INDÍCIOS DE PLÁGIO E FRAUDE NO ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL DO PORTO SUL

Márcio Filho: biólogo.

Em primeira mão.

Cada vez mais, o projeto do Porto Sul vai se tornando inexequível, graças à incompetência técnica dos seus propositores.

No dia 30 de maio, o Tribunal da Contas da União determinou a realização de estudos de viabilidade técnica, ambiental e econômica, tanto do Porto Sul como da Ferrovia Oeste Leste. A informação foi publicada com exclusividade por este blog (clique aqui).

A decisão do TCU evidencia a possibilidade de suspensão das obras da FIOL, nos trechos diretamente relacionados com a interligação ferroviária ao Porto Sul e ao Terminal de Uso Privado, a partir de Caetité.

Após as exigências do TCU, surge uma denúncia gravíssima que pode travar ainda mais o licenciamento.

O biólogo Márcio Luiz Vargas Barbosa Filho acusa as empresas Hydros e Orienta, responsáveis pela elaboração do estudo de impacto ambiental do Porto Sul (alternativa locacional Aritáguá) de terem cometido plágio (crime).

Em 2007, Márcio Filho publicou um artigo de iniciação científica, na revista Boletim Técnico-Científico da Cepene (Centro de Pesquisa e Gestão de Recursos Pesqueiros do Litoral Nordeste). O texto enfoca a dinâmica dos barcos de pesca de Ilhéus, e utilizou dados colhidos em 2005.

Na última semana, Márcio Filho ao ler o estudo de impacto ambiental, encontrou 16 trechos do seu texto copiados, sem a identificação do verdadeiro autor.

O biólogo afirma que além do plágio, as empresas Hydros e Orienta utilizaram os dados que ele colheu em 2005, relacionados aos barcos de pesca de Ilhéus, como se fossem de 2011, fato que subentende a possibilidade de fraude.

Ele também concluiu que apesar dos barcos de pesca de Ilhéus terem tecnologia limitada, mesmo assim, conseguem se distanciar até certo ponto da costa, levados pela experiência dos pescadores. Já o estudo de impacto ambiental afirma que os barcos navegam apenas na parte do litoral em que estão sediados. 

O EIA/RIMA afirma que o empreendimento causará impactos negativos na atividade pesqueira. A interpretação da Hydros e da Orienta é encarada como uma forma de restringir as compensações apenas aos proprietários de barcos sediados na zona norte de Ilhéus (local do empreendimento), pois dá a entender que as embarcações de outras áreas da cidade não pescam no litoral norte, por não possuírem equipamentos de navegação.

Marcio Filho, que faz mestrado em Zoologia, encaminhou sua denúncia ao Ministério Público Estadual. O promotor Yuri Lopes de Mello, especializado em meio ambiente, recomenda ao IBAMA, a realização de novos estudos referentes à totalidade do meio socio-econômico, e de novas audiências públicas, caso as fraudes e o plágios sejam comprovados. O promotor também recomenda a utilização de ferramenta para investigação de plágios, em todo o EIA/RIMA do Porto Sul.

O Blog do Gusmão gravou entrevista com o biólogo Márcio Filho. Veja o vídeo. Logo abaixo, o amigo visitante poderá ler a relação dos supostos plágios encontrados no EIA/RIMA.



8 responses to “INDÍCIOS DE PLÁGIO E FRAUDE NO ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL DO PORTO SUL

  1. Se a falta de ética já começou desde o estudo de impactos ambientais, imagine como será depois se aprovado!!

  2. cambada de sem o que fazer , ficam preocupados com pescadores , com a vida marinha , com meio ambiente com fauna e flora , enquanto isso milhares se rendem ao crime e ao trafico de drogas , a sociedade Ilheense ja não tem nem mais o que fazer para gerar emprego e recursos de fora , a distribuição de renda na região é brutal muitos com pouco e poucos com milhares , deixa essa miséria desse porto vir logo , e deixa ver se vem recursos de fora para essa região assolada por tanta miséria , ta certo o porto não vem pra k mas vai pra outro lugar e vai poluir destruir da mesma maneira então deixa logo vir pra k e fod… o resto e ficaremos em sima deles pra não desgraçar muito a natureza , lembre se que o mundo acaba dia 12 /12/ 2012
    kk

  3. Matéria muito bem feita, obrigada Emílio por estar do lado do bem! O acontecido é um absurdo e não vai ficar assim. Esperamos que a justiça seja feita, e que esse projeto absurdo e que leva’ria a cidade à ruína, seja impedido. A luta continua!!!

