BAHIA TEM O 5º MAIOR ÍNDICE DE INVESTIGAÇÕES DE ASSASSINATOS ARQUIVADAS

disparo-de-arma-de-fogoEm 2011, a Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública estabeleceu meta que previa a conclusão de todos os inquéritos policiais de homicídios iniciados até o dia 31 de dezembro de 2007.

Uma ferramenta chamada “inqueritômetro” monitora a quantidade de inquéritos que resultaram em denúncias à Justiça ou foram arquivados por falta de provas e devido às desclassificações (quando um caso deixa de ser tratado como homicídio).

Até dezembro de 2007, a Bahia tinha 11.536 assassinatos sob investigação. O estado é o quinto com mais inquéritos arquivados sem denúncia, com uma marca de 82%, empatado  com Sergipe. O Rio de Janeiro lidera a estatística negativa com 96% das investigações de homicídios encerradas sem solução.

O Sindipoc, que representa os policiais civis da Bahia, tem feito manifestações públicas para cobrar melhorias para a instituição. Segundo o sindicato, a Polícia Civil sofre com a falta de delegados, investigadores e outros profissionais, além das limitações impostas pela precariedade dos equipamentos disponíveis.

Acesse a tabela com dados de todos os estados.

Com informações do G1.

PROFESSOR QUESTIONA “EFICÁCIA” DAS OCUPAÇÕES

Segundo Wilson Gomes, movimento de ocupações é um tipo de "consolo" melancólico para a esquerda.
Segundo Wilson Gomes, ocupações servem de consolo para a esquerda.

Wilson Gomes é professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde coordena pesquisas sobre comunicação e política. Ele tem levantado questionamentos a respeito das ocupações promovidas por estudantes em todo o país. Critica especialmente a “eficácia” desse tipo de ação política.

O estudioso define eficácia da ação como a “capacidade de influenciar tomadores de decisão, opinião pública e sociedade”. Para medi-la, explica, é necessário avaliar o “lucro na ponderação entre resultados obtidos e custos envolvidos”. Também alerta que o nível de incômodo gerado pelo movimento “não conta necessariamente como eficácia”, conforme escreveu no início de novembro no Facebook.

Gomes voltou ao assunto nessa segunda-feira (14). Primeiro, criticou o silenciamento que grande parte da imprensa impõe ao protesto dos estudantes contra o governo Temer, enquanto ocupa o noticiário com os atos anti-Trump nos EUA. Por outro lado, considerou que isso por si só não explica a falta de eficácia do movimento.

Para o professor, o movimento erra do ponto de vista estratégico. “Ações políticas são ações de comunicação: elas precisam convencer pessoas de algumas coisas e precisam levá-las a assumir determinadas atitudes e alguns comportamentos. A visibilidade pública é o seu meio fundamental. Produzir a imagem pública conveniente dos seus atores, causas e agendas é uma meta importante. Se fracassa fragorosamente em ambas as coisas, é sinal de que falhou. Ocupações não estão funcionando e não funcionarão. A má vontade das redações não explica tudo, tenho cansado de repetir isso, há erros intrínsecos, básicos, na própria concepção da ação estratégica, que a leva inexoravelmente ao fracasso”.

Segundo Wilson Gomes, os manifestantes “estão fora do alcance da razoabilidade e continuarão a fazer os mesmos erros táticos”, pois “nem acreditam que estão fracassando”. Para eles, “não importa os efeitos externos ao movimento, o importante são os efeitos imanentes sobre os próprios praticantes, isto é, o aumento da conscientização política, a sensação de que “estão fazendo alguma coisa”. É como dizer que estamos ocupando uma escola ou faculdade não para produzir algum efeito nos outros, mas para o nosso próprio bem, para a nossa evolução como seres políticos. É quando a impotência é convertida em autorreferência. Complicado”.

O estudioso explicou por que tem insistido no tema. “Porque é constrangedor ver esses movimentos à esquerda agonizando politicamente em público, sem dar o menor sinal de que percebem a própria situação. E porque é irritante ver os tiozinhos de esquerda, românticos e cheios de amor de esquerda para dar, construindo uma fantasia de autoengano ao redor desses movimentos, transformando retoricamente ratos que rugem em leões. Tudo para o próprio consolo”.

Ao contrário do que se possa imaginar, Wilson Gomes está longe de ser um defensor do governo Temer, ao qual também costuma tecer críticas severas.

Clique aqui para ler a íntegra na página do autor.

MULHER PROCURA PARENTES EM OLIVENÇA

Igreja de Nossa Senhora da Escada, em Olivença.
Igreja de Nossa Senhora da Escada, em Olivença.

A senhora Tereza Ribeiro da Silva, 60 anos, procurou o Blog do Gusmão para divulgar sua busca por familiares em Olivença, em Ilhéus.

Tereza mora em Afogados da Ingazeira, no estado de Pernambuco. Recentemente, visitou Floresta Azul, cidade do sul da Bahia, onde descobriu que os avós paternos eram de Olivença.

Tereza é filha de João Ribeiro da Silva que, por sua vez, era filho de José Ponciano da Cruz. Já a sua bisavó era uma “índia” conhecida como “Escolastra”, conta a bisneta.

