QUE ENTORPECENTE NOS DERAM?

Israel Nunes.

De Israel Nunes, no facebook

Queria ter um discurso tão bom que fosse como marretada nas consciências.

O povo perdeu a capacidade de se indignar?

Então um feudo familiar se instaura na Secretaria de Saúde de Ilhéus e não fazemos nada?

As ruas seguem entupidas de lixo e sem iluminação, o asfaltamento está decrépito, a merenda escolar de péssima qualidade, a máquina administrativa está inchada e tudo nos parece normal?

Que entorpecente nos administraram?

Enquanto isso, num autismo absoluto, prosélitos do Prefeito engendram candidaturas (candidato vem do latim, “candidus”)…

Que mais novo e potente ópio do povo é esse que nos deram?

A alvorada se passou, com ela o entardecer e o crepúsculo, e continuamos dormindo?

Parafraseando o Manifesto: Ilheenses, uni-vos! Não temos nada a perder, a não ser os nossos grilhões…



7 responses to “QUE ENTORPECENTE NOS DERAM?

  1. Ao cuidado de Israel Nunes: O Povo se indigna sim e tem muitas mais capacidades do que alguns imaginam. Infelizmente “isto” já não vai com discursos, nem com bons nem com maus, aliás, não existem maus discursos, o que é bom para uns, pode ser mau para outros e vice-versa.
    Esse “feudo familiar” na Secretaria de Saúde de Ilhéus e noutras Secretarias, não é de hoje, já aconteceu antes, olhe e se bem se recorda, há 4 anos atrás e também em vésperas de eleições locais, houve “uns acordos especiais” entre a Prefeitura, a mesma casa de saúde (Clínica Vida Medi da Família Lavigne) e toda a População da Zona Sul de Ilhéus, pelo menos é o que na altura anunciavam por meio de propaganda sonora e durante quase um mês (ainda me estou lembrando da “lenga-lenga” dos altifalantes em carros de som, que rodavam durante todo o dia e por toda a cidade), que iriam “trabalhar” para todos como se fosse uma unidade do SUS e/ou um Hospital na Zona Sul, só que e logo a seguir às Eleições Autárquicas, “essa parceria acabou-se, terminou, caiu de podre, deixou de estar válida, já era”… daí pensarmos que o mesmo irá acontecer a breve prazo, logo e a seguir a Outubro próximo, como também poderemos dizer o mesmo em relação ao “feudo familiar” na dita Secretaria.
    Toda a gente sabe que o Governo, Executivo e porque não o Legislativo da Cidade de Ilhéus, não está a ser bem administrado e quem fica sempre a perder com esta situação, é o Povo. O mesmo se indigna, na verdade, mas nada pode fazer (não pode e nem sabe como o fazer), mas para isso temos o Ministério Público, a Promotoria da Justiça, a Polícia Federal e Civil, a Procuradoria Geral da República e muitas outras instâncias Estaduais e Federais para o fazer. Ficamos indignados sim, mas só porque quem o deveria fazer não o faz e nós não o sabemos fazer.
    O único e mais potente “ópio do Povo”, de que sempre ouvi falar e mais precisamente por Mao Tsé Tung, foi o da Religião, será que há outro ainda com maior potência?
    A maioria dos Ilheenses estão unidos, pelo menos é do que me apercebo (unidos também no falar mal de…, algum motivo haverá), daí e mais uma vez (obrigatoriamente) irão votar com a convicção de que estão escolhendo os melhores, só que e como quase sempre acontece, passado pouco tempo, se arrependem do que fizeram, mas infelizmente, já nada há a fazer. Por que é que, aqueles que têm o poder para o fazer, não o fazem? O Povo, de facto, nada tem a perder… e os “outros”, têm?
    Não continuamos dormindo… não, porque quem muito dorme, pouco aprende.
    P.S. Cuidado com “essas marretadas nas consciências”.

    Em todo o caso e para não “fazer desfeita”, aceite os meus agradecimentos e obrigado por “tamanha lucidez”, acima demonstrada.

