MULHERES PROTESTAM CONTRA A VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA

Imagem da "Marcha das Vadias" em Itabuna. Foto: Zeka/Blog Pimenta.
Imagem da “Marcha das Vadias” em Itabuna. Foto: Zeka/Blog Pimenta.

No dia 1º de abril, para cumprir uma ordem judicial, policiais militares retiraram Adelir Carmen Lemos de Góes (29 anos) da sua casa, em Torres, no Rio Grande do Sul. Ela estava grávida e foi obrigada a fazer um parto cesariano.

Essa foi a terceira gravidez de Adelir. Nas duas primeiras, pariu com cirurgia cesárea. Mas, dessa vez, planejou o parto normal. O Estado não considerou a escolha da mãe.

O caso repercutiu. Conforme o Movimento Mulheres em Luta (MML), essa intervenção (judicial e militar) do Estado sobre a escolha de Adelir reproduziu a violência contra o corpo da mulher e sua autonomia.

Protestos foram marcados em várias cidades. Em Itabuna, o MML vai se reunir em frente ao Hospital Manoel Novais (Rua Santa Cruz, centro), nesta sexta-feira 11, às 15h. Em Ilhéus, o protesto será realizado no mesmo momento, diante da maternidade do Hospital de Ilhéus (Cidade Nova).

O propósito é conscientizar a população de que se uma mulher não pode decidir como dar à luz, ela é vítima da violência obstétrica. Convém destacar que a gravidez de Adelir não era considerada de risco.



Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *