RESPOSTA DO SECRETÁRIO CARLOS FREITAS AO BLOG DO GUSMÃO

O secretário de serviços urbanos de Ilhéus, Carlos Freitas, enviou e-mail ao Blog do Gusmão, se defendendo das acusações relatadas numa carta anônima publicada neste espaço (clique aqui).

O conteúdo da carta (e não este blog, que ressaltou a inexistência de provas) acusa Freitas de ter vendido madeira apreendida pelo Ibama e doada à prefeitura, e de ter usado uma tinta comprada pelo erário público para pintar um apartamento de sua propriedade, na Avenida Itabuna.

Leia a defesa redigida por um advogado e assinada por Freitas.

“A sociedade ilheense tem repudiado notícias inverídicas ou que tenham o objetivo puro e simples de ofender alguém.

Essa matéria extrapolou os limites da ética, porque o senhor Gusmão mesmo reconhecendo no seu texto a inexistência de provas, ainda assim publicou uma carta que chamou de anônima, comentando-a de modo a induzir o leitor a se posicionar contra a minha dignidade, a minha moral e, conseqüentemente atingir e nodoar os meus filhos e a minha família, porque é indiscutível o caráter de cunho pessoal revelado na matéria, bastando observar que a acusação é direcionada a pessoa de Carlos Freitas.

Não se deve considerar anônimo um ato, quando se pode conhecer o seu autor. A carta não foi jogada por debaixo da porta, nem deixada sem identificação em local de acesso do blogueiro. Ao contrário, o blogueiro Gusmão afirma: “Um funcionário da secretaria de serviços urbanos fez chegar ao blog Gusmão carta anônima com acusações ao senhor Carlinhos Freitas”… .Ora, se um “ funcionário da secretaria de serviços urbanos” entregou-o a carta, exclui-se a possibilidade de ter sido um servidor de qualquer outra área, porque está claro que foi um funcionário do município, lotado na secretaria de serviços urbanos e ele sabe quem é. Esse é um caminho que leva ao deslinde do enigma.

Outro fato que chama atenção é que o suposto anônimo classificou a madeira que diz ter sido vendida por mim, como vinhático.

O senhor Jamesson Araújo do blog Agravo esteve na Secretaria de Serviços Urbanos e eu o autorizei fotografar e filmar a madeira apreendida pelo IBAMA que fica à disposição, em depósitos da nossa Secretaria, bem assim, apresentei-o documentos que registram as entradas e saídas de madeiras apreendidas, inclusive, um oficio, no qual solicito ao Ministério Público a liberação de parte dessa madeira para ser utilizada na confecção de carteiras e de outros materiais a serem utilizados pelas escolas do município.

o blog Agravo também entrevistou o marceneiro/carpinteiro conhecido por Galego, que se dirigiu à Secretaria para pedir esclarecimento sobre a matéria, pois, segundo o blog do Gusmão foi ele quem comprou, vendido por mim, alguns metros cúbicos de vinhático doado ao município pelo IBAMA, quando constatou o seu estado de revolta e de decepção, principalmente de preocupação com o uso do seu nome, porque sendo um profissional muito requisitado e por jamais ter sido envolvido em questões suspeitas, de repente, teve o seu nome exposto de maneira irresponsável, cujos reflexos negativos já são evidentes, diante de gracejos e de brincadeiras ofensivas contra a sua pessoa. Esse tem sido o seu desabafo.

Não resta dúvida que adotarei as medidas judiciais cabíveis contra esse ato que tem causado transtorno a mim e a minha família.

Além do próprio IBAMA que dispõe do controle de toda a madeira apreendida, depositada e liberada em áreas da Secretaria de Serviços Urbanos e os documentos de que disponho, ainda como prova da minha inocência, permitirei que a Justiça averigúe em meus móveis de uso residencial como alega a carta, se existe, dentre eles, alguma peça de vinhático.

Como se pode observar, a intenção do blogueiro Gusmão foi a de me atingir como homem público e transpondo os limites do cargo que exerço, adentrar ao mundo da minha casa e ofender a minha família.

