POR QUE JABES NÃO REDUZ O VALOR DA PASSAGEM? LEIA A RESPOSTA DE UM ANALISTA

Jabes Ribeiro e o deputado estadual Ronaldo Carletto (PP).
Jabes Ribeiro e o deputado estadual Ronaldo Carletto (PP).

A resposta vem de um analista político que viu de perto as dificuldades enfrentadas por Jabes Ribeiro após as eleições de 2006, quando ele foi abandonado pelo grupo do ex-governador Paulo Souto (DEM). O observador prefere não se identificar.

“Hoje, as principais relações de amizade que Jabes possui estão em Salvador, sobretudo no PP. Após as eleições de 2006, ele deixou o DEM chateadíssimo com o ex-governador Paulo Souto. Foi abandonado no meio do caminho, e perdeu as eleições para deputado estadual. Souto nunca confiou nele, por isso, cuidou de fritá-lo ciente de que o eliminaria da política.

Arrasado politicamente, Jabes entrou no PP com um capital eleitoral irrisório que somava pouco mais de 14 mil votos conquistados em Ilhéus (em 2006) por meio do seu eleitorado cativo. Disciplinado e emocionalmente equilibrado, conseguiu a confiança dos caciques e assumiu a secretaria geral do PP na Bahia. Passou a ganhar R$ 8 mil reais por mês. A família Carletto tinha uma desavença com o então prefeito de Ilhéus, Valderico Reis. Isso ajudou Jabes a se aproximar do deputado estadual Ronaldo Carletto (PP).

Jabes fortaleceu o partido no estado, sobretudo no Sul da Bahia, onde arregimentou novos filiados de peso em vários municípios. Nunca esqueceu Ilhéus, mantendo-se presente na discussão política local, por meio de inúmeras entrevistas à Rádio Santa Cruz, por telefone. Entre 2007  a 2009, poucas vezes esteve na cidade. A partir de 2010, passou a visitá-la com mais frequência, já que pretendia ser novamente candidato a deputado estadual. Mais uma vez fracassou, já que a direção do PP tinha outras prioridades: Ronaldo Carletto, Mario Negromonte Filho e João Leão Filho.

Para recuperar seu prestígio, Jabes percebeu que deveria retornar à prefeitura de Ilhéus. A partir de 2011, focou as eleições municipais do ano posterior. Como secretário geral do PP, negociou alianças com outros partidos em cidades importantes, desde que as legendas ficassem livres para apoiá-lo em Ilhéus. Conseguiu 17 partidos e saiu vitorioso. Tudo foi avalizado pelos caciques do PP, incluindo obviamente, Ronaldo Carletto, que além de lhe conceder apoio político, também lhe forneceu apoio financeiro na medida certa.

Dessa forma, se Jabes reduzir o valor da tarifa do transporte coletivo, em Ilhéus, será uma imensa ingratidão com a família Carletto (proprietária da Viametro). Essa família tem uma pegada empresarial muito forte no setor, e, como todo empresariado, encara como grande ofensa qualquer risco ao lucro”.



6 responses to “POR QUE JABES NÃO REDUZ O VALOR DA PASSAGEM? LEIA A RESPOSTA DE UM ANALISTA

  1. Para mim não é novidade, sempre comentei essa pseudo aliança nos blogs, o investidor na politica, querem retorno e vai ser aumento nas passagem, vamos de camelo (bicicleta) povo da nação Ilheense, é saúdavel.

  2. Há alguns meses atrás fiz este mesmo comentário e não fui compreendido, pelo contrário, o meu comentário foi podado. Agora alguém descobriu a pólvora e percebeu os laços que unem o atual prefeito e as empresas de transporte coletivo de Ilhéus, acrescento que o aumento da tarifa está por vir e quando o movimento se retirar da frente da prefeitura e o povo de Ilhéus ficar novamente entorpecido, a troca de favores acontecerá.

  3. Pergunta: De que serve o “Povão” de Ilhéus votar, se e antes delas (as Eleições), já foram feitas “as negociatas” (para o bem de ambos) entre os diversos Partidos e por conseguinte, entre a Classe Burguesa e os Futuros (des)Governantes? (Pelo menos, é o que se depreende da matéria acima). Ai… se o VOTAR não fosse obrigatório no Brasil!!!…

  4. Veto para o projeto que iria fazer justiça aos idosos,entrave ao projeto de transporte hidroviário, que além de desafogar o trânsito, serviria como mais uma ferramenta para alavancar o turismo: Só não não haverá barreiras para o aumento nas passagens urbanas que acontecerá bem mais rápido do que imaginamos.

  5. A informação de que modificar o valor da passagem, poderia gerar demandas judiciais, pela quebra de contrato.Mas e os 10% da frota com ar condicionado, como fica?

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