STJ MANDA SOLTAR O CACIQUE BABAU

Cacique Babau.
Cacique Babau.

Em primeira mão

O Ministro Sebastião Reis Junior, do STJ, concedeu habeas corpus em favor de Rosivaldo Ferreira da Silva, o Cacique Babau. A decisão foi registrada no site do STJ às 17h10min dessa terça-feira, 29.

A prisão do líder Tupinambá foi decretada pelo juiz Maurício Álvares Barra, da comarca de Una, no dia 20 de fevereiro. Babau é acusado de envolvimento no assassinato do agricultor Juraci Santana, vítima de uma emboscada no dia 11 de fevereiro.

Na última quinta-feira 24, durante audiência realizada pelas comissões de direitos humanos do congresso nacional, o cacique decidiu se entregar. Agentes da PF o conduziram para a prisão federal da Papuda, em Brasília.

Segundo Jacson Cupertino, advogado que nos passou essas informações, o índio pode ser liberado a qualquer momento.

Tido como “marginal” e “bandido” por segmentos conservadores da política e da imprensa grapiúna, fora do estado Babau agrega cada vez mais apoio de políticos e organizações defensoras dos direitos humanos.

O deputado federal Chico Alencar (Psol-RJ), um dos mais respeitados da Câmara, comemorou a decisão do STJ em sua fan page: “LIMINAR CONCEDIDA! – CACIQUE BABAU ESTÁ LIVRE”.



2 responses to “STJ MANDA SOLTAR O CACIQUE BABAU

  1. Conheço o companheiro Babau e, neste espaço, quero a oportunidade em expressar a admiração pela sua coragem nas lutas por dignidade e justiça em lato sensu, todavia, fico estarrecido com a despolitização da nossa sociedade contemporânea que limita as suas opiniões aos “fardos” desvairados promovidos pela grande mídia e não compreende o verdadeiro sentido da dignidade da pessoa humana.
    A condenação de Babau pode ser interpretada como a manutenção do direito de propriedade na ótica do campo liberal do estado de direito, que consiste na cessão graciosa da propriedade a um grupo privilegiado e, consequentemente, o povo degusta do rigor da lei.
    Parabéns, Babau, pela sua coragem de difundir os princípios de garantia da verdadeira justiça, que, infelizmente, na maioria das vezes, não são atingidos pelo Judiciário, mas absorvidos pelas pessoas que acreditam que “um outro mundo é possível”.
    Somos Solidários!

    *Jorge Axé é co-fundador do Ponto de Cultura Eu Quero Ler (ACAPEB); co-Fundador da Universidade Popular do Sul da Bahia – UNIP; fundador do Ponto de Leitura Varais do Saber Retalhos de Nossa História; Missionário Trinitário.

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