O CACAU DO SUL DA BAHIA

Por Paulo Paiva

O chocolate é um produto globalizado há bastante tempo, mas a sua história pouco reconhece a importância dos agricultores do sul da Bahia, e nós mesmos, ainda precisamos de muita conscientização para não desistirmos do cacau e de suas possibilidades. 

Temos grande mérito não apenas pelo que já fomos no seu mercado, mas pelo que devemos ser. Nós criamos o boon dessa lavoura com uma monocultura que nasceu ecológica, imitando a floresta. Depois, ela migrou para outras terras da Venezuela, Porto Príncipe, Equador, Gana, Nigéria, Indonesia, Malásia e Costa do Marfim. Mas em nenhum desses lugares o cacau agregou tanto valor para a ecologia e a biodiversidade como no sul da Bahia.

É verdade que nesses países, o “fruto dos deuses” cumpre seu papel social num sistema altamente cooperativado, sustentando milhares de famílias pobres, enquanto por aqui, concentrou riquezas durante muito tempo. Mas essa realidade mudou, e o cacau do sul da Bahia é produzido, atualmente, em uma maioria de pequenas e médias propriedades, muitas delas obtidas pelo movimento da reforma agrária.

Com isso, a produção do sul da Bahia passou a agregar, além dos valores da biodiversidade, os valores da inclusão social e do fortalecimento das comunidades tradicionais de pequenos agricultores dessa região.
Mas a importância do cacau para nós deve ir além da economia e da ecologia. O cacau precisa ser culturalmente reconhecido como história, tradição, memória e identidade, e com esse sentimento de pertencimento, precisamos renovar nossa simbologia, valorizando as fazendas, o cacau e o chocolate do sul Bahia, de olho no futuro.


Nos dias atuais, os produtores de cacau precisam, antes de mais nada, serem também, amantes e idealistas, para voltarem a acreditar que vamos vencer a batalha contra a ignorância governamental e o mercado cruel. Seguimos teimosos, alimentados pelos sonhos de várias gerações, e acreditando em dias melhores onde teremos nossos méritos reconhecidos.

Enquanto produtores, temos consciência que também somos protetores de um grande patrimônio ambiental e ecológico; também sabemos que nosso produto é o melhor do mundo, como comprovou as sementes de João Tavares, as melhores em Paris, concorrendo com 150 produtores de 20 países.


Temos muito que fazer, e a primeira coisa é obter o apoio do governo federal, que precisa ser mais sensato com a gigantesca dívida acumulada, e acreditar junto com a gente, unindo todos os esforços para que as sementes de cacau do sul da Bahia não sejam vendidas a 70 reais por arroba, um custo que não paga a produção.

Os filhos do cacau não abandonam essa causa, mas precisam de reconhecimento. O cacau precisa ser reconhecido como patrimônio cultural do Brasil e do Bahia, e precisa de suporte e propaganda para ser reconhecido no mercado internacional como produto da floresta, com seu devido valor socioambiental agregado.


Se continuamos endividados, enquanto o mercado do chocolate gera divisas bilionárias, temos que arregaçar as mangas e apostar que somos inovadores para superar as pragas e se reerguer com novas tecnologias. Seguiremos o caminho do cacau orgânico de alta qualidade, da certificação, do beneficiamento, da industrialização e da propaganda, incorporando as fazendas de cacau no melhor roteiro de negócios e visitação do sul da Bahia.

Não há nada que possa nos impedir de acreditar em beneficiar o cacau aqui mesmo, e gerar um novo ciclo de industrialização, um grande polo chocolateiro e de derivados. Assim seguindo, cremos que ainda ocuparemos o nosso devido lugar no mundo do Cacau Show, do Festival do Chocolate de Gramado ou no Salão do Chocolate de Paris.


Cacau baiano é premiado em salão de Paris

O MELHOR CACAU DO MUNDO

Paulo Paiva é jornalista, ambientalista e editor do blog Acorda Meu povo.



