado, à Câmara Federal ou à Assembléia Legislativa. E este é um traço das candidaturas que, em maior ou menor grau, se verifica em todos os estados brasileiros.

O páreo para disputar o trono do vencedor do posto de pobreza máxima é duro. No caso da Bahia, um candidato ao governo do estado diz que sua santa mãezinha só pôde comprar a tão sonhada casa própria, e com muito sacrifício, após os setenta anos. Um candidato ao Senado diz que é filho de retirantes da seca e um terceiro chega ao cúmulo de até pronunciar o próprio nome errado, substituindo o L pelo R, para, assim, reproduzir à perfeição a pobreza e o analfabetismo da mãe, pobre e lavadeira, quando invocava a necessidade do filho estudar para ser gente. Sim, a síndrome da pobreza desejável tem disso, faz com que os pobres de verdade, embora tenham vivido sob essa condição num passado para lá de remoto, quando misturados ao discurso coletivo do elogio vulgarizado da pobreza, também se tornem aparentes canastrões num set de TV.

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