DESIGUALDADE E BEM-ESTAR

Desenvolvimento econômico a qualquer custo gera bem-estar? Riqueza significa bem-estar? Abaixo, eis um excelente texto para tirar algumas mentes das trevas, da enganação e do senso comum.

Por André Lara Resende, para o Valor.

1 – O crescimento sempre foi o objetivo da política econômica. A teoria associa o crescimento ao aumento da renda e ao aumento do bem-estar. Até muito recentemente, utilizar o crescimento como o objetivo primordial de uma economia bem administrada não merecia maiores explicações. O aumento da renda nacional estava de tal forma associado a uma vida melhor que não era preciso introduzir indicadores de bem-estar entre os objetivos da política econômica. Se a economia crescesse e a renda aumentasse, todos os demais indicadores de bem-estar acompanhariam. Tão alta era a correlação entre o crescimento e o aumento de bem-estar que não se perdia grande coisa ao simplificar a análise e definir o crescimento como o objetivo da política econômica. Como crescimento econômico é um conceito simples e as estatísticas da renda nacional estão disponíveis, é uma grande vantagem, tanto teórica como empírica, utilizar o crescimento como a variável-objetivo da teoria e da política econômica.

Diante da evidência de que o estrago da atividade econômica sobre o planeta se aproxima do limite do tolerável, a identificação do crescimento econômico com o aumento do bem-estar tornou-se obrigatoriamente questionável.

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COLO COLO: JUNIORES GOLEIAM E PROFISSIONAL VENCE POR UM A ZERO

O Colo-Colo de Ilhéus continua invicto no Campeonato Baiano 2011 de futebol. Hoje (domingo/30) no Mário Pessoa, o time juniores do tigre venceu o Ipitanga por 4×0. Comandada pelo técnico Zanata, a equipe profissional ganhou a partida, também contra o Ipitanga,  por 1×0.

Confira o placar da 4ª rodada (profissional):

Juazeiro  1×1  Serrano

Atlético  2×0  Feirense

Colo-Colo  1×0  Ipitanga

V. da Conquista  2×1  Camaçari

Bahia  1×2  Fluminense

Bahia de Feira  1×1 Vitória

CALOURAS CHUPAM LINGUIÇA COM LEITE CONDENSADO. TROTE POLÊMICO NA UNB

Esse trote não é de agora. Trata-se de uma “tradição” dos alunos veteranos do curso de agronomia da UNB. Nele, alunas chupam linguiça com leite condensado, simulando sexo oral.

O problema é que as imagens geraram muito desconforto. Os organizadores são acusados de colocar as alunas (calouras) em condições humilhantes. O caso pode parar na justiça.

Depoimentos de algumas participantes afirmam o contrário, já que não foram forçadas.

Veja e tire suas conclusões.

Conteúdo não recomendado para crianças. (mais…)

“O REINO DOS KARAMÁZOV” II

Fiódor Dostoiévski
Fiódor Dostoiévski.

A importância da fé na imortalidade, segundo o ateu Ivan Fiódorovitch, um dos personagens de Os Irmãos Karamazov, romance de Fiodor Dostoiévski.

Não faz muito tempo que eu e Israel Nunes (meu amigo e irmão) dialogamos sobre o tema.

“Em toda a face da Terra não existe terminantemente nada que obrigue os homens a amarem seus semelhantes, que essa lei da natureza, que reza que o homem ame a humanidade, não existe em absoluto e que, se até hoje existiu o amor na Terra, este não se deveu à lei natural mas tão-só ao fato de que os homens acreditavam na própria imortalidade. Ivan Fiódorovicth acrescentou, entre parênteses, que é isso que consiste toda a lei natural, de sorte que, destruindo-se nos homens a fé em sua imortalidade, neles se exaure de imediato não só o amor como também toda e qualquer força para que continue a vida no mundo. E mais: então não haverá mais nada amoral, tudo será permitido, até a antropofagia. Mas isso ainda é pouco: ele concluiu afirmando que, para cada indivíduo particular, por exemplo, como nós aqui, que não acredita em Deus nem na própria imortalidade, a lei moral da natureza deve ser imediatamente convertida no oposto total da lei religiosa anterior, e que o egoísmo, chegando até ao crime, não só deve permitido ao homem mas até mesmo reconhecido como a saída indispensável, a mais racional e quase a mais nobre para sua situação. Com base nesse paradoxo podem concluir, senhores, também sobre tudo mais que o nosso amável, excêntrico e paradoxista Ivan Fiódorovicth haverá por bem ou talvez ainda esteja propenso a proclamar”.

COLO COLO QUER MAIS TRÊS PONTOS CONTRA O IPITANGA

O Colo Colo surpreendeu na estreia ao vencer o Vitória no Barradão, mas ficou só nisso. Nas duas rodadas seguintes, empates contra Fluminense e Camaçari. A chance de mais uma vitória do Tigre, que está invicto, é neste domingo (30), no duelo contra o Ipitanga, às 16h, no estádio Mário Pessoa, em Ilhéus. O jogo é válido pela quarta rodada do Campeonato Baiano 2011.

Substituto do técnico Quintino Barbosa, que pediu demissão ainda nos vestiários do Barradão, depois da partida contra o Vitória, Zanata busca o primeiro triunfo à frente do Tigre. Para isso, ele conta com o meia Inho Baiano, principal articulador do time, e com o goleiro Braz, que vem salvando o Colo Colo, terceiro colocado do grupo 1, com cinco pontos. O atacante Maxwell, que já marcou um gol na competição, pode ter chance como titular.

Informações do iBahia

PROBLEMAS ECONÔMICOS E TRANSIÇÃO PARA A DEMOCRACIA

Do Blog do Sakamoto:

Lendo os relatos dos protestos contra o ditador Hosni Mubarak, no Egito (e morrendo de inveja dos colegas jornalistas que estão por lá, cobrindo os fatos), me lembrei de alguns pontos da discussão entre desenvolvimento econômico e regimes autoritários, que está no pano de fundo desse processo. Se a situação fosse de pleno emprego, correndo leite e mel pelo Nilo, ainda assim haveria insatisfação por liberdade, mas não nas proporções que o rumo das coisas tomou.

A relação direta entre as mudanças no paradigma gerado por uma grave crise econômica e as conseqüências disso em regimes não-democráticos está expressa em Juan Linz e Alfred Stepan em “A Transição e Consolidação da Democracia – a experiência do Sul da Europa e da América do Sul”. Segundo eles, para o estudo de transições, as tendências econômicas em si são menos importantes do que a percepção das alternativas, a culpabilização do sistema e as crenças dos segmentos significativos da população e dos principais atores institucionais quanto à legitimidade. Num país como o Egito, em que 40% população vive na pobreza com menos de dois dólares por dia, essa incapacidade de dar respostas à realidade é, como afirmam o pessoal que estuda o tema, combustível que alimenta ainda mais os protestos.

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