COMPANHIA FRANCESA APRESENTA “TRILOGIA” EM ILHÉUS

A Companhia Samorodok, de Montpellier (França), apresenta nesta semana em Ilhéus, “Trilogia”, uma obra coreográfica, dividida em três espetáculos com solos de dança contemporânea.

Segundo o ucraniano Waldemar Kretchkowsky, coreógrafo e intérprete da obra, os três solos (O Cavaleiro na Pele de Tigre, Minha Pina e Inside), estão conectados e podem ser vistos como três obras distintas.

A dança, nesta obra, trafega numa cronologia normal na vida dos homens: confrontação, esgotamento e aceitação.

O Cavaleiro na Pele de Tigre, inspirado numa saga georgiana criada pelo célebre escritor Chota Roustaveli, do século XII, corresponde à  confrontação. Será apresentado no Teatro de Ilhéus, nesta quinta-feira (17), às 20h.

Minha Pina, que homenageia a grande coreógrafa alemã, Pina Bausch, corresponde ao  esgotamento. Será apresentado na Casa dos Artistas, na próxima sexta-feira (18), às 20h.

Inside, um solo mais intimista que coloca em cena o processo de criação, reduzindo o espaço e recriando-o através da dança, corresponde à  aceitação. Será apresentado na Casa dos Artistas, sábado (19), às 20h.

O ingresso para cada espetáculo custa R$ 5,00.



One response to “COMPANHIA FRANCESA APRESENTA “TRILOGIA” EM ILHÉUS

  1. Participei hoje do espetáculo Minha Pina, gostei muito, recomendo e peço licença para alguns comentários.
    Começando pela organização do espaço, me senti participante e não platéia.
    O dançarino chega bem perto, nos emociona com seus gestos, nos olha nos olhos e no final nos movimenta, surpreende!
    Conheci um pouquinho sobre o estilo da homenageada através de uma apresentação do ballet do Casto Alves aqui no teatro durante a Conferência da Cultura.
    E através do blog de Taynah
    http://nostalgiadadanca.blogspot.com/2010_01_17_archive.html.
    aprendi que é um estilo que “exige dos atores uma entrega absoluta, até os limites físicos. Isso dá às peças autenticidade e força dramática transmitida diretamente aos corpos do público. A dor, o sofrimento, o desespero não são mais apenas sugeridos ou representados por belos gestos. São descarregados com a força de uma extrema presença física e emocional. Isso exige bailarinos que não temam a si mesmos e que estejam prontos a desmascarar seus impulsos humanos elementares e levá-los abertamente ao palco”. Fui com essa expectativa e o Waldemar Kretchkowsky estrava mesmo inspirado!

    Termino por dizer que não entendo de dança, só entendo de ser platéia e gostar de vários tipos de expressão, fiz este comentário aqui em agradecimento pois foi onde eu fiquei sabendo da informação.
    Agradeço ao Emílio Gusmão, parabenizo a Casa do Artista e aos meus colegas de platéia mando um abraço, foi bom estar com vocês, rever amigos e conhecer novos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *