“INTELLIGENTSIA CONFINADA”

Por Emílio Gusmão

Não acredito na existência de instituições perfeitas.

Por isso, ousarei lançar uma crítica à Casa dos Artistas, sinônimo de respeito.

Já disse isso na Rádio Santa Cruz: tenho orgulho de ser contemporâneo de Romualdo Lisboa (um gênio) e do Teatro Popular de Ilhéus (grupo de uma dignidade artística impressionante).

Possui grande relevância a iniciativa de levar Teodorico Majestade aos assentamentos rurais, ideia capaz de revolucionar a mente das pessoas, por meio da reflexão e do pensamento.

Há uma constatação inegável: tudo que o TPI faz exprime grande qualidade.

Como provocador, fustigarei um pouco a vaidade de Romualdo Lisboa (apenas dele), às vezes auto-suficiente ao se relacionar com as críticas.

O Improviso Oxente passa a idéia de uma “intelligentsia confinada”, capaz de gerar debates interessantíssimos, entretanto, quase estéreis.

A repercussão das boas discussões tem alcance restrito, mexe com poucas pessoas e poderia render muito mais.

Sugiro algumas ideias: a inserção das comunidades por meio dos representantes das associações, a utilização de um ambiente aberto e a transmissão dos debates pela internet (a casa tem um núcleo de produção audiovisual com equipamentos para isso, se faltar um switch, um smartphone pode dar conta de tudo).

Este blog pode incorporar em sua home o “embed” da transmissão, numa boa, sem nenhum custo.

Essa tendência de segmentação, presente no Improviso Oxente, sugere a opção por uma elite pensante, distante do mundo real, academicismo sem extensão e inócuo ou masturbação intelectual.

Estas são as únicas observações que tenho. Não desejo impor convencimento, mas espero a compreensão que distingue os artistas.

Seria melhor se não fosse tão restrito.



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