Ela deixou o telefone para o contato de pessoas que tenham notícias sobre os seus familiares ou a história da sua família: (87) 3838-3684.

ATENÇÃO: EVITE O BANHO DE MAR EM QUATRO PRAIAS DE ILHÉUS

Praia do Cristo.
Praia do Cristo.

A recomendação é do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema). As praias que devem ser evitadas são as do Marciano (próxima ao Bar Litrão), do Cristo (próxima à Barraca Point Conde Badaró), do Malhado (perto da escultura da sereia) e da Avenida Soares Lopes (na direção do Subway).

O diagnóstico de balneabilidade é obtido por meio do recolhimento de amostras. O instituto divulgou os resultados dos últimos testes na sexta-feira (11). Todas as outras praias de Ilhéus têm condições normais para banho, no entanto, o mar deve ser evitado em dias chuvosos.

CUNHA ORIENTOU AUTORES DO PEDIDO DE IMPEACHMENT

Eduardo Cunha.
Eduardo Cunha.

Por Thiago Dias

A edição de novembro da revista piauí traz reportagem da jornalista Julia Duailibi sobre a advogada e professora Janaina Paschoal, autora do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Paschoal compartilhou a autoria do documento com os colegas Miguel Reale Júnior (PSDB) e Hélio Bicudo, fundador do Partido dos Trabalhadores.

Conforme a reportagem, em setembro de 2015, quando protocolaram o pedido e suas primeiras alterações, os autores delimitaram a acusação a atos praticados por Dilma até 2014. Com isso, correram o risco de o então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), rejeitar a peça, pois a Constituição proíbe impeachment baseado em acusações sobre mandatos anteriores.

Para a sorte dos acusadores, informa a repórter Julia Duailibi, “Cunha agia afinado com a oposição. Fez chegar a seus líderes que a denúncia deveria impreterivelmente abarcar crimes cometidos por Dilma em 2015, caso contrário seria difícil aceitá-la”.

Depois de orientar os aliados, ainda de acordo com a jornalista, “Cunha anunciou à imprensa que, a ‘pedido’ da oposição, antes de analisar o documento ele esperaria a anexação de novas denúncias”.

O agente político responsável pela abertura do processo instruiu os autores do pedido para evitar que a peça fosse descartada por um erro grosseiro. Essa é uma verdade incômoda para a narrativa do impeachment.

A colaboração de Cunha reforça o argumento da defesa de Dilma sobre o caráter estritamente político, e portanto ilegal, do processo que cassou seu mandato. O Congresso atropelou requisitos jurídicos que, se respeitados, impediriam o golpe. Mas, a legalidade é só um detalhe inconveniente  para os que compactuam com o reino dos fins. Afinal, era preciso “estancar a sangria” a todo custo.

Thiago Dias é graduado em comunicação, estudante de direito e redator do Blog do Gusmão.

PREFEITURA DE ILHÉUS CONVOCA BENEFICIÁRIOS DO “MINHA CASA”

Imagem: Alfredo Filho/Secom-Ilhéus.
Imagem: Alfredo Filho/Secom-Ilhéus.

Por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social, a Prefeitura de Ilhéus convocou os futuros moradores dos condomínios Sol e Mar I e II para a visita de vistoria.

Os beneficiários vão avaliar os apartamentos construídos pelo programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal. Caso identifiquem problemas, notificarão as construtoras responsáveis pela construção dos imóveis.

As visitas ocorrerão em datas e horários previstos nas tabelas divulgadas pela secretaria. Confira aqui e aqui.

MARÃO DEFENDE PERMANÊNCIA SUSTENTÁVEL DAS CABANAS DE PRAIA

Litoral sul de Ilhéus. Imagem: José Nazal.
Litoral sul de Ilhéus. Imagem: José Nazal.

O próximo governo municipal está disposto a encontrar uma solução negociada para as cabanas de praia de Ilhéus notificadas pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU). O prefeito eleito Mário Alexandre (Marão – PSD) e o vice José Nazal (Rede) entendem que vários pontos ainda precisam ser esclarecidos pela SPU, inclusive a linha de preamar, completamente alterada no litoral norte do nosso município em decorrência da construção do Porto do Malhado. Outro ponto que merece maiores esclarecimentos é quanto ao acréscimo ocorrido com o assoreamento da praia da avenida.

Ilhéus e São Francisco do Conde são os únicos municípios da Bahia que têm plano de gestão integrada, com Comitê Gestor. A implantação do Projeto Orla está em discussão desde 2006 e envolve amplo diálogo com diversos setores da sociedade civil. A falta de recursos das diversas esferas governamentais protelou o ajustamento de todo o projeto da modelagem costeira e algumas diretrizes com relação a efeitos e decisões que devem ser tomadas na área da praia.

Mário Alexandre vê a ação da SPU com preocupação, mas observa que a crise pode ser transformada numa oportunidade para darmos uma “nova cara” às nossas praias, reconhecendo que o potencial econômico do litoral não pode ser ignorado. “O bom senso deve prevalecer. Creio que é plenamente possível respeitar a legislação, garantindo a preservação do meio ambiente e facultando o empreendedorismo nas praias. Portanto, defendemos a permanência sustentável das cabanas de praia, evitando impactos sociais negativos”, explicou.