MARCOS FLÁVIO, DINHO GÁS E O “AZARÃO”

A eleição para a presidência da câmara de vereadores de Ilhéus é o principal assunto dos bastidores da política. Na disputa, três nomes têm maior peso, Dinho Gás (oposição/PSDC) e Marcos Flávio (governo/PPS).

O petista Paulo Carqueija vem na cola, com dificuldades devido à falta de coesão do seu partido. Os três “companheiros” (Alisson Mendonça, Carmelita e Carqueija) não conseguem fechar questão em torno de uma escolha que privilegie o partido da estrela. A divergência  favorece Marcos Flávio, que indica condições de reunir os três petistas, Zé Neguinho (também do PPS) e mais os dois votos do PSB (Aldemir e Pai Cidão). Sendo assim, a conta estaria fechada com sete votos e Marcos conquistaria a presidência.

A oposição está fragilizada, já que “o cabeça” Jailson “Sarney” Nascimento prometeu apoiar Zé Neguinho, Tarcisio Paixão e Dinho Gás, situação que jogou lenha na “fogueira das vaidades”. Além do mais, os dois parlamentares do PP (Gurita e Valmir de Inema) não estão dispostos a seguir a orientação de “Sarney”, uma vez que ele não honrou compromissos.

No canto da raia, na espreita, surge de mansinho o “fator surpresa” como “azarão”. Em qualquer disputa, ele deve ser considerado, principalmente se souber conversar e persuadir.

A eleição está marcada para o dia 15 de dezembro.

WIKILEAKS COLOCA JORNALISTAS DIANTE DE DILEMA COMPLICADO

Do Observatório da Imprensa.

A mais recente leva de documentos secretos divulgados pelo site Wikileaks acabou respingando também no Brasil, com as revelações que colocaram o ministro da Defesa, Nelson Jobim, numa tremenda saia justa. Mas nosso envolvimento não passa de fofocas envolvendo egos e ciúmes entre ministros do governo Lula.

Muito mais importante é o debate que está ganhando força e que já colocou a imprensa mundial diante de um dilema bem complicado. Ou ela pega a deixa do Wikileaks e passa a investigar a autenticidade e os detalhes dos documentos publicados, ou vai se acomodar tornando-se cúmplice de uma eventual ação de governos impondo a censura ao site criado pelo australiano Julian Assange.

Enquanto os governos buscam formulas legais para acabar com a sequência de documentos secretos trazidos à luz do dia pelo Wikileaks, entre os jornalistas surge um debate que, embora ainda encabulado, já começa a provocar uma aguda divisão em campos opostos.

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