9 responses to “O CACAU DO SUL DA BAHIA

  1. O CACAU DO SUL DA BAHIA
    Caro Paulo Paiva
    Gostei muito do seu artigo que trata do Chocolate no Sul da Bahia, contudo algumas colocações não são pertinentes a real história desta cultura. Assim como você também acredito no futuro de uma cultura que hoje despertou de uma longa letargia administrativa e vê a necessidade de se agregar valor a este produto numa tentativa de se impor diante de uma gigantesca demanda mundial. Perdemos a bola da vez quando em alguns momentos históricos tivemos a oportunidade de impormos as regras comerciais, mas voltamos rapidamente a condição de meros exportadores de matéria prima. O mundo é dinâmico e exige agilidade e rapidez e assim tem que ser a atitude dos produtores de cacau que ficam a mercê dos financiamentos públicos para agilizar a produção, numa eterna dependência.
    Creio Paulo que enxergamos de forma bem diferente a partir das nossas vivencias. Quando você cita que a lavoura nasceu ecológica, não posso concordar, o ecológico foi acidental, por força das circunstancias e exigências da própria cultura que sobrevivia em sub bosques por ser de características ombrófilas. Mesmo assim em seus primórdios, os desbravadores eliminaram as madeiras de lei e as madeiras nobres como jacarandás e substituíram por plantas exóticas a exemplos de eritrinas, jaqueiras e outras. Sem esquecer que no período que lançaram o pró cacau houve uma derrubada de mata total.
    Outro aspectos Paulo que chamo sua atenção é para o fato da migração da cacauicultura; O equador e a Venezuela, assim como as guianas, exploraram cacau primeiro que nós, os países africanos sim, vieram depois. Só não consigo enxergar onde você enxergou agregação de valores a biodiversidade, uma vez que esta cultura exige-se roças bate folha, sem concorrentes, eliminando se uma grande quantidade de pequenos seres e vegetais através dos pesticidas?.
    Outro aspectos que não corresponde a verdade é “ nesses países, o “fruto dos deuses” cumpre seu papel social num sistema altamente cooperativado, sustentando milhares de famílias pobres, enquanto por aqui, concentrou riquezas durante muito tempo.”
    Paulo, África, malásia e indonésia, são países que exploram a mão de obra semi escrava na cacauicultura é por esta razão que as grandes empresas de commodities se instalaram por lá e manipulam a miséria por meio da cotação da bolsa de valores. A verdade é que os chocólatras do mundo não conhecem a realidade e o sofrimento dos cacauicultores do mundo. E aqui a realidade não é diferente, sempre houve um abismo social entre o trabalhador e o casarão. A reforma agrária realmente vem mudando este cenário, mas esta longe de uma situação sustentável e para tal é preciso que haja uma mudança de mentalidade assim como uma postura mais humana por parte dos que dirigem as instituições, principalmente as de crédito.
    Imaginar que os cacauicultores de hoje, da era digital, venham a ser idealistas é exigir muito. Primeiro não existe tradição, a cultura do cacau esta passando por um verdadeiro choque de resistência: perseverança e preços justos.
    Não consigo entender é o apelo para o reconhecimento? Quem deve reconhecer o que? Afinal que tem que reconhecer os nossos trabalhos somos nós mesmo, produzindo alternativas e agregando valores aos nossos produtos. Não devemos fazer uma leitura vertical baseado em um exemplo isolado como o de João Tavares, há um leve percentual de produtores que tem o seu perfil. O que a cacauicultura precisa é encontrar soluções palpáveis para a produção e produtividade de nada adianta ter preço e propaganda se não existe produto? Precisamos sim agregar valor material à semente com alternativas reais que se adéqüe as exigências do grande mercado consumidor e não um modismo passageiro de um mercado seleto que adquire a marca e não o produto. Quem domina o mercado de compra e vendas de cacau jamais vai se sensibilizar para reconhecer valores culturais e histórico, pagando um preço melhor, a última palavra é do capital.
    Enquanto isto gramado é a capital do chocolate sem plantar um só pé de cacau.
    Ed Ferreira

  2. Caríssimo Ed,

    Acho uma excelente reflexão, e de suas correções, você sabe que são sempre bem vindas.
    Me permita algumas rearfimações, eu diria mais simbólicas que técnicas ou explicativas.
    Quando eu digo que nasceu “ecológica”, expressão que deveria estar entre aspas, eu me referi comparativamente a outras monoculturas. Compare as roças de cacau com o milho americano, ou a soja, o café e a cana-de-açucar brasileiros, por exemplo.

    Você está corretíssimo ao afirmar que a proteção das árvores foi acidental”, e que houve a super exploração de madeiros nobres, catados em toda essa região, também a introdução da eritrina, que ganhou até o alto das serras de Coaraci e Itajuípe, e as tantas lavouras que não seguem o padrão agroecológico mais tradicional da cabruca, ou seja: Cacau orgânico sombreado por diversidade de árvores nativas.

