MORTE DE MANOEL DE BARROS ENLUTECE A LINGUAGEM

O poeta Manoel de Barros faleceu nessa quinta-feira, 13, aos 97 anos. A linguagem declarou luto oficial. Só a rebeldia do poema romperá o silêncio.

Manoel de Barro.
Morreu de manhã: gostava de amanhecer.

Os deslimites da palavra

Ando muito completo de vazios.
Meu órgão de morrer me predomina.
Estou sem eternidades.
Não posso mais saber quando amanheço ontem.
Está rengo de mim o amanhecer.
Ouço o tamanho oblíquo de uma folha.
Atrás do ocaso fervem os insetos.
Enfiei o que pude dentro de um grilo o meu
destino.
Essas coisas me mudam para cisco.
A minha independência tem algemas

Manoel de Barros. 



One response to “MORTE DE MANOEL DE BARROS ENLUTECE A LINGUAGEM

  1. Fiquei muito triste com a noticia ,,pois ontem de ontem comecei um trabalho sobre Manuel e hoje pela manha quando acabei, e liguei a tv foi a primeira noticia que passou … :/
    Que ele possa descansar em paz !

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