  2. Ilustre e estimado Israel Nunes.
    Não se pode contestar nenhuma das suas inteligentes e francas colocações. Elegância e comedimento que lemos na sua primorosa redação, nos torna ainda mais em objetos/cidadãos nulos e passivos; porquanto, e, contrariamente; o nosso desejo é o de gritar escatologicamente e a plenos pulmões, todo o nosso repúdio; todo o nosso asco pelo que a administração pública, tomada por uma chusma de “sabidos” incompetentes, nos impõem do alto das suas inatingibilidades.
    Não é ópio não. O que nos imobiliza é a ausência total de respaldo e apoio do que se supõe serem as armas racionais dos cidadãos de bem: A Justiça. Cadê a Justiça? Ela chapada nesse “ópio” figurativista a que atribuis como fator desencadeante à inapetência e apatia que nos imobiliza enquanto do povo? Ainda nos resta o arbítrio do voto; se é que ate lá, eles ainda não tenham conseguido privilégios e prevalências sobre esse recurso constitucional do povo. Do jeito que vemos crescer a impunidade dos poderosos em nosso país, podemos imaginar, sem exageros, que aqui tudo é possível! Ou não?
    Considerando a suposta religiosidade dos nossos governantes e a nossa fé inabalável de que nada impossível ao poder de Deus: vamos orar:
    “- Senhor todo poderoso! Há 2 anos o Senhor levou meu cantor favorito Michael Jackson! Meu locutor favorito Lombardi! Meu ator preferido Patrick Swayze! Levou minha cantora favorita Amy Winehouse! Esse ano o senhor já levou os não menos favoritos Wando e a Whitney Houston! E por último, o inesquecível Chico Anísio, meu humorista favorito!
    Quero lembrar ao Senhor que meus políticos favoritos são:
    José Sarney, Fernando Collor, Ideli Salvatti, Tarso Genro, Olívio Dutra, José Dirceu, Antonio Pallocci, José Eduardo Cardoso, Aluísio Mercadante, Guido Mantega, Michel Temer (menos a mulher dele), Demóstenes Torres, Garotinho e todos os políticos, assessores e lactentes que estão pendurados, ocupando ociosos, cargos no Palácio Paranaguá e seus anexos. Não esqueça nenhum, viu? Só os parasitas!”“. “Por favor, coloque-os na ordem de Sua preferência.”.
    Amem!

  3. Prezado Colega Israel, ao ler sua carta de repúdio achei oportuno reproduzir o comentário que fiz a poucos dias neste mesmo canal na matéria PREFEITURA DE ILHÉUS PODE SER MULTADA EM R$ 500 MIL POR DESCUMPRIR ACORDO, naquela oportunidade desabafei: “Sim, nós temos um monte de apadrinhados compondo os quadros do funcionalismo público municipal. Por aqui, como em tantos outros cantos do Brasil, basta fazer as “amizades” certas e pronto, tá aqui sua cadeira, advogados viram procuradores,médicos e administradores, secretários e subsecretários e por aí vai… olhe que nem quero falar sobre as contratações dos prestadores de serviços e seus conchavos políticos, isso é tema do fantástico! Agora a coisa fica preta mesmo é quando gente desprovida de qualquer capacidade técnica passa a exercer relevantes cargos públicos porque representam no jogo político peças chave. Chamadas de “lideranças” essas pessoas assumem postos sem nenhum comprometimento e fazem de seus subordinados como faz o aluno amigo do CDF nos colégios da vida, responde pra mim aí que o trabalho é em dupla… Isso quando não pedem para outro assinar a lista de chamada. Reproduzindo parcialmente o texto todos sabem e fingem não ver que existe sim um “grande número de contratados e comissionados que exercem cargos específicos, mas não possuem qualificação.” E neste ponto, onde já começam a aparecer pelas ruas as bandeirolas partidárias, é que cabeças devem rolar, como já estão rolando, afinal, as coligações precisam ser feitas para se tentar manter o poder do governante de situação. E rolarão sempre, porque de outra sorte, havendo mudança no cenário político novos (ou velhos) “personagens” devem se apresentar, pleiteando e se sentindo merecedores de tais “vagas” como verdadeiros soldados sobreviventes de guerra, orgulhosos pelas medalhas de combate. Como foi dito em filme o sistema se reorganiza. A arte imita vida, ou seria o contrário?! Não sou nenhum cientista político mas é fácil notar que entre os critérios adotados pelo funcionalismo público municipal, ser qualificado ou não é segundo plano. Poucos se salvam, alguns são inclusive meus amigos e nestes credito o que me resta de admiração e respeito diante de um todo contaminado. Salutar é ressaltar que precisamos restringir essa discricionariedade política que afronta a legalidade quando se fala em contratação. A Constituição que implementou o concursos público neste país e prega em seu art. 37 os princípios norteadores da administração pública não pode continuar sendo ignorada pelos nossos governantes, que fazem de seus mandatos trampolins de ascensão social e econômica, passando sempre longe de responsabilizações como essa perante o MPT. Desculpe o desabafo, mas ao ler a reportagem me senti multado, acreditem, estamos todos multados.”

