“A MINHA POLÍCIA NÃO SE OMITIA”, ADMITIU FLEURY

População acusa Fleury.
População acusa Fleury.

Nessa manhã (30), no segundo dia do julgamento sobre o massacre de 111 detentos do Carandiru, o  ex-governador de São Paulo,  Luiz Antônio Fleury Filho, voltou a prestar depoimento. 

Mas o ex-governador não é réu no caso. O júri decidirá sobre a culpa dos policiais militares que dispararam contra a massa humana. Em seu depoimento, segundo a Folha, Fleury voltou a legitimar a ação da polícia: “a entrada da PM no Carandiru foi necessária”. 

O depoimento do ex-governador durou menos de 20 minutos. No final,  um jurado lhe perguntou se houve excesso da PM. Fleury Filho se negou a responder, alegando que não teve acesso aos autos do processo.

O massacre do Carandiru ocorreu no dia 2 de outubro de 1992. Luiz Antônio Fleury Filho era governador de São Paulo na época, mas nega ter ordenado o massacre. Ele estava em viagem ao interior de São Paulo. “Não dei a ordem. Mas se estivesse no gabinete e tivesse todas as informações que tive, teria dado a ordem. A minha polícia não se omitia”, admitiu Fleury. 



Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *