GOVERNO JABES DEIXA CRIANÇAS SEM PROFESSOR

Escola Barão de Macaúbas.
Escola Barão de Macaúbas. Imagem: Thiago Dias/Blog do Gusmão.

As crianças do 4º ano matutino da Escola Municipal Barão de Macaúbas, no Pontal, em Ilhéus, estão há duas semanas sem aulas por falta de professor.

Em setembro de 2015, esta mesma escola ganhou notabilidade já que a diretora pediu que os alunos trouxessem comida de casa, uma vez que não havia alimentação escolar.

DELCÍDIO ESCLARECE CONTEXTO DA USINA DE BELO MONTE

Delcidio e Belo Monte
“Um grupo de cientistas do governo preparou um documento mostrando que do ponto de vista climático a usina era um erro. Nada demovia a então chefe da Casa Civil, ex-ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff”.

miriamleitãoPor Mirian Leitão

Delcídio esclarece

Com a delação do senador Delcídio Amaral muito se esclarece do que parecia obscuro em decisões que foram irracionais do ponto de vista econômico. Foi assim com a Usina de Belo Monte, que afrontou toda a racionalidade em diversas áreas. Foi assim com o dinheiro excessivo emprestado pelo BNDES para os frigoríficos. E também com a entrada intempestiva e desastrada do grupo Bertin na área de geração de energia.

Tudo parece lógico agora. Foram decisões viabilizadas pela corrupção e para se transformarem em dinheiro para campanha. Delcídio contou que quando, três dias antes do leilão de Belo Monte, o maior consórcio desistiu de participar, “em algumas horas” foi constituído novo grupo de empresas. Nele estavam Galvão Engenharia, Queiroz Galvão, Mendes Júnior e, entre outros, a Contern do grupo Bertin, que entrou forte nas disputas de energia, ganhava com muita frequência, e várias vezes não conseguiu entregar o empreendimento que havia vencido. O Bertin sempre foi patrocinado, explica agora Delcídio, por José Carlos Bumlai.

O problema é que poucos meses depois as empresas que não haviam participado do leilão — “não bidaram”, como diz o senador — viraram donas do negócio e os vencedores ficaram em segundo plano. Tudo sempre pareceu esquisito em Belo Monte. O governo ignorou todas as críticas que mostravam que o empreendimento era ruim do ponto de vista econômico, fiscal, ambiental e humano. Um grupo de cientistas do governo preparou um documento mostrando que do ponto de vista climático a usina era um erro. Nada demovia a então chefe da Casa Civil, ex-ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff. O Ibama ficou contra. Na Casa Civil foi feita uma reunião que estabeleceu um prazo para sair a licença. Os técnicos do Ibama assinaram que não concordavam com a licença. Do Palácio do Planalto veio o edito: a licença tinha que sair. Publiquei tudo aqui nesta coluna, várias vezes falando do meu espanto com a forma autoritária com que tudo foi decidido.

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QUER UM TRABALHO? SINEBAHIA ILHÉUS OFERECE 8 VAGAS

Confira abaixo as vagas disponíveis quinta-feira (17) na agência do SineBahia Ilhéus, que fica na sala 13 do SAC, situado na Rua Eustáquio Bastos, 308, Centro.

Não esqueça de levar a carteira de trabalho, RG, CPF, comprovante de residência e de chegar antes das 9.

Costureira

  • Formação: Ensino Fundamental Completo

  • 6 meses de experiência

  • 01 vaga

Tosador

  • Formação: Ensino Fundamental Completo

  • 6 meses de experiência

  • 01 vaga

Repositor de Mercadorias (EXCLUSIVO PCD)

  • Formação: Ensino Fundamental Completo

  • 01 vaga

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GOVERNO JABES MATA ANIMAIS DE FOME NO CENTRO DE ZOONOSES

cachorro faminto
Imagem ilustrativa: google.

A acusação é de uma fonte que prefere não se identificar. Ela tem contato permanente com os animais.

Cães, gatos e outras espécies apreendidas pelo Centro de Zoonoses da secretaria de saúde de Ilhéus passam fome.

O governo Jabes Ribeiro não tem comprado ração. Sensibilizados, funcionários levam comida de casa, mesmo assim, alguns já morreram esgotados de tanta fraqueza.

Entramos em contato com o secretário municipal de comunicação, Valério Magalhães, para obter a versão oficial.

Valério nos passou o contato do responsável pelo Centro de Zoonoses, mas a operadora informa que “esse telefone não existe”.

Atualizado às 14h21min.

O blogueiro Jamesson Araujo, do Agravo, esteve no Centro de Zoonoses e filmou a triste situação dos animais.

Assista os vídeos do Blog Agravo.

