VALSA E DESABAMENTO

Mantivemos contato com uma das formandas em Biologia da UESC, que presenciou o desabamento do píer do Iate Clube de Ilhéus, na noite deste sábado (12).

No momento do acidente, os doze formandos estavam numa fila, esperando o início da valsa. Muitos convidados, posicionados no píer, aguardavam a entrada dos novos biólgos, quando ocorreu a queda da estrutura.

Segunda a moça, que preferiu não se identificar, a festa não foi organizada por uma comissão de formatura, e sim pelos doze, que decidiram comemorar a colação de grau. “Tudo foi decidido através de votações”, explicou.

Chateada, ela lamentou que o sonho de uma festa alegre, tenha acabado com pessoas machucadas, inclusive seus sogros. “Vamos nos recuperar e daí tomaremos as providências”.

A formanda negou que os organizadores tenham acionado o Iate Clube no Ministério Público, porém, uma queixa foi prestada na 7ª Coorpin.

Os principais portais de notícias do Brasil – Uol, G1, R7 e Terra – publicaram o acidente, que deixou 26 feridos, dentre eles um bebê de oito meses, que devido à forte queda, teve traumatismo craniano.

O caso levantou dúvidas mais do que pertinentes.

Os nossos prédios, sejam eles públicos ou privados, são vistoriados na frequência ideal?

As autoridades responsáveis pelas vistorias têm cumprido suas obrigações?

Ilhéus é uma cidade de muitas festas. Em caso de um grande acidente, envolvendo muitas pessoas, nossos hospitais (na verdade só o Regional) dariam conta?



One response to “VALSA E DESABAMENTO

  1. Tentando responder a última pergunta: Em caso de um grande acidente, envolvendo muitas pessoas, nossos hospitais (na verdade só o Regional) dariam conta? A resposta depende de diversos fatores, número de vítimas e principalmente o estado em que elas se encontrarem. Mas algumas ações poderiam ser adotadas para minimizar o problema entre elas: treinamento regular das equipes de emergência (isto não ocorre), diminuição dos pacientes internados nos corredores da emergência do hospital regional, este foi um grande entrave para agilizar o atendimento neste acidente, o estado chamar os concursados e deixar de atuar com profissionais de uma fundação (cabide de empregos), além de investimentos em manutenção preventiva dos equipamentos. Nesta noite não havia ventiladores (respiradores) funcionando na emergência e a rede de ar comprimido está parada (entra água na tubulação). Não quero que isto seja visto como denuncia ou qualquer ato de desrespeito, mas, apenas citamos fatos que devem ser observados para que tragédias não se tornem algo ainda mais trágico…

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