DIVULGADORES DO TELEXFREE PROTESTAM NA RODOVIA ILHÉUS-ITABUNA

Protesto do telexfree Imagem: Gabriela Caldas/Blog do Gusmão
Protesto do telexfree
Imagens: Gabriela Caldas/Blog do Gusmão

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Na tarde deste domingo (30), divulgadores do telexfree impediram a passagem de veículos na rodovia Ilhéus – Itabuna, em frente à construção do Cidadelle. Eles protestavam contra a decisão da Justiça do Acre, que suspendeu os pagamentos e novas adesões à empresa, por considerar o negócio crime contra a economia popular.

A pista ficou interditada por mais de 1 hora. De acordo com os divulgadores, a decisão é injusta e muitos trabalhadores estão em prejuízo com o bloqueio das contas.

A polícia tentou controlar o tráfego no local, pois o congestionamento estava intenso na estrada. Os manifestantes se recusaram, em determinado momento, a liberar parte da pista, e os policiais anotaram as placas dos veículos estacionados ao longo do acostamento, já que é proibido o estacionamento em BR. 

E NÓS É QUE SOMOS TAXADOS DE BADERNEIROS? FALA SÉRIO VAI!

Por Mohammad Jamal

Um diálogo frutuoso ao telefone; quem sabe, via Voip, adquirido através a Telexe free? Asas à imaginação; nem tão imaginativa, tampouco não muito distante duma realidade inconfrontável. Já vislumbrei pasmo, fatos mais esdrúxulos e inimagináveis que essas cáusticas analogias que vou proferir aqui. Já li sobre dólares nas cuecas! Já li sobre roubo e desvios de dinheiro público sendo, na mídia, teatralmente mimetizado e confundido grosseiramente como ganhos em premiações repetidas na Loto! Ate tive acesso a um trecho do áudio dessa peça levada em Brasília, publicado pela imprensa! Quando perguntado: “_E essa dinheirama toda, de onde veio?”. Resposta dando origem e legalidade à grana: “_Joguei na Loto! Deus me ajudou e eu ganhei dinheiro!”… Aplausos! Ate vi na TV um vídeo onde mãos expertas recolhiam com ágil ergonimicidade alguns maços de cédulas de cem reais, quase as teletransportando para bolsa e bolsos, tamanha a velocidade. E ainda tem aquelas mãos sem digitais papiloscópicas, apócrifas, literalmente invisíveis, telecomandadas à distância via computadores sem IPs! Essas são as piores ratazanas.

 – “Pois é”. _ “Alo… Quero falar com o prefeito.”.

Expeditivo e lesto, eis que acorre o esbaforido prefeito ao telefone:

_ “Oi Deputado Excelência! Que prazer inusitado ouvir a voz de vossa excelência em tão auspicioso di…”. Interrompido e atropelado no discurso babaovista de loas efusivas.

_ “O lha prefeito: a verba que eu estava empenhado em aprovar para a construção daquela ponte aí no seu município, saiu! Foi aprovada hoje!”. Risos fartos…

Ele, o prefeito, entre exultante e efusivo: _ “Que maravilha excelência deputado! Meus parabéns excelência deputado! O senhor foi…”. Mais uma vez interrompido abruptamente por sua excelência, superatarefado e sobrecarregado de compromissos legislativos:

_ “Ora… Parabéns pra nós é claro; foi o que você quis dizer, não? Escuta… Agora dê um tempo por aí antes de começar a ‘aplicar’ essa verba, porque ainda vou trabalhar naquela outra verba pra custear o desvio do rio sobre o qual você vai planejar construir essa ponte, viu?”.

Seria indevido, além hermeneuticamente inadequado, pois conflita à temporalidade presente dos fatos, valer-me dos verbos no particípio passado. Não há dicotomia, tampouco ambivalência, por isso, não cabem nem atendem os parafraseados que exigem indicativos presentes ou, no mínimo, uma forma lexical afirmativa. A política praticada em nosso país entremeou-se, ou melhor, infiltrou de tal forma o tecido do Estado, que já não conseguimos distinguir as fronteiras que deveriam separar um Estado Constitucional independente, livre do poder que lhe submete impositivamente o novo Estado Político Partidário voltado para interesses singulares das oligarquias dominantes. Nesse interstício, tratam o Brasil como rendoso feudo e, ao povo; em corvéia, retribuem com mínimas sobras daquilo que, por desuso e desimportância descartaram por fartos do consumo drenado da coisa pública.

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