    De fato, a cabruca não é mais a floresta, mas é sua melhor imitação em termos de monocultura. E quanto à agregação dos valores da biodiversidade, eu devo te corrigir. Na prática a lavoura do cacau protege milhões de árvores da mata atlântica, e uma das melhores pesquisas que eu já vi da UESC, de autoria de Débora Farias, confirmou que as cabrucas é nicho de um grande número de espécies, a exemplo de pássaros e morcegos, e que ela funciona como um combertor ajudando a proteger a mata atlântica das influências externas.

    Preciso pesquisar melhor essa estrada de migração planetária do cacau para que meu texto não seja desorientador dos fatos. Mas ainda que o cacau tenha sido cultivado em outros países da américa latina, concorde comigo que fomos nós que apostamos nela primeiro, e que alcançamos os melhores resultados.

    Um terceiro ponto que voce coloca é pertinente. tenho lido sobre isso, sobre os acordos de origem, exclusão do tráfico de pessoas e exploração de trabalho infantil nas lavouras africanas. Mas o problema aí não é do cacau, mas eu concordo com você que seja do comércio que manipula a miséria, e que também, pouco se importa com os recursos naturais.

    Adoro essa frase: “A verdade é que os chocólatras do mundo não conhecem a realidade e o sofrimento dos cacauicultores do mundo”.os naturais.

    Eu vejo idealismo em produzir cacau associado a ecologia, fazer chocolate, reinventando a roda, superar as pragas com tecnologias de ponta e voltar ao cenário mundial de cara nova com um produto certificado, e diferenciado, que agrega na sua origem a defesa da biodiversidade e da justiça social.

    A defesa da biodiversidade e da justiça social no campo são as bandeiras do novo ciclo do cacau, mas fica difícil caminhar sem apoio do governo e com os preços pagos pelo nosso cacau. Em 2010 tivemos a melhor produção desde a crise da vassoura, mas 70 reais uma arroba, meu caro amigo, é trabalhar para os gringos por pura filantropia, isso sem falar na dívida.

    Voc ê que o Marcos Luedy pediu um emprétimo de 70 mil, e mesmo renegociando e pagando, ficou um saldo de 700 mil. As palavras dele: “É como se o banco chamasse a gente e dissesse: não se jogue do décimo andar do prédio, temos uma proposta para amaciar sua dívida: se jogue do oitavo”.

    Quanto a propaganda, você sabe melhor que é que é alma de qualquer negócio. Saber se promover é um tema atual no Brail, pois segundo os especialistas quando a econômia cresce tem que crescer junto com ela, a propaganda. É isso que estamos fazendo aqui, juntos.

    Valeu demais nosso pequeno diálogo Blog do Gusmão – Acorda Meu povo – Photossíntese. Nós estamos caminhando, uma batalha aqui e outra alí, espero sinceramente que o cacau e a mata atlântica sejam partes importantes do desenvolvimento do sul da Bahia e do nosso legado cultural para as futuras gerações.

    Valeu

    Paulo Paiva

  3. Pensando sobre commodities

    Há coisas que precisamos ficar atentos ao que está a acontecer na Bahia. Há aqueles que querem o desenvolvimento sustentável, há aqueles que tentam impedir por razões políticas e há aqueles que, o quanto pior, melhor.

    Vejamos resumidamente o que está a acontecer na Bahia. Ela tem um portfólio de commodities impressionante; nas alimentícias, quando não é a primeira, está entre os cinco estados mais produtores do país, por exemplo: soja, milho, algodão, cacau, celulose, seringa, mamão, melão, laranja, café, uva, manga, cebola,cana, dendê, coco, maracujá…

    Nas minerais temos: ferro, bauxita, vanádio, níquel, ouro, diamantes, esmeraldas, salgema, talco… Nos minerais raros, a princípio temos duas minas descobertas; Barreiras, tálio; Jequié, cerio. Ainda nas commodities minerais, temos a retomada de exploração da Bacia do Recôncavo e gás, no campo de Manati; mais o potencial de petróleo a ser explorado nas bacias em terra bem como Camamu-Almada e a Bacia do Jequitinhonha.

    No setor industrial, temos a Região Metropolitana e a segunda região mais industrializada ficando com o extremo-sul. Segundo o Estado de São Paulo, numa série de reportagens sobre o NE, haveria mais de trezentos protocolos de intenções de algumas empresas que querem se instalar aqui. Para algumas regiões do estado, de setores produtivo, algumas como Ducoco, Maguary, já estão; chineses e coreanos virão.