  4. E somente agora li o infeliz comentário da infeliz pessoa que nem sequer teve a coragem de se identificar (tamanho é o absurdo que escreveu – e com um português “tosco”, diga-se de passagem). Bom, pessoas desse tipo é que levam a sociedade à decadência. Só pensam no “agora”, sem nenhuma preocupação ou consciência com o futuro do planeta (papel que os biólogos/ecólogos devem desempenhar com primazia (alguém tem que defender o mundo de gente desse tipo, não é verdade?). Mas a ignorância muitas vezes deve ser “compreendida”, o nosso país infelizmente não prioriza a base de uma sociedade bem estruturada, que é a educação. A luta continua!!!

  5. pois é Danny não sou bom com a escrita , não tenho muito estudo só cursei o primeiro grau , enquanto isso fico observando vcs PHDs de mer…falando de futuro sendo que o fator estufa etc , etc é irreversivel pois chegamos a um ponto sem volta , senhor PHD Danny “senhor da voz e da palavra Sanny ” só postei a minha opinião de leigo., enquanto vc quem escreve absurdo aí é que somos minoria moro aqui no bairro nossa senhora da vitoria rua principal n 05 e meu nome é Luciano Emílio teles souza pode vir me fazer uma visitinha traga uma maquina fotográfica que entraremos aqui no bairro e mostrarei pra vc o que é miséria e depois iremos la no vilela , couto entre outros lugares pois pessoas iguais a vc que defende mato e plantas ao invez de defender o interesse do povo que esta fu…vc ta de boa e aqui só eu trabalho para sustentar minha mãe e tres irmãos viu senhor ou senhora PHD de vida boa que estudou eu não tive essa oportunidade que vc teve

  6. let s, comente apenas sobre assuntos que a sua cabecinha tenha um mínimo de capacidade de compreender. Talvez você entenda muito bem de músicas que falam de sacanagem, deve saber de cor todas as novelas da Globo, essas coisas assim que “fazem um bem enorme” pra o progresso desse país. Então, se for seu caso, pense duas vezes antes de comentar sobre algo que está além da sua capacidade intelectual.

  7. Luciao, você está enganado; não sou PHD de nada, e mesmo que fosse isso não diria nada aqui nesta conversa. Por favor, não fale do que não sabe. Se sua vida é difícil, eu sinto muito, mas não será a desgraça da natuerza de uma cidade que irá melhorá-la. A maneira de se pensar em desenvolvimento é partindo da educação, das escolhas certas na época de eleições, discussões nobres, esclarecimentos, coisas desse tipo. O prometido “progresso” que o projeto deste porto traz é pura ilusão, e muitos caem como “patinhos”, como dizem por aí.
    Eu poderia sim te fazer uma visita, com prazer. Poderíamos sentar e conversar sobre vários assuntos de comum interesse, mas no momento estou longe, batalhando também como você, por uma vida mais digna pra mim e pra minha família. Sou uma mãe de 2 filhos e principalmente pensando no futuro deles aqui na Terra, projetos como este são uma ameaça aos meus olhos, mente e coração. Não quero nem pensar em meus filhos viendo num mundo onde a poluição e a falta de respeito à natureza predominam.
    Eu te peço desculpas se você interpretou mal a minha crítica ao seu português – me refiro às palavras que você escolheu, e não ao uso da gramática. Se acreditamos em algo e queremos ser convincentes, temos o dever de ser cuidadosos com os termos que usamos, pois seremos lidos por várias pessoas. É sempre bom fazer uso da gentileza… Mais uma vez me desculpe se me expressei mal na minha crítica.
    Só peço que você reflita no assunto com mais seriedade e sensibilidade.
    Tenha um bom dia!

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