DENÚNCIAS FEITAS POR ANÔNIMOS. SIM OU NÃO?

Recentemente, este blog publicou uma carta anônima, cujo conteúdo denuncia um secretário do governo Newton Lima (clique aqui).

Ressaltamos que a correspondência não trazia provas, entretanto, o assunto é de interesse público. Sendo assim, resolvemos publicá-la para que as autoridades competentes pudessem investigar a veracidade ou não dos fatos narrados.

Alguns rábulas de plantão, a serviço de gatunos do erário público, decidiram protestar. “Sendo anônima e carente de provas,  não deveria ser publicada”.

Felizmente, a frágil opinião vai de encontro ao que escreveu o respeitado juiz federal Fausto De Sanctis, colunista da revista Carta Capital, o mesmo que decretou duas vezes a prisão do “câncer” da república, o banqueiro Daniel Dantas, pego na operação Satiagraha.

Na edição de 22 de dezembro, De Sanctis recomenda algumas medidas para o combate à corrupção. Abaixo as duas primeiras:

“1. Reforçar a liberdade de imprensa como preceito indispensável à sociedade democrática e instrumento vital ao Estado de Direito, vedando-se qualquer tentativa de manipulação e controle.

2. Reconhecer a legitimidade do uso das Técnicas Especiais de Investigação (Delação Premiada, Interceptação de Fluxo de Dados, inclusive telefônicos, Transferência de Sigilos, Ação Controlada etc), bem como admitir denúncias anônimas, desde que consistentes, atendendo à Convenção da ONU contra a Corrupção”.

Quem trabalha numa função pública deve estar sempre preparado para dar explicações à sociedade, quando necessário. Quem se coloca acima disso, de maneira autoritária, não está apto a exercer cargos em benefício da coletividade.

Cópias autenticadas da carta publicada por este blog serão entregues ao IBAMA, Ministério Público Federal e Câmara de Vereadores.

ESTUDANTES FILMAM CURTA SOBRE ALCOOLISMO E PROSTITUIÇÃO EM ILHÉUS E SÃO PREMIADOS

O curta-metragem “2 Lados da Moeda 2: Sem País das Maravilhas”, que fala sobre alcoolismo, prostituição e violência, foi produzido pelos alunos do Colégio Estadual Sá Pereira, em Ilhéus, para a disciplina de história, sendo premiado pelo Governo do Estado da Bahia como melhor filme e trilha sonora, composta ao estilo rap.

Segundo o diretor do filme, Tiago Casaes, 20 anos, a inspiração veio do morro onde vive. “Sempre presenciei, aqui onde moro, os filhos levando os pais bêbados para casa ou a mulher levando o marido. Acho muito triste e tenho colegas que têm pai ou mãe alcoólatras, por isso pensei em trabalhar esse tema”, contou.

O filme de 24 minutos, disponibilizado em  partes no youtube, deve ser exibido em outras escolas, casas de recuperação para dependentes químicos e  no Festival de Cinema Baiano.

Crédito: Central Hip-Hop