PORTO SUL: ENRC DESRESPEITA DIREITOS HUMANOS NO CONGO

Por Ismail Abéde

Ismail AbédeMais uma vez , a ENRC (matriz da BAMIN – Bahia mineração) se vê envolvida em problemas ao redor do mundo. A empresa que foi recebida de braços abertos pelo Governo do Estado da Bahia, além de ter sido processada na alta corte de Londres pela Zamin/Ardila (que reclama não ter recebido US$ 220 Milhões pela venda do projeto pedra de ferro),  agora recebe acusação formal do governo do Reino Unido por não respeitar os direitos humanos nos locais de suas minas no Congo. Entre outras, foi acusada de negar o acesso das comunidades atingidas a água potável.

As comunidades vizinhas à poligonal do porto sul devem estar cientes do tipo de tratamento que teriam caso o porto sul fosse um projeto viável. Ou alguém ainda acredita que em Ilhéus seria diferente?

Não bastando todos os escândalos em andamento no país e a inviabilidade do projeto , o Governo da Bahia ainda diz estar muito disposto a dar andamento no projeto do Porto Sul, tendo uma empresa desse quilate como parceira.

Em sua viagem à China em busca de parceiros para o projeto natimorto, o governador da Bahia, o petista Rui Costa, não deve ter sido muito claro aos incautos chineses em relação à lava-jato, petrolão, “Delcidio-gate” e  as possibilidades crescentes do impeachment da presidente da república e da prisão do ex presidente Lula, ambos do seu partido.

Os candidatos à moradores da papuda crescem diariamente e os chineses vão querer saber quem serão os seus parceiros no projeto do porto sul e nas mãos de quem terão que entregar o seu dinheiro.

 A eles o meu recado- “Quem quiser entrar nessa barca furada, que atire o primeiro bilhão…”

Ilhéus já está com a receita pronta e ainda não se deu conta disso. O dinheiro dos chineses seria bem vindo para investir no turismo, na preservação e divulgação da parte histórica de Ilhéus, no cacau, no chocolate, na pesca artesanal e pequenos agricultores. Chega dessa ideia absurda de porto, que não seria nada além de outro enorme propinoduto inacabado que seria instalado nesse país.

Ismail Abéde é membro da AMORVIJU – Associação dos Moradores da Vila Juerana.

Abaixo, os amigos visitantes do Blog do Gusmão poderão ler reportagens de sites ingleses sobre esse assunto.

http://www.minesandcommunities.org/article.php?a=13298 

A ENRC não respeitou os direitos humanos na República Democrática do Congo, diz defensoria do governo do Reino Unido

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ESTUDANTES APRESENTAM REPELENTES E INSETICIDAS CONTRA AEDES AEGYPTI

aedes_aegypti

Da Agência Brasil

Experimentos de produtos que combatem o mosquito Aedes aegypti, desenvolvidos por estudantes, estão entre os destaques da 14ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), que ocorre na Universidade de São Paulo (USP).

As irmãs Danielle Matos e Isabelle Matos, alunas da Escola Status Jardim Paulista, de Campo Grande (MS), desenvolveram um óleo à base de folhas de pitangueira – Eugenia uniflora – capaz de, segundo testes iniciais, repelir e matar o mosquito.

“A nossa ideia surgiu a partir de uma observação feita em casa. De quatro pessoas, só três pegaram dengue. Minha irmã, eu e meu pai. A minha mãe foi a única que não pegou. Na mesma semana, ela tinha trocado o perfume e começado a usar um à base da pitanga. Aí surgiu a ideia”, contou Danielle.

O produto aplicado em água parada reduziu em 85% a presença de ovos, mostrando um efeito repelente à fêmea do mosquito. O óleo também foi capaz de matar de 50% a 62,5% as larvas que nasceram dos ovos.

“A gente encontra um pneu em terreno baldio e, quando chover, esse pneu vai ser um possível foco do mosquito. A gente pinga algumas gotas lá dentro e o mosquito vem e não deposita seus ovos. E se depositar, o óleo vai matar na fase de ovo de larva, não vai virar mosquito”.

Segundo as estudantes, não é possível fabricar o óleo em casa, já que para isso seriam necessários solventes e equipamentos apenas encontrados em laboratórios. O produto ainda não foi testado para uso na pele humana. De acordo com as alunas, ainda são necessários mais estudos para a produção em larga escala.

O aluno Leandro Rastelli, da Escola Afonso Cafaro, de Fernandópolis (SP), buscou desenvolver um larvicida à base da planta Dieffenbachia picta schott, conhecida popularmente como Comigo Ninguém Pode. Os testes iniciais comprovaram que a toxicidade da planta também tem efeito sobre a larva, a pupa e o mosquito Aedes aegypti.

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NAZIR MARON EXPÕE SUA PINTURA NA SALADEARTE DA UFBA

Pintura de Nazir Maron.
Pintura de Nazir Maron.

O paisagista ilheense Nazir Maron foi convidado a expor sua pintura a óleo na Sala de Arte Cinema da UFBA. A exposição vai acontecer de 19 de março a 24 de abril, na sala situada na Avenida Reitor Miguel Calmon, Vale do Canela. A exposição ficará aberta à visitação de segunda a sábado, das 9 às 20h30min, e nos domingos, a partir das 14 horas. 

