MULHER: ESSE ENIGMA

jamal-padilha-1Por Mohammad Jamal

O mundo sem mulheres? Pode ser? Claro que não. Fico pensando e, quanto mais penso, mais concluo pela absoluta incapacidade de existirmos sem a onipresença da mulher. Sem sua “química”, sua mágica, sua metafísica, sua alquimia cósmica, seus feitiços. Dá um frio danado na espinha quando imagino um mundo sem mulher. Um apavoramento indescritível um vazio inenarrável, um pavor. 

Vejam se não estou correto de pensar assim: o homem faz um esforço desgraçado para ficar rico pra quê? O sujeito quer ficar famoso pra quê? O indivíduo malha, faz exercícios pra quê? A verdade é que a mulher é o objetivo maior do homem. Tudo que eu quis e quero dizer, é que o homem vive em função da mulher. Vivemos e pensamos em mulher ou na mulher o dia inteiro, a vida inteira. Se a mulher não existisse, o mundo não teria ido pra frente, evoluído. Homem algum iria fazer algo na vida para impressionar outro homem, para conquistar um sujeito igual a ele, de bigode, peito e sovaco cabeludos, “CC”, chulé e tudo.


Um mundo só de homens seria o grande erro da criação. Não posso me imaginar redigindo inspirado num muso, um poema para outro homem… Arre… Eca. Já dizia uma antiga frase que “atrás de todo homem bem-sucedido existe uma grande mulher”. O dito está envelhecido. Hoje eu diria que “na frente de todo homem bem-sucedido e feliz, existe uma grande mulher”.

É a mulher quem impulsiona o mundo. É ela quem tem o poder, e não o homem. É ela quem decide a compra do apartamento, a cor do carro, o filme a ser assistido, o local das férias, a cor do nosso terno, a nossa loção pós-barba… Bendita a hora em que ela saiu da cozinha e, bem-sucedida, ficou na frente de todos nós homens. E, se você que está lendo este prólogo aqui não for um homem mesmo e não uma mulher; tente imaginar a sua vida sem nenhuma mulher! Imaginou? Viu que pasmaceira? Que fome danada? Pois é!

Para dar suporte a todas essas afirmações incontestáveis (pra uns) vou elencar indubitáveis motivos exemplares pelos quais nós homens tanto nos derramamos apaixonadamente pela mulher, mulher:
-O cheirinho delas é sempre gostoso, mesmo que seja só xampu.

-O jeitinho que elas têm de sempre encontrar o lugarzinho certo em nosso ombro, nosso peito, nossos braços e abraços.

-A facilidade com a qual cabem em nossos braços. O jeito que tem de nos beijarem e, de repente, fazer o mundo ficar perfeito.

-Como são encantadoras quando comem ou limpam os lábios com feminina delicadeza!
-Elas levam horas para se vestir, mas no final vale a pena. Porque estão sempre quentinhas e macias, mesmo que esteja fazendo trinta graus abaixo de zero lá fora.
-Como sempre ficam bonitas, mesmo de jeans com camiseta amarrada com um nó às costas.

-Aquele jeitinho sutil de pedir um elogio. O modo que tem de sempre encontrar a nossa mão. O brilho nos olhos quando sorriem.

-O jeito que tem de dizer _ “Não vamos brigar mais, não é?”. A ternura com que nos beijam quando lhes fazemos uma delicadeza, um mimo. O modo de nos beijarem quando dizemos _ “eu te amo”. Pensando bem, só o modo de nos beijarem já é bastante.
-O modo que têm de se atirar em nossos braços quando choram. O fato de nos dar um tapinha achando que vai doer. O jeitinho de dizerem: _ “estou com saudades”. As saudades que sentimos delas. A maneira que suas lágrimas têm de nos fazer querer mudar o mundo para que mais nada lhes cause dor ou aflição.

Olha; eu ficaria listando motivos o resto do ano e não terminaria por relatá-los completamente. Dê asas à sua intuição e, imaginem outras tantas maneiras e os “porquês” da nossa intratável dependência à mulher, mais ainda quando mãe!

Um grande “amo você” ecoava no fundo da alma dela. E eu dizia: Eu te amo mamãe! Minha mãe tinha a força de uma fragata lutando contra um mar tormentoso. Ela era o meu porto, meu refúgio. Nossas almas se entrelaçavam de tal forma que ninguém jamais conseguiu separa-las! 

Ainda hoje ela está em mim. Meus cabelos estão brancos; ela já se foi para Allàh, mais ainda assim, sinto seu perfume. Fechando os olhos, e vejo-a a minha frente vestida no roupão de seda branco, sentada à sala, esperando-me para enlaçar-me com seu carinho, seu leite, seu amor, sua ternura. Ela me apertava entre seus braços onde eu sumia mergulhado naquele oceano de ternura. Vez em quando ela me dizia ao ouvido: “Ninguém na tua vida te jamais amará tanto quanto eu te amo!”. De fato, jamais encontrei amor assim.

_ “Meu amor… Meu lindo amor… Meu único amor”. Ela era assim, um mar de ternura! Eu adorava quando ela me puxava com suas mãos macias para seu colo aveludado, entre os seus seios brancos como nuvens, onde mamei ate os seis anos de idade. Ali o perfume do seu suor me consolava. Era ali o castelo dos meus sonhos, minha fortaleza inexpugnável; ali eu me sentia protegido e me refugiava das existencialidades e pesadelos de criança e nos delírios das febres quando doente, beirando à morte várias vezes na minha infância e adolescência. Ela nunca me deixou só. Ela era o meu palácio e meu anjo da guarda… Meu céu! 

Um poeta tentando ser romântico e terno com sua musa; escreveu certa vez: “_ Numa mulher não bate nem com uma flor!”. Que estúpido hem? Bater numa mulher com um ramo florido? De Rosa? De jasmim indiano? De Cravo? De Girassol? Que estupidez! Para mim; numa mulher não se bate ou vergasta-lhe os sentimentos sequer com um poema perdidamente impregnado pelo perfume do arrependimento do amor desperdiçado.



One response to “MULHER: ESSE ENIGMA

  1. E eu ainda perco tempo ao ler estas baboseiras… Este cara sei não !!! Meio aboloiado !!! Oxi !!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *