ILHÉUS: VIGILÂNCIA SANITÁRIA INTENSIFICA FISCALIZAÇÃO

vigilância sanitáriaA secretaria Municipal de Saúde (Sesau) de Ilhéus, por meio do Setor de Vigilância Sanitária,  intensificou ações de controle de qualidade neste final de ano. O objetivo é inibir a comercialização inadequada de alimentos na cidade.

Segundo o chefe do setor, Fabrício Neves, na lista de prioridades estão a rede hoteleira, restaurantes e similares, casas de eventos, supermercados e hipermercados. Esses estabelecimento serão controlados com mais rigor.

Para a população esclarecer dúvidas ou fazer denúncias, a Sesau disponibiliza o telefone 0800-284-6991.

POR QUE RÁDIOS DE ILHÉUS NÃO TOCAM AS MÚSICAS D’OQUADRO?

OQuadro. Imagem registrada por Felippe Thomaz durante turnê da banda na Inglaterra.
OQuadro. Foto: Felippe Thomaz.

Por Thiago Dias

Esta pergunta me inquieta há anos. Em 2012, o lançamento do disco homônimo d’OQuadro agravou a inquietação. Por que uma banda ilheense de sucesso nacional e internacional não tem suas músicas executadas nas rádios da própria cidade?

Desde outubro de 2012, dedico um bom tempo à audiência das rádios ilheenses e nunca ouvi uma música d’OQuadro sendo transmitida por elas.

OQuadro é uma banda de Hip Hop. Não podemos dizer que esse gênero musical está fora do cotidiano das rádios de Ilhéus. Ao contrário, cantores desse estilo gozam de bom espaço na programação, especialmente, os norte-americanos (cujas canções mais difundidas têm forte apelo romântico e sexual).

Cantadas em português agressivo e sofisticado, carregadas de ironia e senso crítico, as músicas do grupo ilheense parecem não agradar quem teria o poder de apresentá-las à população local. Alguém arrisca opinião sobre o motivo?

Rádios influenciadas por grupos conservadores divulgariam uma música como “Tá Amarrado”?  Como elas poderiam propagar o verso “a resistência do Pai de Santo contra o discurso do pastor”?

A poesia d’OQuadro não cabe na programação dos valores hegemônicos difundidos pelas rádios de Ilhéus. O grupo se afirmou e resiste com a força universal da sua obra e o acolhimento daqueles que são tocados por ela. 

JABES PODE RESPONDER NA JUSTIÇA POR “FRACASSO” DA EDUCAÇÃO

Jabes Ribeiro. Foto: José Nazal/Blog Catucadas.
Jabes Ribeiro. Foto: José Nazal/Blog Catucadas.

Em 2013, segundo o Conselho Municipal de Educação (CME) de Ilhéus, cerca de 30 escolas municipais tiveram o ano letivo de várias turmas invalidado, porque não ofereceram as condições mínimas para a realização das atividades escolares. 

O problema afetou principalmente o calendário das escolas da zona rural.  De acordo com Reinaldo Soares (presidente do CME), a Secretaria da Educação de Ilhéus não conseguiu apresentar um plano de reposição de aulas adequado, que pudesse cumprir o mínimo de 200 dias letivos ou 800 horas de aula.

Segundo o relatório-denúncia do conselho, ao contrário do que alega o governo Jabes, a greve dos servidores municipais não tem relação com o problema de boa parte das turmas cujo ano escolar foi invalidado, pois a maioria acumulava defasagem acima de 40 dias letivos até julho, antes da paralisação dos professores.

Outras escolas que também tiveram problemas para cumprir o calendário só iniciaram o ano letivo em outubro. Estas sim foram penalizadas pelos últimos dias da greve (encerrada no dia 07/10/2013). No entanto, de acordo com Reinaldo Soares, a Secretaria de Educação também não apresentou um plano de reposição de aulas  adequado para o caso desses colégios.

Segundo reportagem do Blog Agravo e do Jornal Bahia Online, com a decisão do conselho, o prefeito Jabes Ribeiro (PP) pode responder por ato de improbidade administrativa. Nesse caso, JR teria que explicar à justiça onde e como seu governo aplicou os R$ 27,9 milhões que a Prefeitura de Ilhéus recebeu em 2013 para realizar investimentos no sistema educacional.

NANA FEST ILHÉUS E A SAGA DA MEIA-ENTRADA

Os estudantes se juntaram diante do ponto de venda, para tentar comprar a meia entrada.
Os estudantes se organizaram e conseguiram liminar judicial que garante a venda da meia entrada.

Ontem (sexta-feira, 27), este Blog publicou sobre a determinação judicial que obriga o Nana Fest Ilhéus a vender meia-entrada (confira aqui). Caso descumpram a ordem da justiça, os produtores pagarão multa de R$ 50 mil, o evento deste sábado (28) será cancelado e eles podem ser presos por crime de desobediência. 

Na sexta à noite, Marcolino Reis, representante da União dos Estudantes da Bahia – UEB, nos procurou e descreveu a luta enfrentada por vários estudantes para comprar a meia-entrada do evento: uma verdadeira saga.

Segundo Marcolino, quando os estudantes tentavam comprar os ingressos, os vendedores sempre falavam que a cota de meia-entrada já havia acabado, como se os produtores tivessem determinado uma quantidade diária para a venda deste tipo de bilhete.

Uma garota afirma que foi 11 vezes ao ponto de venda e não conseguiu comprar a meia entrada. Outra, por telefone, ainda teria sido abusada por uma “piadinha” do atendente que, ao ser indagado sobre o ingresso, “brincou”: “meia-entrada não tem, mas tem meia verde, azul, amarela…”. 

Diante das inúmeras reclamações, a UEB conseguiu a liminar judicial, com o auxílio da advogada Lu Cerqueira.

De acordo com Marcolino, a UEB e a advogada vão acompanhar as vendas e avisam: “não é necessário mostrar documentos na compra da meia-entrada, os estudantes devem apresentar a Carteira Estudantil Oficial e o RG apenas na hora de acessar o evento, em um  portão especial”.