ILHÉUS: DOIS JOVENS DE 15 ANOS ASSASSINADOS EM MENOS DE 48H

Nivaldo Melo. Foto: Vermelhinho.
Nivaldo Melo. Foto: Vermelhinho.

Na quarta-feira (30), Nivaldo Melo foi tomar um suco e comer uma coxinha, em uma lanchonete, no Basílio. O assassino se aproximou e perguntou se ele sabia onde é que vendia drogas. Disse que não. Em seguida, o bandido disparou contra sua cabeça. A vítima morreu na hora. Segundo familiares, lamentavelmente, o jovem tinha envolvimento com o tráfico.

Ontem, no Malhado, durante a Festa do Trabalhador, foi a vez de Felipe. – outra vítima do acerto de contas do tráfico. Ele estava perto do palco e foi baleado na cabeça. Um homem identificado como “Kiko” também foi assassinado, outro ficou ferido.

Opinião do Blog.

Para muitas famílias, o sofrimento é acompanhado pela vergonha de ter um ente querido envolvido com as drogas. Algumas não cobram investigação por medo de expor o problema. Como se os pais fossem os grandes culpados, “que falharam na hora de educar”. Sintoma de uma sociedade que reduziu a complexidade do uso de drogas à repressão.

As vítimas tinham um perfil comum: eram pobres e habitavam as periferias da cidade. Para esses, a presença do Estado é quase sempre mediada pela polícia. A educação pública é precária e não consegue dividir com as famílias a responsabilidade de preparar novos cidadãos.

Lidar com a complexidade do tráfico e consumo de drogas não pode ser competência exclusiva dos agentes das secretarias de segurança. A venda e o uso de entorpecentes são antes de tudo questões de saúde pública. 



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