ENTREVISTA: VEREADOR CARLOS COELHO É AMIGO DE AZEVEDO E ACREDITA NAS BOAS INTENÇÕES DE VANE

Carlos Coelho.
Carlos Coelho.

Em fevereiro desse ano, o vereador Carlos Coelho (DEM) foi afastado da função e deu lugar ao seu suplente Solon Pinheiro (DEM).

Acusado de ter cometido crime eleitoral, o médico Carlos Coelho recorreu da decisão judicial e no dia 19 de setembro, o Tribunal Regional Eleitoral decidiu pela reforma da sentença e retorno do vereador, que tomou posse no último dia 03. 

Em entrevista a este blog, concedida ontem (quarta, 09), o parlamentar minimiza as denúncias feitas por Solon Pinheiro e fala do seu retorno ao legislativo itabunense. As contas de 2011 do ex-prefeito Capitão Azevedo e a gestão de Claudevane Leite também foram tratadas.

Blog do Gusmão – O juiz da 28ª Zona Eleitoral de Itabuna, André Dantas Vieira, decidiu pela perda do seu mandato em processo de abuso de poder econômico e compra de votos. O senhor realmente cometeu algum crime eleitoral para que isso acontecesse?

Carlos Coelho – Eu não cometi nenhum crime eleitoral. A prova disso está na reforma da sentença que aconteceu agora.

BG – Já que não cometeu nenhum crime, baseado em quais indícios Solon Pinheiro afirmou que o senhor não reduziu sua carga horária de trabalho na Maternidade Ester Gomes? Segundo ele, o senhor realizou cirurgias em troca de votos.

Carlos Coelho – Eu nunca soube que esse moço tivesse exercido qualquer cargo de diretor de recursos humanos na Maternidade Ester Gomes. Eu sou médico prestador de serviços nessa Maternidade. Sempre atendi as pessoas carentes e nunca pedi nenhum voto lá dentro. Eu costumo atender um pedido que minha mãe me fez, para que eu atendesse as pessoas mais pobres e nunca deixasse uma mulher morrer de parto. Isso eu sempre fiz e vou continuar fazendo até o último dia da minha vida.

BG –  Após sete meses afastado, qual a sua postura em relação ao governo Vane?

Carlos Coelho – A minha postura é a de quem vai exercer o mandato visando o melhor para Itabuna. Vane é uma pessoa de bem e eu desejo que ele faça uma boa administração. Eu acredito muito na postura dele como homem público e tenho certeza que ele vai se dedicar muito para melhorar nossa cidade.

BG – Por que o senhor decidiu não aceitar o gabinete que foi do vereador Solon Pinheiro?

Carlos Coelho – Esta é uma informação equivocada. Eu assumi essa sala após ter sido eleito e quando fui afastado entreguei as chaves a ele. Agora eu retorno para essa sala, que pertenceu à Câmara Municipal. Onde for determinado que eu fique, eu estarei. Foi determinado que eu retornasse para essa sala e aqui estou.

BG – O ex-vereador Solon Pinheiro afirmou que aprovaria as contas do ex-prefeito Capitão Azevedo. O senhor pretende aprovar também?

Carlos Coelho – Ainda não tenho nenhum conhecimento acerca das contas do ex-prefeito Azevedo. Vou resolver isso quando avaliar as contas e vou agir com a minha consciência. Eu sou amigo de Azevedo há muito tempo, mas não há razão para que eu faça pré-julgamento de suas contas. Fico chateado quando algumas pessoas imaginam que eu posso votar contra ou favor, pois não é essa a minha postura. Meu voto será de acordo com o que houver no processo.

BG – Já que a decisão judicial que lhe trouxe de volta à câmara cabe recurso, o senhor teme que possa perder o cargo novamente para Solon?

Carlos Coelho – Aprendi durante toda a minha vida que só devo temer a Deus e respeitar as determinações dele. As minhas coisas sempre foram entregues a Deus, e ele jamais me colocaria aqui para que eu saísse novamente. Eu acredito que as coisas estejam encerradas aqui, pois não é bom para mim, nem para o senhor Solon. A população não espera de nós uma briga, disputa pelo cargo. A população espera resultado e é por isso que eu estou aqui.

Entrevista: Gabriela Caldas.

Edição: Emílio Gusmão.



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