O BAIXINHO OPORTUNISTA VIROU HOMEM DE REBANHO

Romário ao lado do prefeito eleito do Rio de Janeiro, Crivella, bispo (licenciado) da Igreja Universal. Imagem: Facebook.
Romário ao lado do prefeito eleito do Rio de Janeiro, Crivella, bispo (licenciado) da Igreja Universal. Imagem: Facebook.

Por Thiago Dias

Romário trocou muitas corridas em volta do campo por sessões de futevôlei. O treino alternativo certamente aprimorou sua técnica para arremates de primeira.

Na Copa de 94, a cabeçada certeira entre zagueiros suecos e o chute acrobático contra os holandeses foram frutos do seu tempo-de-bola fora de série.

O oportunismo do baixinho dentro da área talvez seja inigualável. Essa característica consagrou o ídolo de 1,67m como um dos maiores centroavantes da história do futebol.

Na política, o oportunismo de Romário ganha sentido negativo, porque o apequena. Não o diferencia, lança-o no lugar-comum. Como muitos, o ex-deputado e hoje senador se aproveitou da condição de ídolo para angariar votos.

A democracia não pode negar elegibilidade aos ídolos, mas a liberdade democrática não os torna menos oportunistas. Usar a popularidade do futebol ou da televisão para virar representante de um povo não é necessariamente um pecado, mas é sem dúvida uma decisão oportunista, porque aproveita condições favoráveis não disponíveis para a maioria dos adversários. 

Nos tempos de jogador, Romário cultivava uma rebeldia que já naquela época destoava do futebol cada vez mais racionalizado pela profissionalização. Mas, os gols antológicos do ídolo compensavam as aventuras do sujeito mundano.

Na imagem (acima) do senador ao lado do colega Crivella, prefeito eleito do Rio de Janeiro, a rebeldia do ídolo aposentado dá lugar ao homem de rebanho.

Thiago Dias é repórter do Blog do Gusmão.



2 responses to “O BAIXINHO OPORTUNISTA VIROU HOMEM DE REBANHO

  1. É a típica coluna preconceituosa, se o Baixinho apoiasse o Freixo não seria oportunista seria um político respeitavel de grandes ideais. Ninguém acredita mais nessa balela.

  2. Rapaz, é impressionante como existe como fica cada vez mais evidente a existência de uma “patrulha fascista”, nas redes sociais e nos veículos de imprensa. Agora, não se pode escrever ou falar nada nas redes sociais, que logo aparece um integrante com o discurso pré-moldado. Estamos vivendo tempos difíceis!

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