O RELATÓRIO DESCONHECIDO E A MARGINALIZAÇÃO DOS AMBIENTALISTAS

Os defensores da instalação do porto de minério de ferro da BAMIN ignoram o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) realizado pela mineradora, que identifica diversos prejuízos ao meio ambiente, caso o projeto saia do papel.

A imprensa simpática também demonstra completo desconhecimento dos estudos. Esse fato compromete a boa qualidade do jornalismo praticado.

Ao invés de debater, a imprensa simpática intensifica um processo de “marginalização” dos ambientalistas perante a opinião pública.

O Blog do Gusmão, de agora em diante, pretende fundamentar a discussão com o olhar atento no relatório, para tentar impedir que o “achismo” e o preconceito continuem prevalecendo.

Leia abaixo, a descrição dos impactos negativos da construção do retroporto da BAMIN. O texto foi retirado da página 36 do RIMA, documento que pode ser visualizado no final dessa postagem.

Perda de Área de Vegetação Nativa

Este impacto será ocasionado pela remoção da vegetação, atividade necessária para a implantação do Retroporto. A intervenção será em 70ha de Mata Atlântica, onde há a denominada Floresta Ombrófila Densa de Terras Baixas, considerada uma das mais ricas do mundo em termos de número de espécies vegetais por hectare. Essa floresta faz parte do Corredor Central da Mata Atlântica.

As principais consequências da remoção total da vegetação são a redução do tamanho populacional e a perda de nutrientes do ecossistema. O desaparecimento de indivíduos é um impacto mais significativo quando consideradas as espécies endêmicas, raras ou ameaçadas de extinção, sendo que na área há dez espécies que se enquadram em uma dessas categorias.

A perda de área de vegetação e a remoção de indivíduos é um impacto negativo, de grande magnitude e importância, sendo, portanto, muito significativo.

Medidas Recomendadas: limitar a retirada de vegetação apenas ao necessário; não remover, sempre que possível, as árvores localizadas fora da Área Diretamente Afetada (ADA) que caiam em decorrência de ações da natureza, para evitar a perda de nutrientes e a exposição do solo; resgatar as espécies com algum status de ameaça na ADA; fazer a reposição florestal; criar uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) na mata próxima ao empreendimento.

Programas Ambientais Associados: Supressão da Vegetação, Conservação da Flora; Monitoramento da Flora e Reposição Florestal.

View more documents from emiliogusmao.