BRASIL ASSUME PADRÃO DE POLUIDOR DE 1° MUNDO, DIZ AUTOR DO IPCC

Chefe do Centro de Ciência do Sistema Terrestre do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
Chefe do Centro de Ciência do Sistema Terrestre do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Do site Eco

Muitas vezes progresso não rima com desenvolvimento sustentável e preservação ambiental. Só nos últimos cinco anos, o Brasil assumiu um padrão de poluidor de primeiro mundo, explicou José Marengo, um dos autores do Quinto Relatório de Avaliação (AR5) do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

Com a redução dos índices de desmatamento, a maior causa de emissão de gases de efeito estufa do país agora é decorrente da queima de combustível fóssil, especialmente da frota de veículos automotores que circulam pelas cidades brasileiras.

“Nos últimos anos o desmatamento da Amazônia diminuiu bastante, mas a frota de carros aumentou. O que coloca o Brasil como um país poluidor como no primeiro mundo é a queima de combustível fóssil, diesel, geradores e veículos. Acho preocupante porque sempre criticamos os países desenvolvidos por isso. A única forma de mudar é favorecer o transporte público decente”, afirmou o chefe do Centro de Ciência do Sistema Terrestre do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Marengo apresentou em um seminário no Rio de Janeiro na sede do Centro de Informações das Nações Unidas, nesta terça-feira dia 8 de outubro, os principais resultados do “Resumo para Formuladores de Políticas” (Summary for Policymakers) do AR5.

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