OTTO DISSE NÃO A AZEVEDO

Capitão Azevedo.

Capitão Azevedo (DEM), prefeito de Itabuna, se encontrou com o vice-governador Otto Alencar, na semana passada, em Salvador.

Azevedo tentou obter um “ok” para sua entrada no PSD, novo partido que terá Otto como cacique no estado.

O gestor itabunense saiu frustrado do encontro, certo de que a nova sigla apoiará um dos candidatos indicados por Jaques Wagner, do PT ou PCdoB.

Reeleição no PSD, nem pensar, disse Otto.

AS DIFICULDADES DE GERALDO

Geraldo Simões.

O deputado federal Geraldo Simões (PT) está encontrando muitas dificuldades, nas conversas que mantém com os partidos de centro/esquerda, sobre as eleições de 2012. Os cortejados estão sempre com um pé atrás.

Por mais que ele conteste, a fama adquirida de não honrar compromissos pesa, e muito.

Outra situação que instiga desconfiança, é a ausência de sua esposa, Juçara Feitosa, nos encontros. As lideranças estão com medo de que na hora da cobrança da fatura, Juçara, na condição de prefeita de Itabuna, se justifique da seguinte forma:

“Isso não foi acertado comigo. Foi com ele. Quem governa sou eu”.

A LATA DE SARDINHA DE TODO O DIA

 

Os moradores da zona rural de Ilhéus reclamam há tempos das péssimas condições do transporte coletivo. Para aumentar ainda mais a insatisfação de quem viaja nas latas de sardinha, sobre estradas esburacadas, veio o aumento da tarifa, hoje R$ 2,20. Os passageiros da linha Ponta do Ramo - Centro cansaram da incúria das empresas, e do arrocho no reajuste. Além do mais, a Viametro e a São Miguel restrigem as bagagens. A foto é de um usuário que decidiu protestar, dentro de um veículo da linha sempre lotada. Foto: Nery Sannttana.

MST INICIA “ABRIL VERMELHO” COM INVASÕES NA BAHIA

O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) invadiu duas fazendas no extremo sul da Bahia e prometeu detonar uma onda de invasões nos próximos dias dentro do chamado “Abril Vermelho”.

Na madrugada do último domingo (03) duas propriedades foram tomadas por sem-terras nos municípios de Alcobaça e Teixeira de Freitas. A seção baiana do MST diz que promoverá invasões a outras 50 áreas até o dia 10 de abril.

Líderes do movimento afirmam que as invasões visam exercer pressão sobre Dilma Rousseff para desapropriar áreas para a reforma agrária. “Até o momento a presidente ainda não apresentou nenhuma meta para assentar as famílias acampadas”, criticou um dos líderes do movimento.

O MST informa que 450 famílias participaram das ações contra as duas fazendas que têm entre 900 a 1.200 hectares. São propriedades com pastagens e plantações de eucalipto.

ROTA DEU O PULO DO GATO

A agência que regula o transporte no estado da Bahia (AGERBA) vem recebendo desde a última sexta feira (01) inúmeras reclamações contra o aumento abusivo da tarifa de transporte intermunicipal em Ilhéus e Itabuna, serviço monopolizado pela Rota.

A chuva de reclamações foi iniciada pelo Diretório Central dos Estudantes da UESC (DCE), com a intenção de protestar contra o monopólio, o aumento abusivo da passagem e as péssimas condições que o serviço é prestado.

A Agerba concedeu reajuste de 7,86% nas linhas intermunicipais, o que elevaria a tarifa a R$ 1,94, a Rota deu o pulo do gato e excedeu o percentual de reajuste, elevando a passagem a R$ 2,00.

Além de denunciar o aumento irregular, os usuários também reclamam da desordem nos horários e a pouca quantidade de ônibus nas linhas Itabuna – Salobrinho, utilizada pelos estudantes da UESC e na linha Itabuna – Ilhéus.

O telefone para reclamações é 0800-071-0080, só aceitas por telefone fixo, ou pelo site.

JOSIAS GOMES VISITA O RIO DO ENGENHO

 

Josias conversa com lideranças do Rio do Engenho.

O deputado federal Josias Gomes, do PT baiano, reuniu-se ontem (domingo, 03) com lideranças da Associação de Moradores e Agricultores do Rio do Engenho e adjacências.

Rio do Engenho é um dos principais pontos turísticos do município de Ilhéus, com diversos sítios históricos e arqueológicos.

Os pequenos agricultores reivindicaram a melhoria da estradas: Banco da Vitória/Maria Jape e Rio do Engenho/Santo Antônio. Também pediram a construção de uma agroindústria para beneficiar a produção local de frutas.

Preocupados com a desova dos peixes, criadores solicitaram a construção da escada da piracema, para facilitar a subida dos cardumes no leito do rio, e pediram o reconhecimento da associação de moradores como entidade de utilidade pública.

“Vou continuar com esses encontros que reúnem sempre aqueles que sentem diretamente as necessidades do dia a dia, e suas dificuldades, sempre buscando solucionar as questões levantadas pelos companheiros, junto aos órgãos competentes”, afirmou Josias Gomes.

A TESE DA VIZINHANÇA

Por Malu Fontes

Pouco acostumado a grandes operações policiais, como as empreendidas há mais de uma semana, em Salvador, na região do Nordeste de Amaralina e depois no Calabar e Alto das Pombas, o telejornalismo local deu sinais de que poderia, ou poderá, incorrer em erros capazes de gerar consequências e riscos para os moradores. Se em um primeiro momento as operações coordenadas pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia podem dar aos moradores desses bairros e à opinião pública uma idéia de alívio a ser celebrado contra o até então domínio do poder do tráfico, a exemplo do que vem ocorrendo no Rio de Janeiro com a implantação, em vários morros, das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), em Salvador a banda ainda está tocando muito diferente de lá e não é exagero afirmar que nada há de concreto a se comemorar.

CATIVEIRO – Embora, desde o início, a operação policial realizada no complexo de bairros localizados na região do Nordeste de Amaralina (compreendendo as áreas de Santa Cruz, Chapada do Rio Vermelho, Vale das Pedrinhas e o próprio Nordeste) tenha sido anunciada como pontual, com duração de apenas um fim de semana, o fato é que, diante dos moradores, as emissoras de televisão comportaram-se no primeiro dia como se todas as forças de apoio institucional do Estado tivessem desembarcado de mala e cuia nesses bairros. Na primeira manhã de uma operação com data para acabar, as câmeras, microfones e repórteres esquadrinhavam moradores como se todos já pudessem ser abertamente tratados como membros de um cativeiro libertados para sempre pelas forças de bem e de paz do Estado.

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