    “O que me preocupa não é o grito dos maus e sim o silêncio dos bons.”

  4. Muito bem colocado todos os comentário. Mas o que estamos mesmo precisando não são colocações somente pra blog ver, precisamos colocar isso nas ruas e lutar para que nas próximas eleições não cometemos o mesmo erro.

  5. Sr. Israel,

    O senhor tem razão quando afirma que o ilheense perdeu a capacidade de se indignar. Suas palavras são belas e sábias. Vejo o seu esforço para demonstrar que é diferente. Mas a mulher de Cézar não deve apenas parecer honesta, deve provar de fato que o é. Assim é preciso ter o cuidado de, em tentando fazer crer ao eleitor que és diferente, terminar por cada vez mais ser semelhante aos demais, com os quais gostaria de estabelecer profundas diferenças.
    Leio seus artigos profundos, reflexivos e vejo que suas atitudes podem trair suas palavras. Tenho tudo guardado, uma verdadeira coletânea que, tanto eu como outros, devemos estar colecionando. Suas análises sobre o atual governo, sobre a questão do ficha limpa, as insinuações sobre terceiros candidatos como o ex prefeito, entre outras, causa-nos a sensação de esperança, ora dilacerada pelas novas declarações, em que assume a possibilidade de ser vice e, permita-me o trocadilho, servir-se da humilde ignorância do eleitor com baixo nível educacional, como o senhor mesmo proclama, para entregar-se ao que antes parecia estar combatendo. O governo de Carmelita é o mesmo corrupto que o senhor tanto acusou e o ex prefeito é o da mesma história que é largamente conhecida. De modo que sou obrigada a concluir que o senhor é diferente sim, posto que mais semelhante aos iguais do que os que aí estão a nos decepcionar.
    Mas como se vê o senhor, também, já tem uma conta para depositar a responsabilidade pela sua decisão:” Sou homem de partido, e a decisão que o partido tomar eu não terei dificuldade de cumprir”, tens dito. Pois bem, o decisão que parece ainda será tomada, o senhor já conhece e joga bem com as palavras, como qualquer outro político. Quer dizer, nem foi preciso, ainda, ter mandato, o senhor já é mais um e não o próximo político comum. A propósito, seria importante que vossa senhoria apresentasse seus relevantes serviços prestados a esta comunidade, para que diante dessas credenciais pudéssemos julgar o seu pedido de voto.
    O Senhor é realmente diferente, torna-se igual mais rapidamente!
    Não me leve a mal, trocando em miúdos, jogando mais um pouco com as palavras, o que parece ser sua especialidade, facilmente desestruturará as aqui escritas. Porém, no subconsciente elas permanecerão como um fantasma a atormentá-lo e o julgamento público, futuramente, será impiedoso, tanto quanto como costumas fazer.

  6. esse Israel e´ o mesmo que disse poder apoiar de Camelita a Jabs. não estou vendo coerencia entre o texto e o que falou no Jornal BAhia Online de Maron.

  7. Entorpecente droga que traz sofrimento e constrangimento. De forma analógica das coisas, o tratamento está na coerência, na atitude de quem dependente não consegue enxergar o próprio futuro, dando a entender que o remédio indicado proposto, mesmo indo de encontro ao declarado antes ,a princípios deva ser considerado doutrinário. (“Procurador & procurado”).
    A ausência de liderança, projeto e viabilidade política apesar de uma grande trajetória e história, parece não ser o objetivo para uma cidade importante e que agoniza e padece ha 20 anos.
    É um bom e oportuno momento para se construir uma liderança orgânica de passado e presente limpos, capaz de:Doutrinar, incentivar, motivar, atuar, mostrar caminhos, promover militâncias , acreditar, questionar como todo bom líder e homem que se preza, respeita e determinado como todo “paciente” na busca da cura.

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