    Há, também, a pecuária; temos nós, o sexto rebanho e a terceira produção de leite do país, assim como o primeiro rebanho ovino. No turismo, ficamos atrás de SP e RJ. Tudo isso é muito bem vindo e precisa ser bem elaborado para que se traga desenvolvimento com sustentabilidade e melhor distribuição de renda, para que não se repita em nosso estado, os modelos de sociedade que tivemos com o açúcar e o cacau. Ou seja, o velho modelo oligárquico de concentração de renda, baixa escolaridade e feudos políticos.

    Há um grupo de neozelandeses no sudoeste, que já deu um ar diferente a tudo isto; eles moram na fazenda, os filhos estudam com os filhos dos empregados, com escola bilíngue e já produzem 50 mil litros de leite dia e pretendem chegar a 150 mil litros dia. Se outros chegarem, haverá mais produtividade, haja vista o know how deles. A NZ é do tamanho do RS e produz quinze bilhões de litros de leite por ano. Espero que se eles não conseguirem isto, uma vez que disseram que o sudoeste pode produzir mais, uma vez que, a hectare é três por um relação a NZ, possam alcançar metade.

    O que quero dizer com tudo isso? Além da necessidade da agroindustrialização e não apenas exportar in natura, pois sabemos que isto é suicídio, está aí o exemplo do cacau, a Bahia apenas com a maioria das commodities in natura, está a crescer economicamente. Para se ter uma ideia, na safra de 2010, o oeste produziu mais de três milhões de grãos. Para 2011, a perspectiva é de mais de seis milhões e um faturamento de sete bilhões. Isso certamente gerará: continuidade da construção civil em Salvador e no interior, empregos, viagens, bens de consumo duráveis e não-duráveis, faculdades, enfim, haverá uma uma injeção de dinheiro considerável, apenas do setor de cereais do oeste, investindo dentro do estado.

    Isto significa que a Bahia está enriquecendo. Logo, a briga política será mais intensa, mais destrutiva. Não sei se já foi percebido, mas a Globo já começa a transmitir sempre imagens negativas da Bahia. Quando do período do carnaval, ela queima; ao longo do ano, mostra imagens sempre negativas.

    A Rede Bahia escolhe a dedo reportagens negativas para mostrar sobre o estado, isso acaba interferindo no turismo baiano. A Globo é uma emissora comercial, logo, seus interesses são comerciais, então não há interesse de ela mostrar o carnaval baiano, haja vista transmitir o carioca e ter seus interesses naquele estado e seu bairrismo inconteste.

    No plano estadual, as reportagens negativas geram expectativas de o carlismo voltar ao poder, pois mostrar imagens negativas sempre, haja vista a Rede Bahia pertencer à família, torna-se uma maneira de manter vivo o grupo. O DEM está a diminuir, por conta de forças políticas. Se cai na Bahia, provoca efeito dominó em todo o NE. Logo, fortalecer o DEM para sobreviver no NE, é fortalecer as velhas oligarquias e, para isso, a Bahia será usada como foi o Rio de Brizola, ou seja, imagens negativas sempre que agradem à Globo bem como ao grupo baiano que perde espaço. É o jogo político perverso que perdemos todos os baianos, infelizmente.

    Mas o resultado disto tem consequências funestas para o estado, cai o turismo e não atrai investimentos como se deseja. O que ocorre com o Porto Sul é emblemático. Há uma série de obstáculos, mesmo sabendo que não é apenas uma empresa a ser beneficiada, mas todo o oeste e sudoeste baiano para escoar nossa produção e com isto continuar gerando emprego e renda, pois assim funciona uma cadeia econômica bem estabelecida. Por outro lado, os sistemas cabruca e agroflorestal recuperam consideravelmente a Mata Atlântica, na medida em que muitos estão retomando o cultivo do cacau. Claro que há o sistema irrigado no extremo sul, mas o fato é que há lugares na região que o cabruca é insubstituível. O que quero dizer com tudo isto?

    Que na medida em que a Bahia for melhorando economicamente, mais ferozes e maléficas serão as disputas políticas, pois é o potencial de um estado que, de sexta, poderá vir a ser a terceira ou quarta economia do país. Então, o jogo que já é pesado, aumentará. É preciso que cada vez mais nos tornemos esclarecidos acerca disso.

