PESSOAS COM DEFICIENCIA: QUANTOS SOMOS?

Por Ângela Góes

São vários municípios, pelo país afora, que têm aprovado leis municipalis para realizar censo das pessoas com deficiência. São leis que criam o Programa Censo-Inclusão.

Essa lei municipal prevê que a Prefeitura faça periodicamente um levantamento sócio-econômico da população com deficiência na sua cidade. O objetivo é levantar informações detalhadas do segmento, para que possam ser elaboradas políticas públicas específicas voltadas à inclusão destas pessoas.

O dado estatístico ao qual se tem acesso é o Censo IBGE, realizado por amostragem de dez em dez anos, de modo que não há um número confiável e atualizado para que os governos municipais possam trabalhar com eficiência, ojetivando atender esse segmento da população. As entidades que representam as pessoas com deficiência, insistem na pergunta: quantos somos?

O relatório resultante do censo poderá ser chamado Cadastro-Inclusão, e deverá conter informações quantitativas sobre os tipos e graus de deficiência encontrados, além de dados que contribuam com a qualificação, quantificação e localização das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida no município. Finalizado o levantamento, as informações ficarão disponíveis para livre consulta no site da Prefeitura.

Ao saber, por exemplo, qual a faixa de renda majoritária dos cidadãos com deficiência no município, muitos fabricantes de produtois voltados a este segumento poderão alcançar um mercado maior. Atualmente, a maioria das pessoas com deficiência não é bem-recebida pelo comércio da cidade. Um levantamento como este pode jogar luz para neste público, poitencial consumidor hoje praticamente ignorado

Um exemplo trivial é uma loja de roupas que tenha um degrau, extinguindo automaticamente todos os cadeirantes que possam vir a se interessar por seus modelos. Outro exemplo, estrutural e mais importante, é que, com os novos números e dados, as instituições de ensino poderão dimensionar melhor seus espaços para receber este público.



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