GOVERNO E APPI DIVERGEM SOBRE MUDANÇA NO REGIME JURÍDICO DOS SERVIDORES

Enilda Mendonça.
Enilda Mendonça, presidente da APPI.

Na última terça-feira, 26, a Câmara de Vereadores de Ilhéus aprovou a Lei Municipal 3.654 que altera o regime jurídico dos servidores municipais.

Regidos pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), com a nova lei os servidores passarão a seguir um estatuto que será elaborado nos próximos 180 dias pelo governo atual com a participação dos sindicatos.

O Sindicato dos Servidores Públicos de Ilhéus (SINSEPI), representante da maior parte da categoria, apóia a alteração.

A nova lei desagradou o sindicato dos professores devido à forma como foi aprovada.

Durante pronunciamento na câmara, no dia da aprovação da lei, Enilda Mendonça, presidente da APPI, afirmou que o  governo não permitiu discussão ampla. A Câmara de Vereadores também foi questionada por ter promovido a inversão da pauta. A sindicalista deveria expor os questionamentos da categoria antes da votação da lei. Com a medida, a representante só foi ouvida após a aprovação.

Segundo Enilda, com a mudança os servidores terão direito a sacar todo o saldo acumulado do FGTS. Para ter direito à aposentadoria acima do teto máximo do INSS (R$ 4.157,05) deverão pagar um fundo de previdência complementar.

A sindicalista questiona a capacidade do governo de pagar o FGTS. Afirma que a maioria dos trabalhadores possui em conta muitos menos do valor real que deveria ser depositado. Na visão dela, o fundo de previdência complementar é inviável, pois grande parte dos servidores que recebem vencimentos acima do teto do INSS estão próximos da aposentadoria.

O Blog do Gusmão ouviu o secretário de administração Ricardo Machado.

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O FALECIMENTO PRECOCE DE WAGNER BASTOS

Wagner Bastos.
Wagner Bastos.

Faleceu na manhã dessa Sexta-Feira da Paixão o sindicalista Wagner Bastos, 32 anos.

Nos últimos dias Bastos esteve internado no Hospital Regional de Ilhéus, devido a um problema de saúde não diagnosticado.

Ganhou notabilidade no facebook por denunciar as péssimas condições do hospital. Com o seu smartphone fotografou baratas, banheiros sujos, equipamentos sucateados e questionou a ausência de médicos.

Wagner Bastos era um jovem inquieto, ativista de convicções firmes, combativo, corajoso, extremamente leal e sincero com seus amigos.

Ardoroso defensor da cultura afro-brasileira, desmistificava preconceitos relacionados ao candomblé, religião que se orgulhava de pertencer.

A morte de Wagner abre uma lacuna, pois ele era autêntico, um “malê”, e tinha coragem para dizer o que poucos têm.

Segundo o blog Agravo, o velório acontece na Funerária  São José, próximo ao cemitério da Vitória, na Rua do Café.

Na última segunda, 25, durante participação na Rádio Santa Cruz, Wagner Bastos denunciou o estado lastimável do Hospital Regional. Clique neste link para ouvir.