    Não podemos perder esta oportunidade de nos desenvolvermos por conta de intrigas políticas, seria um absurdo. É preciso compreensão e esclarecimento acerca de nossos potenciais; nos dias atuais, nossas commodities/riquezas que a princípio têm donos, mas nem todas são particulares. Há aquelas que pertencem ao governo e que, são elas governamentais ou privadas, que movimentam nossa economia, nosso sustento, pois é a cadeia econômico-produtiva do estado.

    Com a chegada mais intensa do desenvolvimento, haja vista uma Ásia sedenta por commodities, compreendermos e querermos sustentabilidade é importante. O Porto Sul precisa sair, há interesses contrários para que o projeto não ocorra. Mas o fato é que, não saindo, como ficará o escoamento das produções do oeste e sudoeste?

    Soluções plausíveis seriam: Ir para Goiás e ser transportado pela Norte Sul, que iria para SP, CE, MA ou então iria para PE, para ser transportado por Suape. Ah, mas pode ir pelo Porto de Aratu. Ah, tá, o Porto de Aratu nem as frutas do norte recebe completamente, metade disso sai via PE, haja vista as exportações do Recôncavo e da Região Metropolitana. São coisas que precisamos pensar e atentarmos para interesses políticos que nem sempre objetivam o desenvolvimento do estado, mas por trás, há grupos diversos que pretendem outras soluções. Estamos, na verdade, sendo vítimas da velha política. Infelizmente.

    Vale lembrar que a indústria de construção de estaleiros foi retomada no estado. Em São Roque e Paraguaçu estão sendo construídos dois para a Petrobras e o Porto de Aratu não poderia comportar toda a produção do estado. Teríamos mais um Porto de Santos, com filas enormes de caminhões e vagões de trens para serem descarregados. O que seria sugerido, claro, transportar parte disto para outros estados. É preciso pensar com mais atenção a Bahia que queremos e vermos se os interesses contemplam empregos e geração de renda para o estado ou se são interesses de grupos oligárquicos, melhor dizendo, políticos.

  4. A estrada de ferro, irá modificar o sabor do cacau, pois aonde ela passar, vai ter o pó de ferro que se desprederá dos vagões. Causando um acúmulo de ferro no solo, modificando toda sua estrutura e causando uma modificação no sabor do cacau. Podem fazer uma análise de solo agora, e depois da estrada pronta e transportando o minério, façam outra. Mais um crime ambiental, patrocinado pelo capital. O que me causa grande indignação, é que vão ser gerados menos de duzentos empregos, quando em plena operação do porto sul. Por enquanto, yem sido a salvação de alguns blogueiros que estavam e estão com o pires na mão, para que os idealizadores do porto, “pinguem” umas moedinhas.

  5. Se a bahia ter cacau sempre o mundo vai dar preferencia, devido ao melhor produto final do mesmo,depende da nossa uniâo(missâo quase impossvel) evitar que males avancem contra todos,o social, meio ambiente e a nossa atividade.

  6. trabalhei 30 anos com cacau,sou apachonado por esta lavoura pretendo voutar a trabalha com ela,tenho esperança que opreço melhore e uma cultura que tem um custo alto,com um preço melhor fica bom p/ dus partes patrão e impregado,torso muinto p/ que encontre um produto que combata avassoura com mas efisiecia,dor parabem para anjalo calmom de sá eoutros que não dezestiro.

  7. trabalhei ate os treze anosemjitauna itajuipe uruçuca itabunas
    hoje moro em hortolandia região campinas tividade corretor econstruçao,
    sonho c/ minha baiha e pretendo adiquiri um sitio para prntio de cacau punpunha e café ESTOU ESPERANDO EM
    DEUS
    GOSTEI MUITO DAS IFORMAÇÃO
    OBRIGADO

    CARDOSO

  8. O vídeo mostra como é produzido o cacau utilizado pelas grandes marcas mundiais. O cacau na Africa é produzido com mão de obra escrava infantil. Crianças até de 7 anos de idade, são traficadas e depois vendidas a fazendeiros de cacau.
    Gosto muito de chocolate, mas para consumir chocolate sem peso na consciência, gostaria de saber quais são as marcas de chocolate no Brasil que fazem chocolate com cacau da Bahia. Sabem se tem marcas de chocolate produzidos com cacau da Bahia no Brasil?

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