O TELEPREFEITO E A ORDEM DO DISCURSO

foto de Thiago blog do gusmãoPor Thiago Dias

Jabes atuou de longe para desocupar a prefeitura. Seus homens limitaram o acesso dos ativistas aos banheiros do Palácio Paranaguá. Representantes da Ordem dos Advogados (OAB) foram impedidos de entrar no prédio, para apoiar a ocupação promovida pelo Reúne Ilhéus.

À distância, o teleprefeito moveu a mola mestra e conseguiu a liminar judicial de desocupação. A força armada do Estado fez o seu papel ostensivo: a PM pressionou e impressionou, apenas com sua imagem à frente do Palácio. É um jogo de xadrez peculiar da política. Os ativistas sãos os únicos limitados aos poderes dos peões, sua única força é a agregação dos corpos , no ato coletivo. Os movimentos especiais são reservados aos poderes instituídos.

Há uma ordem do discurso que atribui sentido legítimo ao papel assinado pela juíza. A mesma ordem está encarnada no oficial de justiça (esse avatar da lei). Não é por acaso que a categoria do documento deferido recebe o nome de “ordem judicial”.

É a marcha da ordem judicial que, corporificada no oficial de justiça, abre alas para o avanço da força policial. O discurso ordenado antecipa a violência e lança os insurgentes num beco cercado por homens armados. Funciona assim: se os ativistas resistem à desocupação, eles estão violando a lei – violentando o estado democrático. Neste caso, não restaria alternativa ao governo. Ignorada a ordem do discurso, os policiais são acionados. Para cessar a violação da lei, a violência se legitima.

Nessa hora, quem vai sobrar de herói, diante da mão armada da lei? Como meu pai sempre diz: “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. 



2 responses to “O TELEPREFEITO E A ORDEM DO DISCURSO

  1. TIAGO DIAS É PT, NÃO TEM CREDIBILIDADE POIS AJUDOU A DESTRUIR AS FINANÇAS DA PREFEITURA DE ILHEUS.
    FORA DILMA E TODOS DO MENSALÃO.

  2. São umas gracinhas estes teóricos do PT.
    Pois é, já tem até isto.
    Se para trabalhar eles não têm vigor, força e disposição, para teorizar eles não têm nem conhecimento, nem preparo e nem credibilidade.

    São uns embustes.

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