EDUARDO ANUNCIAÇÃO: JORNALISMO NO PEITO E NA RAÇA

Eduardo Anunciação.

Quando recebeu o título “Cidadão Ilheense” em 09 de dezembro do ano passado, o jornalista Eduardo Anunciação desabafou: “vivo tão apaixonadamente, tão audaciosamente, tão intensamente, tão ardentemente com a energia do jornalismo político, a política e os livros, que jamais me preocupei com o futuro. É o jornalista se confundindo com a cidadania”.

No dia 08 de outubro deste ano, visitei o amigo e mestre no Hospital Calixto Midlej Filho em Itabuna. Com o rosto voltado para o teto, ele convalescia de uma cirurgia delicada, merecedora de muitos cuidados.

Fiquei surpreso ao saber que mesmo no leito hospitalar, meu amigo Duda não deixou de escrever sua prestigiada coluna para o jornal Diário Bahia.

Com a ajuda de Vanusa, funcionária do impresso, Eduardo não privou seus fiéis leitores e não deixou de externar o que vem da sua natureza, o ofício consubstanciado ao homem, razão dos seus dias (junto com sua família).

Não é só o estilo inconfundível que distingue Eduardo Anunciação de todos os outros. Sua paixão visceral pelo jornalismo não recua nem mesmo com a dor. Sentimento pungente, capaz de se adaptar a um hospital, ambiente triste e inóspito a qualquer sensação de bem-estar.

Ontem Anunciação completou 67 anos. Fui lhe dar os parabéns em sua residência, e percebi que se recupera a passos largos, graças também a Selma (dedicadíssima esposa) e Eduarda (filha super responsável).

Dentre muitos assuntos, Duda voltou a perguntar: “você conhece alguém que possa consertar minhas máquinas de escrever?”

Eduardo Anunciação é o próprio jornalismo.



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