É de igual gravidade a denúncia de que eu havia me apropriado de tinta comprada para uso do serviço do município. Nessa denúncia os indícios de inverdades são evidentes, quando o suposto anônimo, age qual o “gato escondido com rabo de fora” e para mascarar de verdade as suas ilações assegura que eu o pedi que levasse para a minha casa, a tinta que a Prefeitura comprou para pintar a Concha Acústica.

Se verdade fosse, o anônimo não afirmaria no inicio da carta que não se identificaria com medo de represália, porque, no final da mesma carta, quando ele afirma que eu pedira para que ele levasse a tinta comprada pela Prefeitura para a minha casa, não estaria ele se identificando, logo deixando de ser anônimo? Se verdade fosse, ele, o anônimo cometeria um vacilo tão primário?

A Justiça tem como aliada tecnologia de ponta que permite em um curto intervalo de tempo, pela grafia, identificar o autor de qualquer documento anônimo.

Se o blog do Gusmão não tivesse lastreado a sua matéria sobre uma suposta carta anônima, onde o suposto anônimo se identifica através de colocações contraditórias, deixando rastros para confundir o leitor, em um texto confuso e sem consistência, mas, ao contrário, se tivesse meios de provar os fatos narrados na sua matéria, porque assim exige o assunto diante da gravidade da denúncia estaria ele cumprindo o seu dever de profissional da imprensa, porque estaria baseado em provas.

O Blog do Gusmão é um dos mais lidos e comentados no mundo da blogosfera ilheense e a minha certeza de que os seus assíduos leitores movidos pelo espírito do discernimento, da imparcialidade e de equilíbrio, pressentindo que poderiam cometer injustiça se direcionasse qualquer critica contra a minha pessoa baseado nessa matéria, preferiram se abster, porque passados 03 dias da sua publicação, apenas 04s comentários foram registrados sobre o assunto, inclusive, um deles, equilibradamente sugere a apuração da denúncia quanto a acusação de venda da madeira, mas, afirma que há uma diferença entre a tinta do meu apartamento e a tinta usada na pintura da concha acústica, inclusive, em termos de valores, cujas provas documentais estão em nosso poder.

Ressalte-se que são inúmeras as matérias veiculadas através do Blog do Gusmão acusando-me de inúmeros atos e os comentários correspondentes são incisivos, sem que eu nunca tenha me reportado como agora, porque, embora naquelas oportunidades o objetivo tenha sido o de me atingir, nessa, há uma confissão de não existir provas, de estar alicerçado em uma carta anônima e, o mais grave, de ofender a minha família.

Somente quem não sofreu uma acusação injustificada, não provada ou anônima não poderá medir a intensidade do sofrimento e da dor de quem é vítima de ato tão vil, mesmo que a conduta da vítima sendo tão vil quanto esse ato, não tenha ela cometido a vileza do ato que lhe está sendo atribuído falsamente. É que a vida da gente é constituída de atos e cada ato deve ser julgado independente e de acordo com os seus reflexos positivos ou negativos em relação ao foco do seu direcionamento. Eu não sou uma pessoa vil e não é justo o blog do Gusmão expor a mim, a minha família e ao profissional “galego” ao linchamento moral. Aliás, não é justo que se atribua a ninguém a pecha daquilo que ele não fez, só por “achismos” ou questiúnculas.

Tenho a certeza que a maioria dos blogueiros e da população ilheense não compactuam com esse ato do senhor Gusmão, porque quem preza a sua família, sabe valorizar a família alheia.

Não devemos esquecer que por detrás de um anônimo sempre se esconde um covarde e nós não poderemos estimular o crescimento da população dessa espécie sórdida, alimentando as suas investidas, mesmo sem conhecê-los, embora, inusitadamente, em se tratando da matéria, o seu autor anônimo esteja praticamente identificado.

A Polícia e o Ministério Público não se posicionarão se não forem provocados, principalmente diante de noticias sobre denuncias anônimas inconsistentes, salvo se, houver formulação de representação contra a minha pessoa. Eis, a questão: Quem se arvorará em ingressar com essa representação, baseado nas provas e nos fatos narrados na matéria?

Eu faço esse desafio.

O PIOR DE TUDO ISSO É ESTAR INOCENTE E AINDA TER QUE SE JUSTIFICAR, PARA AMENIZAR OS EFEITOS DESASTROSOS DE UMA CALUNIA.

Carlos Samuel Freitas – cidadão ilheense”.