33 MIL JOVENS NÃO CHEGARÃO AOS 19 ANOS, APONTA ESTUDO

A passagem da infância para a adolescência carrega um monte de significados, quase sempre associados a ideais rebeldes, descobertas afetivas e necessidade de autoafirmação. Mas nem tudo é tão romântico. No Brasil, deixar de ser criança representa também o risco de morrer violentamente. Estudo apresentado ontem (quarta-feira/08) pelo governo federal aponta que 33 mil meninos e meninas entre 12 e 18 anos serão assassinados em um período de sete anos.

O Nordeste aparece como a região mais problemática, com oito cidades entre as 20 que exibem o maior índice de homicídios na adolescência (IHA) – ferramenta elaborada há três anos cujo objetivo é medir o fenômeno da violência letal nessa faixa etária. Para um dos pesquisadores do projeto, o sociólogo Ignácio Cano, do laboratório de análise da violência da universidade estadual do Rio de Janeiro (Uerj), a “grande surpresa” foi o Nordeste. “Essa região nunca esteve entre as mais violentas. Verificamos, então, que mesmo diante do crescimento econômico verificado lá no último ano, a violência não caiu”, afirma o especialista.

Segundo Carmen de Oliveira, subsecretária nacional de promoção dos direitos da criança e do adolescente, a educação faz toda a diferença na trajetória de vida do adolescente. “O pico da evasão escolar é o momento do assassinato e também o pico da internação para cumprimento de medidas socioeducaticas. Garantir uma escola de qualidade parece-me ser fundamental”, afirma a subsecretária.

Com informações do Correio Brasiliense.



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