MEZZO FAMÍLIA, MEZZO PUTARIA

Por Daniel Thame.

Utilizar o motel como pousada, principalmente quando é apenas pra passar a noite, não chega a ser novidade. É mais prático e quase sempre mais barato.

Mas pousada e motel funcionando no mesmo lugar, isso este rodado blogueiro nunca tinha visto. Pois em Wenceslau Guimarães, cidadezinha sul-baiana às margens da BR 101, existe um estabelecimento desse tipo.

E não se trata do motel de um lado e a pousada do outro lado, separado por um muro.

É motel e pousada lado a lado.

De um lado do corredor, o ambiente familiar.

Do outro, bem do outro, é putaria mesmo, a menos que alguém vá ao motel para assistir desenho do picapau (ops!) ou aqueles programas religiosos que inundam as madrugadas da tevê.

A situação produz cenas inusitadas.

Um hospede que lá se hospedou com a família, sem saber das peculariadades da casa, dirigiu-se à recepcionista, todo preocupado:

– Acho que tinha uma mulher passando mal no quarto ao lado, ela gemia a noite toda…

Quem passou mal foi a recepcionista.

De tanto rir.

CARONA PRO FISCAL

Um leitor do Blog do Gusmão realizou um curso do MEI (Micro Empreendedor Individual), através do SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). Após a conclusão, o mesmo procurou a prefeitura de Ilhéus para obter o alvará, porém a tentativa foi frustrada.

Tempos depois, ele conseguiu dar entrada no documento, mas os fiscais precisavam ir na sua loja para fazer a verificação. O prazo máximo era de seis dias e, nada ocorreu. Após 40 dias, o microempresário procurou esclarecimentos na secretaria, onde recebeu a notícia de que a prefeitura não estava liberando veículos e nem vale transporte para os fiscais fazerem o trabalho.

A solução encontrada pelo empreendedor foi dar uma carona para o fiscal. Ele afirma que essa situação é costumeira, atrapalhando as novas lojas que se instalam no comércio de Ilhéus.

TELEANÁLISE: A TECNOLOGIA APRESENTA SUAS ARMAS

Por Malu Fontes.

Se há um mantra repetido pela Polícia, como instituição, é que a imprensa, os jornalistas, são maledicentes com a corporação, seja ela Militar ou Civil e que generalizam as atitudes negativas dos policiais desonestos, estendendo-as a todos.  Não é verdade. O fato é que, quando um policial, honesto, ou nem tanto, apresenta esse tipo de cobrança dirigida aos jornalistas, o que se deseja mesmo é sugerir que seria muito mais conveniente que a imprensa desse um jeitinho de contornar os episódios vergonhosos, não os noticiando ou, no mínimo, reduzindo os termos da divulgação dos episódios. Atos graves cometidos pela Polícia contra o cidadão comum, como atos de corrupção, violência e tortura impostas por pura perversão contra pessoas indefesas e erros de ação que culminam na morte de gente inocente ou sem chance de defesa são temas indesejadíssimos para a polícia quando estampados nos jornais e na tela da TV.

Neste aspecto, o das feiúras praticadas por policiais, as últimas semanas foram pródigas. A TV trouxe para a frente das câmeras cenas e exemplos que a Polícia Militar de vários pontos do país preferiria ver escondidos sob o tapete de uma imprensa tolerante com o crime oficial. Mas em nenhuma das abordagens e coberturas jornalísticas de escândalos envolvendo policiais é verdadeira a acusação de que a imprensa aplica a toda a instituição o carimbo da desonestidade. O julgamento sempre é dirigido contra os setores das polícias que protagonizam escândalos. A tese da generalização apontada contra a imprensa não se sustenta. E que estes existem, ninguém duvida.

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JOSIAS DEFENDE NOVO AEROPORTO EM ILHÉUS

O candidato a deputado federal Josias Gomes, defendeu em seu site, a construção de um novo aeroporto em Ilhéus. Segundo ele, o atual aeroporto não atende mais as demandas da região.

Josias ainda afirmou que esse aeroporto está impedindo o crescimento turístico da cidade, além de estar localizado em um lugar inadequado.

COMUNICANDO

Por Marcos Pennha.

Ti ti ti do cotidiano

* Acho engraçado quando alguém me diz na rua: “Marcos, quando você tiver inspirado, escreva sobre tal assunto”. Interessante, só nessa profissão, de quem lida com as letras, é que se exige a tal inspiração. Por que será então que profissionais de outras áreas trabalham sem isso? Já pensou se alguém parasse o pedreiro e dissesse: “Quando você estiver inspirado, levante uma parede pra mim”. Ou no caso do engenheiro: “Projete minha casa em seus momentos de inspiração”. Imagine o advogado no dia da audiência falando ao cliente: “Tô sem nenhuma inspiração pra te defender hoje, meu velho”. Autor de novela e teatro, escritor, redator de humor, jornalista e afins precisam, tão somente, de cumprir as obrigações no exercício das suas profissões. Sílvio de Abreu tem que produzir, diariamente, de oito a dez laudas da sua Passione, com ou sem inspiração. É necessário que haja transpiração. Claro que, às vezes, acontece das situações cotidianas colaborarem.

Paul, the fatiator

* De uma piração a outra, que coisa a ideia do secretário de Turismo de Ilhéus, Paulo Moreira! Mudar o Cristo Redentor para o morro de Pernambuco. (mais…)

A MULHER, O AMOR E A FIDELIDADE

Por Ruth Aquino para o Blog no Noblat.

Mulheres traem pelo mesmo motivo que homens: por desejo, por vontade. A diferença é que elas costumam culpar o marido ou o namorado. “Ele não me dava mais atenção”, dizem. “Não era mais romântico, não me elogiava, nem sexo queria.”

O livro mais recente da antropóloga Mirian Goldenberg desfaz o mito de que o homem trai por sexo e a mulher trai por amor ou desamor. Se assim fosse, o homem seria sempre culpado: quando trai e quando é traído. Não é justo com eles.

Homens e mulheres gostam de acreditar que o marido é safado por natureza, e a mulher casada é santa por dedicação. Esses rótulos podem parecer convenientes, mas contaminam as relações amorosas. Trabalhando há 22 anos com dilemas de casais, Mirian diz, em seu livro Por que homens e mulheres traem?, que a maior diferença entre eles e elas não é o comportamento, mas o discurso.

“Em vez de assumirem o desejo, as mulheres preferem se fazer de vítimas. Sentimentalizam o caso extraconjugal e botam a culpa no marido. Os homens assumem ter sido infiéis porque quiseram. Raramente culpam a própria mulher.”

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