É PRECISO SER ASSIM ASSADO?

O poeta experimenta as formas do dizer.

Em 1973, o grupo Secos & Molhados lançou um disco homônimo. Nesta obra, a poesia brasileira se revela profunda, bela e crítica. A música Assim Assado é fruto dessa capacidade extraordinária que a humanidade tem para desvelar o mundo. Escute e aprecie a sutileza com que ela mostra o racismo impregnado em nossa sociedade, nesse caso, na violência gratuita do policial contra o velho negro, “porque é preciso ser assim assado”.

PORTO SUL: O CUSTO SOCIAL NÃO ENTRA NA CONTA DO MERCADO

Fonte: A. C. Almuinha.
Fonte: A. C. Almuinha.

Na dissertação Ilhéus: potenciais externalidades do Porto SulAldecy Silva analisa os impactos socioambientais que não são considerados pela lógica economicista quando ela calcula o custo-benefício do projeto.

Segundo essa lógica, a noção de progresso se confunde com o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto). De fato, em termos econômicos, progridem os países cuja produção aumenta. Por outro lado, se o avanço da economia não é acompanhado pela sustentabilidade dos empreendimentos e a distribuição das riquezas, o retrocesso se instala na mesma medida dos impactos socioambientais.

Em sua pesquisa, Aldecy classifica como externalidades do Porto Sul os efeitos virtuais do projeto que não são considerados pelo mercado, mas, que poderão causar danos à sociedade ilheense. Quando um país exporta matéria-prima barata não inclui no valor da sua mercadoria o custo dos impactos socioambientais produzidos em seu território durante os processos de extração e transporte. Esse é um problema histórico do Brasil – relegado, na divisão internacional do mercado, como fornecedor de commodities.

No caso do Porto Sul, Aldecy analisa uma externalidade potencial do projeto com maior atenção. Ela destaca que a rede de serviços de saúde de Ilhéus é precária. Com o fluxo migratório estimulado pelo empreendimento, a população da cidade tende a crescer. Se o crescimento populacional não for acompanhado por uma reestruturação profunda do sistema médico, a distância entre a demanda social e a capacidade de cobertura do serviço aumentará também. 

HOMENAGEM AO AMIGO PAIXÃO BARBOSA

Paixão Barbosa.
Paixão Barbosa.

No último dia 22 de novembro, o jornalista Paixão Barbosa completou 36 anos dedicados à profissão. 

Por José Henrique Abobreira

Ele chegou de mansinho e a todos conquistou com a sua postura simples. De início, ninguém diz que está diante de uma fera do jornalismo baiano, profissional ético, competente, que viveu de perto os acontecimentos políticos da Bahia nas últimas décadas e conviveu ao longo desse tempo com os ícones da política baiana e nacional.

Estou falando do grande amigo PAIXÃO BARBOSA, jornalista e atual Secretário de Comunicação de Ilhéus que completou, na última sexta-feira, 36 anos de profissão, 35 dos quais na cobertura política. Junto ao jornalista e amigo Emílio Gusmão, no Bada Petiscos, erguemos um brinde ao Paixão, em homenagem à sua exitosa carreira jornalística.

VÍDEO: JOVENS ENFRENTAM RACISMO EM SHOPPING

Aconteceu no shopping Parangaba, em Fortaleza. Jovens pardos e negros foram impedidos de andar livremente no templo do consumo. Seguranças lhes seguiam de perto e bloqueavam a passagem.

Diante da escada rolante, homens fardados selecionavam, a partir de critérios escusos, quais jovens podiam ou não acessar o aparelho. Com uma câmera ligada, um rapaz pergunta ao capataz: Hei, senhor, por que eu não posso passar? Eu não tenho direito de ir e vir não?

Antes disso, o mesmo rapaz já tinha sido informado por outro segurança: “estamos obedecendo ordens”. O jovem respondeu: “pois então chame o autor dessa ordem para falar comigo, porque daqui não saio!”.

Na última terça-feira (26), o vídeo abaixo foi publicado no Youtube. Cenas de um Brasil atropelado pela história e dividido pelo ódio racial programado. Há quem argumente: “mas, os seguranças também são pobres e quase pretos”. Convém responder: “se o oprimido não reproduz a ordem do opressor, a programação não está funcionando, eles reinstalam o sistema, substituem as peças”. 

MARCOS GOMES É CONDENADO E ESTÁ FORAGIDO

Marcos Gomes está foragido.
Marcos Gomes está foragido.

Markson Monteiro de Oliveira, o Marcos Gomes, foi  condenado a 17 anos de prisão pelo assassinato do vaqueiro Alecsandro Honorato. O julgamento foi realizado na última quinta-feira (28), em Salvador. O assassino é filho do ex-prefeito de Itabuna, Fernando Gomes, e está foragido. 

Marcos Gomes também foi julgado por tortura, cárcere privado e ocultação de cadáver. Com a ajuda de Ilmar Marinho (Mazinho), ele levou o vaqueiro para local isolado e o matou. O comparsa de Gomes foi condenado a 14 anos prisão em setembro desse ano. 

O crime aconteceu durante uma vaquejada no Haras Redenção (Floresta Azul), em 2006 . Os assassinos renderam Alecsandro e, segundo testemunhas, começaram a torturá-lo ainda diante da multidão. Encontrado numa cova rasa, o vaqueiro chegou a ser enterrado em Itapetinga como indigente. No entanto, denúncias fizeram com que o corpo fosse exumado e, por fim, identificado. 

Com informações do jornal A Região.

CHUVAS NÃO INTERROMPEM OBRA DA CIDADELLE

O cliente Luis Tonim e o engenheiro Rodrigo Belchior.
O cliente Luis Tonim e o engenheiro Rodrigo Belchior.

Apesar das fortes chuvas no sul da Bahia, o cronograma das obras no condomínio Cidadelle House não mudou.

De acordo com Rodrigo Belchior, engenheiro civil do Cidadelle House, os levantamentos realizados pelas equipes topográficas comprovam que não há risco de alagamento e as obras continuarão.

Ontem (sexta-feira, 29), o cliente Luis Tonim Júnior visitou a obra do Cidadelle House. Segundo ele, a rua principal – a mais próxima ao leito do Rio Cachoeira – não tinha nenhum sinal de alagamento. “Saio mais tranquilo. Não foi identificado nada preocupante”, completou. 

Para não atrapalhar o ritmo da construção, durante as chuvas, a Cidadelle determina que o trabalho seja concentrado nos ambientes já cobertos. A estratégia funciona. 

Mostra Natalina Cidadelle

Por conta das chuvas, que causaram transtornos e perigos especialmente para quem trafega na rodovia Jorge Amado, o coquetel de lançamento da Mostra Natalina Cidadelle foi adiado para o dia 12 de dezembro. “A nossa preocupação é também com a mobilidade e o conforto dos nossos clientes. Fizemos questão de entrar em contato com todos para informá-los sobre o adiamento do evento. Para nós, não tem sentido fazer um evento de comemoração enquanto a cidade sofre com muita chuva e se encontra em estado de calamidade”, destaca Martina Teixeira, coordenadora da Cidadelle. 

A exposição de Natal não sofrerá qualquer alteração de data e já pode ser apreciada no Espaço Cidadelle, localizado na Rodovia Ilhéus-Itabuna, das 09h às 17h, até o dia 20 de dezembro. Os participantes podem levar doações que serão entregues ao Instituto de Acolhimento Feminino Renascer e ao Albergue Bezerra de Menezes.