Nazir Maron.
Nazir Maron.

Nazir Maron tem 30 anos de carreira, com mais de 50 mostras, prêmios e mais de 300 obras em todo mundo. Através do paisagismo, expõe a natureza humana e sua intervenção na região de ilhéus e nos demais municípios do Sul da Bahia. Céus e mares se confundem e apesar de expor sua cidade em vários aspectos, propõe a contemplação universal e acolhedora em seus quadros. 

A coletânea reúne a geografia, costumes e aspectos de Ilhéus, considerada uma das mais belas cidades do Sul da Bahia. Com este pretexto, Nazir Maron oferece ao espectador momentos para sonhar e descansar na brisa de praias e enseadas, em quadros que encantam pelos seus movimentos e cores e que remetem a uma viagem pelas belezas naturais do litoral sul baiano.

O VIRTUOSO CAMINHO DA DESTRADICIONALIZAÇÃO DE ILHÉUS

Por Elisabeth Zorgetz

Elisabeth ZorgetzO termo pode parecer estranho e pretensioso. Realmente, é tudo isso. Mas à distinção de tantos léxicos acadêmicos que servem ao imenso buraco de minhoca de preciosismos do maravilhoso oásis, a “destradicionalização” me encantou, assim que lhe dei oportunidade. A verdade é que me capturou num ponto fraco, no meu eixo sensível: a simbiose da Academia com a gestão da cidade. Relação propositalmente complicada, burocratizada, obstaculizada. Não há mais espaço para a inocência dos saberes. Não estamos falando de servidão técnica, tampouco engajamento ou caridade metodológica. Quero falar objetivamente de relacionamento, organismos atrelados, administração da informação e de uma prática que beneficie a todos, gerando renda e qualidade de vida. E o que podemos dizer sobre essa relação em Ilhéus? Permitam-se responder reservadamente.

Em nosso município, o terreno é fértil para o alavancar o processo de destradicionalização. Mas o que isso significa? Pensemos da forma mais simples. O prefixo vem para dissolver o tradicional, e transformá-lo num novo reagente, algo que a palavra talvez não revele. Nas palavras do próprio Fortuna, pesquisador que fez a belíssima exegese da destradicionalização da cidade de Évora, decorre do “reconhecimento de que nem a tradição nem a inovação existem sob forma absoluta”. Em certa medida, fenômenos assim ocorrem em nossa cidade e região isoladamente, talvez sem a própria consciência de si. Poderia citar o empreendedorismo sobre a ressignificação do chocolate e subprodutos do cacau, e a revitalização de dispositivos e memórias culturais como a Feira e Praça do Pontal. Mas, tudo a seu tempo, e com o empenho necessário, num tempo feito pela sociedade, a verdadeira destradicionalização opera na intenção e totalidade. Ilhéus, tal qual Évora, passaram por uma crise de lavoura, êxodo rural, passo lento no acompanhar das cidades modernas, possuem um denso passado, memória e patrimônios exploráveis. Podemos dizer que Ilhéus ainda se coloca em vantagem, pela riquíssima atratividade litorânea e tropical. Espero que, a essa altura, não reste dúvidas sobre nossa vocação e potencial, tão estranhos a territórios industriais e erguidos no concreto. Não acompanhamos esses ambientes produtivos por falta de investimento, e, principalmente, por falta de identidade socioeconômica. Cidades e regiões de vocação para o eco-turismo, forçadamente inseridas em cadeias industriais e extrativistas, hoje padecem no caos de desenvolvimento humano e desastre ambiental programado.

O maior potencial atrativo de Ilhéus se assenta em sua carga histórica, quando se pensa no que o turista de hoje investe. A região sustenta a sedução da história em tempos diversos, do Brasil pré-colonial ao colonial, dos anos 30 ao passado recente. Há dificuldades em termos patrimoniais e materiais. A arquitetura urbana sofreu intervenções irresponsáveis e o passado administrativo menosprezou a cultura material, para não falar da imaterial. Ainda assim, abundam recursos a serem aproveitados e resgates passíveis de serem realizados. Paralelamente, a cidade necessita dinamizar e diversificar o seu leque de ofertas turísticas, de forma a corresponder novas exigências e aspirações de seus visitantes, sob o ponto de vista da concorrência entre cidades. Tornar Ilhéus uma cidade destradicionalizada e verdadeiramente desejável no mercado turístico é abandonar um perfil passivo na intervenção gerencial de instrumentos históricos, culturais, comerciais e ambientais. É interromper o sofrível “cumprir tabelas” na setorização da gestão. É tornar a transversalidade um mantra. É aproveitar, continuamente, o que nossas instituições de ensino e pesquisa têm a nos oferecer em historiografia, geografia humana, logística, ecologia, gestão em turismo, e tantas áreas que produzem cotidianamente, apenas na cidade de Ilhéus.

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