ROUBO DE URNA, AGRESSÃO E POLÍCIA NA ELEIÇÃO DO DCE-UESC

O bicho pegou nas eleições do DCE-UESC.

O que era para ser mais uma eleição tranquila do Diretório Central dos Estudantes da UESC, virou caso de polícia, tomou as redes sociais e pode parar na justiça.

Na última segunda-feira (18), começou a votação para a escolha da nova diretoria da entidade. Duas chapas concorriam. A chapa 1, com candidatos da fração minoritária da última gestão, e a 2, com membros da porção majoritária.

Na terça-feira (19), por volta das 21h, quando a votação estava prestes a ser encerrada, dois integrantes de um movimento interno da universidade, conhecido como Mobiliza UESC, roubaram a urna onde estavam cerca de 200 votos dos alunos de Administração e Ciências Contábeis.

No ato de vandalismo, o estudante que furtou a caixa agrediu a mesária, que prestou queixa por agressão na delegacia da mulher, em Ilhéus.

O ato fez com que todas as urnas fossem fechadas às pressas, levadas sob escolta da guarda do campus e guardadas na sede do DCE.

Três dias depois do acontecido, as urnas ainda não foram apuradas e as duas chapas têm posicionamentos distintos sobre o que fazer.

Em carta aberta divulgada nas redes sociais, a chapa 1 defende a apuração dos votos. Representantes da chapa 2 pedem a anulação do pleito e convocação imediata de outra consulta.

Pesa a favor da anulação o fato de, no momento do roubo da urna, todas as outras terem sido fechadas  fora do tempo previsto para o encerramento da votação e sem que as atas fossem lavradas. Nesse caso, o estatuto da entidade prevê a anulação.

A chapa 1 alega que só necessita nova consulta onde a urna foi roubada. 

A decisão final cabe à comissão eleitoral. O problema é que os comissionários ainda não se posicionaram. A justiça pode ser um dos meios para resolver o caso.



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