NOVAS OPORTUNIDADES DE TRABALHO DO SINEBAHIA ITABUNA

Confira abaixo as novas oportunidades de emprego do Sinebahia Itabuna. As vagas ficarão disponíveis na terça-feira (11).

A agência funciona na unidade modelo da Avenida Inácio Tosta Filho, centro. Não esqueça de levar o número do PIS, PASEP ou NIS, Carteira de Trabalho, RG, CPF, comprovante de residência e certificado de escolaridade.

Assistente Administrativo

Ensino Médio Completo

Experiência mínima de 6 meses na carteira

2 vagas

Auxiliar de Limpeza

Ensino Médio Completo

Experiência mínima de 6 meses na carteira

2 vagas

Mecânico

Ensino Médio Incompleto

Experiência mínima de 6 meses na função

1 vaga

(mais…)

DIRETOR DÁ OUTRA VERSÃO SOBRE MORTE DE PRESO NO ARISTON CARDOSO

Major Rebouças, diretor do Presídio Ariston Cardoso. Imagem: Ilhéus 24H.
Major Rebouças, diretor do Presídio Ariston Cardoso. Imagem: Ilhéus 24H.

O Major Rebouças, diretor do Presídio Ariston Cardoso, em Ilhéus, conversou hoje à tarde por telefone com o Blog do Gusmão. Mais cedo publicamos matéria sobre a morte de um homem preso na unidade por falta de pagamento de pensão alimentícia. A declaração de óbito apontou homicídio.

Rebouças, no entanto, acha difícil que Antônio Marcos de Jesus da Silva tenha sido assassinado. O diretor explica que o detento estava numa área livre, separado dos presos por crimes comuns, que ficam no pátio.

Segundo o diretor, Antônio teve crises de abstinência por falta de álcool. Chegou a beber desodorante. Tornou-se agressivo e por isso teve que ser encarcerado. Foi colocado numa cela junto com pessoas que também não haviam sido presas por crimes violentos.

Na cela, durante uma crise, Antônio se envolveu numa briga, informa o diretor. Rebouças viu que ele estava com um hematoma típico de um soco no olho no dia 30 de setembro, antevéspera da sua morte. O major anunciou aos detentos que se o conflito persistisse todos seriam levados para o pátio dos presos comuns, ideia aterrorizante para eles.

O diretor ouviu os internos que estavam na cela quando o detento morreu. Afirmaram a Rebouças que Antônio começou a se debater e faleceu. Em vão, um dos presos tentou reanimá-lo.

Segundo Rebouças, o ferimento na cabeça só foi constatado no Departamento de Polícia Técnica. “Eu estou até surpreso com essa versão do laudo médico. Amanhã um agente nosso vai no DPT para ver se tem foto disso”. O detento pode ter lesionado o crânio ao se debater. Por outro lado, destacou a importância de respeitar a contribuição do profissional da medicina.

O major não acha provável a hipótese de assassinato, mas investiga o caso. Três agentes formados em direito o auxiliam. 

ERRO HISTÓRICO: IMAGENS PODEM TER BENEFICIADO MARÃO

Prefeito eleito de Ilhéus, Mário Alexandre. Imagem: Clodoaldo Ribeiro/Ascom-PSD.
Prefeito eleito de Ilhéus, Mário Alexandre. Imagem: Clodoaldo Ribeiro/Ascom-PSD.

A divulgação de supostas imagens íntimas do prefeito eleito Mário Alexandre (PSD), sem sombra de dúvida, foi um grande erro cometido na campanha eleitoral desse ano. Não se sabe qual adversário de Marão chegou a tal nível de inescrupulosidade, se é que o material partiu mesmo de um dos adversários.

Caso pudéssemos listar erros cometidos em processos eleitorais, esse com certeza foi um dos piores. Está ao lado de um erro da campanha de Roland Lavigne em 2000, quando criticou a política de segurança pública do governo César Borges, que era comandada pela então secretária estadual Kátia Alves.

O governador estava no muro. Depois que Roland espalhou outdoors criticando a segurança em Ilhéus, César Borges se posicionou a favor da reeleição de Jabes Ribeiro.

Apesar de não ter sido avaliado por pesquisa, o vazamento das supostas imagens íntimas não prejudicou Mário Alexandre. Há quem sustente o contrário. Para esses, o eleitorado demonstrou maturidade. Esperava-se que a significativa parcela de eleitores religiosos de Ilhéus, especialmente evangélicos e católicos, reagisse de forma moralista à divulgação do material. Mas o eleitor soube distinguir os temas de natureza política e não supervalorizou o ataque pessoal contra o candidato.

Nas ruas, assessores e o próprio Mário observaram manifestações irônicas sobre o ataque. Alguns eleitores chegaram a fazer gestos obscenos de estímulo ao sexo. A coluna “Política com Vatapá”, do jornal A Tarde, registrou esse tipo de reação durante visita do prefeito eleito ao bairro Teotônio Vilela após a vitória do dia 2.

