UM NOVO PLANO INCLINADO

"Plano Inclinado" em Salvador. Foto: iBahia.
“Plano Inclinado” em Salvador. Foto: iBahia.

O vereador Cosme Araújo (PDT) estuda a viabilidade de instalar um sistema de transporte “plano inclinado”, para ligar o Alto São Sebastião – Outeiro e a Avenida 2 de Julho, em Ilhéus. Além facilitar o deslocamento, o parlamentar acredita que o aparelho pode incentivar o turismo na área. 

De acordo com Cosme, o plano inclinado também atenderia preceitos da Lei de Acessibilidade.

Para avaliar a viabilidade do projeto, o vereador solicitou estudo técnico da SV Engenharia, empresa especializada nesse tipo de empreendimento.

Cosme Araújo ressalva que, antes de avançar com o planejamento da proposta, deve organizar audiência com os proprietários de imóveis que seriam atingidos pelo empreendimento e toda comunidade local. 

RURALISTAS DOMINAM COMISSÃO SOBRE DEMARCAÇÕES

Agressões racistas contra indígenas marcaram sessão na Câmara Federal. Foto: Renato Santana / Brasil de Fato.
Agressões racistas contra indígenas marcaram sessão na Câmara Federal. Foto: Renato Santana / Brasil de Fato.

Se aprovada, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 215 vai transferir do Poder Executivo para o Legislativo a prerrogativa de decidir sobre demarcações e homologações de terras indígenas e quilombolas, no Brasil. 

Como a bancada ruralista tem muita força no Congresso, transferir a prerrogativa para o Legislativo agrada em cheio a Frente Parlamentar Agropecuária. Por outro lado, indígenas e quilombolas acreditam que a influência dos latifundiários conduzirá o debate para o jogo político, encobrindo sua dimensão técnica, para suprimir direitos de comunidades tradicionais. 

Na última quarta-feira (11), na Câmara Federal, os ruralistas conseguiram maioria na composição da comissão parlamentar que vai analisar a PEC 215. O deputado Afonso Florence (PT-BA) vai presidir o grupo e o deputado Osmar Serraglio (PMDB/PR) será o relator – ele já mostrou-se favorável quando relatou a proposta na Comissão de Constituição e Justiça. Todos os demais integrantes são da bancada ruralista – três vice-presidentes e o relator substituto. 

Segundo Brasil de Fato, a sessão  foi tumultuada. Em atitude arbitrária, pessoas vestidas com camisas da Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária tentaram, em vão, impedir a entrada do Cacique Babau na “Casa do Povo”, e gritaram ofensas racistas contra os índios. A Polícia Legislativa teve que conter o deputado ruralista Luiz Carlos Heinze (PP/RS) quando ele tentou agredir indígenas.

ZÉ DAS CONDONGAS PREFERE PAPEL HIGIÊNICO

Imerso na mediocridade, após abandonar os livros, Zé das Condongas ficou chocado ao ver um publicitário especializado em aritmética (sabe somar como ninguém) ao lado de um caçador de índios.

A cópia mal feita de “Roberto Justus” vendia lenços no facebook. Zé das Condongas não se conteve:

O lenço que vendes é de pano ruim
Não dura um espirro, oh esperteza tamanha!
Sua maior frase é “só penso em mim”
e as vantagens “se dão” à medida da sanha.

ENSAIO SOBRE A VAIA

jamal-padilha-11Por Mohammad Jamal

Tanto na história quanto na biologia; antropologia ou sociologia das antigas populações humanas, jamais me deparei com um estudo que me desse suficiente convencimento sobre a origem da vaia; já que os porquês e impulsos motivacionais que as desencadeiam são facilmente perceptíveis. São nessas ocasiões em que o homem uiva como um lobo faminto; às vezes zurra como um asno no cio. Noutras, vocifera vocalizações ininteligíveis através uma espécie de canto gregoriano diatônico, o que se supõe serem palavras insultuosas contra situações ou pessoas. Como se alguma coisa muito ligada à sua ancestralidade biológica, profundamente resguardada, fosse, de repente, despertada do seu repouso e passividade, transformando-a em uma erupção vulcânica incontrolável, expelindo torrencialmente a sua lava incandescente sob a forma de fragorosa vaia.

Claro que nem todas as vaias remetem um sentimento de repúdio violento na forma gutural de um longo grito, quase uivado. Há vaias e vaias; vaias pelo cântico desafinado; pelo baixo desempenho do stand up de humor que não produziu risos na plateia; Vaias ao atleta de futebol; ao juiz; vaias a oradores ruins; vaias a mentirosos; aos políticos; à polícia, quando exagera na força; vaias aos ridículos; aos sínicos; aos palhaços; aos mensaleiros; vaias aos ladrões, vaias à fome e ao abandono… A vaia é uma linguagem coletiva quase universal; isso porque em alguns poucos países ela inexiste por cultura e/ou regras sociais. Nesses países pré-existem derivações formais que substituem a vaia por linguagens corporais discretas, que dissimulam o repúdio com algum eufemismo e mordaz cordialidade compatíveis com as normas vigentes. Claro, impelidos pelo temor das pesadas represálias do sistema e as consequências advindas das leis que regulam as condutas do indivíduo e das populações como um todo. Nesses casos, “é miocala”! Como acontece em alguns feudos políticos isolados nos distantes sertões brasileiros: no Cariri; de Serra Talhada; Exu; Simão Dias; Taboquinhas… Onde até o peidar dá em bronca feia, quanto mais vaiar. Mas votar marcadinho pode! 

Lembrei-me daquele caso; quando ao amanhecer, após uma noite inteira de intenso amor e lascívia, o parceiro, nitidamente ressentido, reclama: “_ Se você não gostou; tudo bem. Mas não precisava ficar-me vaiando a noite toda!”.

Ela: “_ Não estava vaiando não, amor. É que sou asmática… Estava ótimo!”.

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“MISÉRIA E CALAMIDADE” NA BR-251

O movimento Salve a BR-251 enfrenta uma luta histórica (imagem de protesto na BR-101, em 2011).
A luta do movimento Salve a BR-251 é histórica (imagem de protesto na BR-101, em 2011).

Ontem (sexta-feira, 13), a Associação do Santo Antônio protocolou abaixo-assinado, para solicitar providências ao Ministério Público Federal e à Justiça Federal sobre as péssimas condições da BR-251, no trecho Ilhéus-Buerarema. 

De acordo com Jorge Anunciação, representante dos moradores do Santo Antônio, a situação da estrada é de “miséria e calamidade”. As chuvas que caíram na região ultimamente agravaram o problema. 

No documento protocolado, a Associação afirma que, ao longo dos 41km entre Ilhéus e Buerarema, várias comunidades sofrem com o descaso histórico dos governos federal e estadual. Depois de 40 anos, “a região está cansada de pedir providências aos nossos governantes”, revela o texto. 

O problema gera prejuízos socioeconômicos. Produtores sofrem para escoar a produção agrária e estudantes não conseguem frequentar a escola com regularidade. Para os que trafegam na região, o risco de acidente também é grande. 

JOVEM HOMOSSEXUAL SE MATA APÓS REJEIÇÃO DA FAMÍLIA

Miro Martins / reprodução.
Miro Martins / reprodução.

Na última terça-feira (10), o jovem Miro Martins se jogou do 10º andar de um shopping, em Manaus – Amazonas. Segundo Pragmatismo Político, ele era homossexual e a família não aceitava essa orientação. 

Pouco antes de se matar, o jovem professor de inglês teria se consultado com um psicólogo.

A família usou a internet para lamentar a tragédia.