COM RAIMUNDO BORGES, GOVERNO JABES MANDA NO COLO-COLO. O TIGRÃO CORRE PERIGO?

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Qual é a missão do “Jabista” Raimundo Borges na presidência do Colo-Colo?

Editorial do Blog do Gusmão.

No dia 17 de dezembro de 2015, o contabilista Raimundo Borges foi eleito presidente do Colo-Colo de Futebol e Regatas.

A ascensão de Raimundo ao mais alto posto do clube tem levantado desconfiança em torcedores apaixonados. Este blog ouviu alguns.

O governo Jabes Ribeiro (principalmente o secretário de obras Isaac Albagli) sonha em transformar o Estádio Municipal Mário Pessoa num shopping center.

Para isso, a gestão estaria disposta a entregar a praça esportiva à iniciativa privada, sob condições ainda não esclarecidas.

O Colo-Colo entra nessa história como um empecilho, já que disputa a 1ª divisão do Campeonato Baiano de Futebol. Enquanto estiver na competição, o Mário Pessoa vai continuar sendo extremamente necessário. A população de Ilhéus deseja um shopping center, mas tornar o Colo-Colo um time desabrigado não seria admitido.

Uma queda do clube para a 2ª divisão e o seu consequente desaparecimento podem vir a calhar. Para dar cabo da empreitada, o jabismo necessita de mais um mandato. Uma medida polêmica como essa dificilmente será adotada em 2016, ano eleitoral.

O governo Jabes é especialista em aparelhamento de conselhos municipais. Costuma orientar os rumos de segmentos do controle social para que possam atender seus interesses. Decidir o futuro de um clube de futebol como o Colo-Colo, tão vulnerável financeiramente e quase amador, não geraria crise de consciência.

Raimundo Borges exerce cargo de extrema confiança na secretaria de desenvolvimento social. É diretor de divisão da pasta (espécie de gerente financeiro) com o salário base de R$ 3.800,00. Nos períodos eleitorais faz as prestações de contas dos partidos “jabistas” à justiça eleitoral. Como se diz coloquialmente, “é homem da cozinha”.

Por outro lado, Borges tem 24 anos de Colo-Colo, é conselheiro de colocar a mão na massa, torcedor fiel e conhece como ninguém o estatuto do clube. Contribui para a organização administrativa e anualmente faz as prestações de contas enviadas à Federação Baiana de Futebol e Receita Federal (não faz esse trabalho de maneira voluntária, pois recebe remuneração abaixo do que seria cobrado de um cliente comum).

Fica no ar a dúvida. O que é mais importante para Raimundo Borges? O Colo-Colo ou os interesses políticos e econômicos do governo Jabes Ribeiro?

O tempo está encarregado de responder a essas questões, contudo, a apaixonada torcida do Colo-Colo, sobretudo a organizada Mancha Azul, deve abrir os olhos e permanecer bem atenta.



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