Outros analistas também apontam a tolerância que uma sociedade machista como a ilheense dedica à vinculação da imagem do homem ao sexo, diferente do que ocorre com a mulher. Sustentam que se uma candidata tivesse sido objeto desse tipo de ataque, a reação dos eleitores seria diferente. O impacto poderia ter sido devastador para uma candidatura feminina. Vale lembrar que Ilhéus está há duas eleições sem eleger nenhuma mulher para a Câmara de Vereadores. A mesma leitura vale para o cenário hipotético em que outro candidato tivesse a imagem ligada à homossexualidade. Nesse caso, orientada por preconceitos homofóbicos, parte dos eleitores também poderia reagir de forma negativa.

HOMEM PRESO POR PENSÃO ALIMENTÍCIA FOI ASSASSINADO NO ARISTON CARDOSO

Presídio Ariston Cardoso. Imagem: Agravo.
Presídio Ariston Cardoso. Imagem: Agravo.

É o que afirma a declaração de óbito assinada pelo médico Mauro Pereira de Souza.

Noticiamos na quinta-feira (6) a morte de Antônio Marcos de Jesus Silva, interno do presídio Ariston Cardoso, em Ilhéus. Ele morreu no dia 2 de outubro, domingo das eleições.

A família de Antônio procurou o Blog do Gusmão nessa segunda-feira (10). Segundo o irmão dele, Luciano de Jesus Silva, o detento de 44 anos foi vítima de homicídio.

Antônio foi preso no dia 21 de setembro de 2016, conta Luciano. Passaria dois meses no Ariston por atrasar o pagamento da pensão alimentícia da filha.

Luciano é pintor. Afirma que costumava levar Antônio para auxiliá-lo no trabalho. O irmão, contudo, sofria com a dependência do álcool. Segundo Luciano, Antônio chegava a tremer durante as crises de abstinência. Essa condição quase sempre o impedia de completar a jornada.

O pintor também nos disse que a mãe não pôde ver o corpo do filho no Departamento de Polícia Técnica. No entanto, no velório “nós constatamos que meu irmão foi vítima de agressão dentro do Ariston Cardoso”.

O corpo de Antônio tinha um ferimento “muito grande” na parte de trás da cabeça, descreve Luciano, “um hematoma no olho” e a “boca inchada”.

Luciano autorizou o blog a publicar a certidão de óbito, que relata o traumatismo craniano “por instrumento contundente”. Na declaração de óbito, o médico Mauro Pereira de Souza assinalou o campo “homicídio”.

A família disse que quer justiça, pois o Estado era responsável pela segurança de Antônio.

Atualizado às 9h31min de 11 de outubro de 2016.

O diretor do presídio, Major Rebouças, deu outra versão sobre o caso. Leia aqui.

APÓS DENÚNCIA DE CONCURSADOS, GOVERNO JABES DESISTE DE TERCEIRIZAR VIGILÂNCIA

guarda destO governo Jabes Ribeiro desistiu de contratar empresa de vigilância armada após denúncia ao Ministério Público do Trabalho em Itabuna.

Aprovados para o cargo de guarda civil municipal recorreram ao MPT contra a licitação. Segundo eles, a Prefeitura de Ilhéus  pretendia terceirizar a vigilância do condomínio Bosque Verde, construído no bairro Teotônio Vilela com recursos do programa federal Habitar Brasil.

Conforme os concursados, o contrato resultaria na terceirização da “atividade-fim” da Guarda Municipal de Ilhéus, que é a vigilância do patrimônio público sob a responsabilidade do município.

Quando conversou sobre o assunto com o este blog no último dia 20, o secretário de administração Ricardo Machado argumentou que o contrato seria necessário porque os guardas do município ainda não foram treinados para usar armas de fogo.

Os concursados ironizam o argumento de Machado, pois se os guardas ainda não podem ser armados, a culpa é da “inércia do município de Ilhéus”. Segundo eles, o governo não demonstrou nenhum interesse em oferecer o treinamento aos servidores, o que geraria resultado positivo do ponto de vista econômico.

Ricardo Machado estima que o convênio com a Polícia Federal para treinar os guardas custaria por volta de R$ 400 mil. O treinamento exigiria “de quatro a seis meses”. “Coloquei no orçamento do próximo ano, para verificar a possibilidade financeira”. Por isso o governo optou por uma empresa particular, já que o serviço será temporário.

Por outro lado, a contratação da vigilância privada custaria aproximadamente R$ 91 mil reais por mês (só para vigiar o condomínio), considerando o valor total estimado pelo próprio governo: R$ 1.094.358,60 por doze meses. Machado explicou que o prazo de um ano não necessariamente seria concretizado, pois a Caixa Econômica Federal voltará a ser responsável pelas casas quando o município encerrar a reforma das estruturas danificadas pelos invasores.

Na última sexta-feira, 7, o governo Jabes Ribeiro publicou a revogação do processo licitatório. Antes disso, o MPT já havia solicitado esclarecimento sobre o pregão – lembre aqui.

Na ocasião, a procuradora do trabalho Sofia Vilela de Moraes e Silva disse a este blog que solicitou informações para avaliar se o contrato substituiria ou não os guardas municipais na sua atividade-fim. Se entendesse necessário, acionaria a Justiça.

Telefonamos hoje para o secretário Ricardo Machado. Queríamos perguntar o que governo respondeu à procuradora e por que recuou. As três chamadas para o número terminado em 4883 caíram na caixa de mensagens.