APROPRIAÇÃO DO ORGASMO ALHEIO

O cantador Carlos Silva foi convidado pela Fundação Cultural de Ilhéus para ministrar uma oficina de cordel durante a Caravana Cultural. O cachê para cada artista é trezentos reais, por apresentação.

O tempo foi passando e nada de Carlos Silva receber o pagamento.

Chateado, o artista começou a disparar e-mails aos diretores da Fundação, reivindicando a grana. Mesmo assim nada.

Cansado com o calote que durava três meses, e sem ter qualquer posição, Carlos Silva mandou um ultimato:

“Ter amigos que fazem cultura e não respeitam os colegas que batalham por ela, não é fazer cultura mas sim GOZAR COM O PAU DOS OUTROS ou achar que somos mendigos culturais”.

Poucos dias depois, o cantador recebeu o dinheiro.



5 responses to “APROPRIAÇÃO DO ORGASMO ALHEIO

  1. Como é possível que uma pessoa que se expressa de maneira tão vulgar, com tanta baixaria, possa se considerar um artista cultural ? E ainda contratam com dinheiro público!

  2. Artistas merecem respeito,vivem de sua arte se não são tratados dignamente tem o direito de se revoltarem e ate chegar ao nível de com estão sendo tratados.

  3. É no que dá, a Fundação Cultural atuar como balcão de negócios. Os contratos são feitos a partir de relações pessoais, que, em algum momento podem rachar. É preciso que o poder público atue como poder público. Elaborando e executando políticas públicas em todos os âmbitos. E política pública é para o POVO. Imaginem se as políticas de saúde atendessem aos médicos? E assim, na cultura, as políticas não devem atender aos artistas. Eles são os “médicos”, que fomentados – trabalho da Fundação Cultural de Ilhéus – poderão compartilhar de sua produção com o povo, garantindo a este um direito constitucional.
    A Fundação Cultural de Ilhéus tem avançado à passos largos neste sentido. A atuação do Conselho de Cultura, juntamente com Maurício Corso, Paulo Cidade e Gustavo Felissícimo, tem promoovido avanços claros para consquistarmos um projeto de Política Pública de Estado e não de Governo. Os governos passam, espero que este passe o mais rápido possível, mas as políticas públicas, quando discutidas com a sociedade civil devem permanecer na forma de Leis, que não são passíveis de mudança, quando os governos mudam… e quase sempre não mudam.

  4. È J.Reis, quando se arrasta pelas ruas de Ilheus dizendo SOU ARTISTA sem compromisso cultural é fácil criticar quem da arte vive e luta.
    Eu concordo com voce meu irmão,talvez Eu seja estupido para me pronunciar de forma druxula, mas reclamo meus direitos e meu cachê eu valorizo.
    Só aceitei esse valor pois sei que alguns caras não estão nem ai para a arte do poeta.
    J Reis, cresça e caminhe com mais hunmildade meu irmão de arte;
    Ps, se eu não saisse daí meu amigo, eu estaria lascado.

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